Cartas para Ludo e Vico

No século passado, ainda tínhamos o hábito de escrever e enviar cartas pelo correio.

Durante a minha infância, quando viajava com meus pais e fazia alguma amizade nova, trocávamos os endereços para continuar nos comunicando por um tempo (breve, geralmente).

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O que eu achava mais legal de receber correspondências de lugares distantes era sentir, até pelos cheiros, cores e texturas do papel e do envelope, os ares da vida que poderia ser a minha, se eu tivesse nascido ou me mudado para outro país, outro estado ou outra cidade. Era mais emocionante do que trocar e-mails, até pela surpresa de receber um “presente” dos Correios.

Alguns anos mais tarde, eu fiz inscrição no Pen Friend para treinar inglês me correspondendo com outros adolescentes ao redor do mundo.

Descobri que ainda existe o  International Pen Friends, com mais de 300.000 membros de 8 a 80 anos de idade, espalhados por 192 países, inclusive o Brasil.

Guardei durante alguns anos cartas e cartões postais de Bangkok, Atenas, Lisboa, Nova Jersey, São Leopoldo e Curitiba.

Acho que o Ludo e o Vico também podem se interessar em melhorar o inglês e o português com essa antiga brincadeira de conhecer o mundo.

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LIVRO – JOGO

Os livros, em geral, guiam os leitores do primeiro ao último capítulo, sempre nesta ordem, com exceção de quem gosta de saber logo o final da história.

O livro–jogo tem uma mecânica diferente. Ele nos convida a participar do enredo, permitindo escolhas que o personagem principal deverá seguir.

Além de ser divertido, pode ser lido várias vezes, com experiências e finais diferentes.

Na prática, funciona da seguinte maneira:

  • As páginas são numeradas como em qualquer livro e a história começa na página 1.
  •  Depois de apresentar o personagem principal e a ambientação, o texto passa a conversar com o leitor.
  •  O livro oferece algumas opções (que estão em páginas diferentes) conforme a escolha do que se quer que o personagem faça.
  •  Ao escolher entre as opções que o texto dá, o leitor decide os rumos da história e a sorte ou azar do personagem.

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A seguir algumas sugestões desse tipo de livro que encontrei na internet e podem ser compradas em livrarias e sebos reais ou virtuais :

  •  Da Editora Ediouro:

A Gruta do Tempo, de Edward Packard

Sobrevivência em Alto Mar, de Edward Packard

As Aventuras de Robin Hood, de Graham Staplehurst

  •  Da Editora Jambô:

A Cidadela do Caos, de Steve Jackson

O Feiticeiro da Montanha de Fogo, de Steve Jackson

O Templo do Terror, de Ian Livingstone

  • Da Editora Abril Jovem:

O Castelo dos Morto-Vivos, de Nick Baron

O Segredo do Djinn, de Jean Rabe

A Torre do Olho do Dragão, de Kem Antillies

Cavaleiros do Futuro, de Nick Pollotta

 

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Eu li muitos livros desse tipo dos 10 aos 12 anos. Não sei que fim levaram. Ainda não comprei para o Ludo nem para o Vico, mas estão na minha lista de atividades para eles experimentarem.

Passeios Verdes no Rio

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Ludo e Vico, como todas as crianças e adolescentes nascidos na era da internet, adoram ficar em casa com o mundo na ponta dos dedos e os olhos grudados na tela do computador. Acredito que vale a pena oferecer, de vez em quando, passeios ao ar livre para a saúde do corpo e da alma deles.

Existem alguns lugares no Rio de Janeiro onde os meninos se sentem bem, mesmo que nem percebam. O contato com a natureza produz essa energia. Um é a Pista Cláudio Coutinho, que fica escondida na Praia Vermelha, na Urca. O outro é o famoso Jardim Botânico do Rio de Janeiro, no bairro de mesmo nome.

Os dois são locais muito seguros para passear.Em ambos dá pra levar celular na mão pra tirar fotos, ouvir músicas com fone de ouvido e caçar Pokemons sem medo de assalto.

A Pista Claudio Coutinho  é localizada em uma área militar e não cobra ingresso para entrar.

O Jardim Botânico cobra ingresso (R$ 5,00 meia entrada) e tem muitos vigias ao longo do parque.

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A Pista Claudio Coutinho, inaugurada pelo Exército Brasileiro em 1980, tem apenas 1,25 km de extensão, mas vale algumas idas e voltas pra aproveitar o passeio. Tem o mar de um lado e a floresta e o Morro da Urca do outro, com uma trilha pra quem precisa de um pouco mais de aventura.

O Jardim Botânico do Rio de Janeiro foi inaugurado em 1808, por Dom João VI e ocupa uma área de 54 hectares. Tendo disposição, é possível percorrer as áreas abertas e as estufas em cerca de duas horas, mas é melhor não ter pressa e saborear a natureza.

Nesses dois paraísos verdes a fauna e a flora locais são ricas e tudo é limpo, tranquilo e bem cuidado. Nenhum dos dois permite que o visitante leve skate, bicicleta ou animais de estimação.

No site do Jardim Botânico dá para se programar para aproveitar também as atividades culturais que acontecem no Espaço Tom Jobim e no Museu do Meio Ambiente, que se localizam na área do parque.

Batalha de Ritmo e Poesia

Todo mundo já ouviu alguma vez na vida RAP e Hip Hop.

O RAP é mais falado e exige que se faça rimas e o Hip Hop é mais melódico e os versos não precisam rimar.

O Ludo e o Vico, coincidentemente, quando estavam com cerca de 9 anos e aprendendo a rimar na escola, começaram a brincar de fazer RAP em casa.

Eu entrava na brincadeira e eles achavam muito engraçado.

Como é que se faz uma batalha de RAP?

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Escute e leia os versos de quem domina essa arte

Pesquise no Google, no Youtube, em toda parte

Comece devagar pra aguentar a pressão

Convide sua mãe, seu vizinho ou seu irmão

Mantenha o ritmo da rima e aproveite o momento

Respeite o seu oponente e proíba o xingamento

Não pense demais e também não fique envergonhado

Esse jogo leva tempo até que esteja afiado

PEACE…

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