Guia para a Puberdade

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O livro “O que está acontecendo comigo?” é um clássico que continua conquistando as novas gerações.

Eu li na casa de uma amiga quando tinha 11 anos e nunca esqueci as ilustrações engraçadas, de Arthur Robin, que me ajudaram a entender as transformações no meu corpo.

Meu marido, que também leu esse guia no início da puberdade, fez questão de presentear os meninos. O Ludo leu quando fez 12 anos e o Vico já andou folheando.

O autor, Peter Mayle, foi traduzido para o português pela maravilhosa Ruth Rocha.

Ele explica, entre outras questões, que as pessoas recebem a puberdade em ritmos diferentes.

No início do livro, as meninas e os meninos se reconhecem nas diversas fases das mudanças corporais descritas e desenhadas. Em seguida, mergulham nas questões mais embaraçosas que passam pelas jovens mentes.

Alguns dos tópicos que o livro aborda de forma didática, divertida e sensível são:

  • A vergonha inicial dos “dois montinhos”que aparecem no corpo das meninas onde antes só havia “peito chato”
  • A importância da menstruação
  • O que é ereção
  • Porque temos espinhas
  • O que é masturbação
  • Porque, durante alguns meses, o menino tem duas vozes, uma fina e outra grossa
  • O que é polução noturna
  • Porque nascem pelos em nosso corpo nessa fase da vida
  • Como deverá ser a combinação de amor e sexo após a puberdade

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Esse livro continua sendo um ótimo recurso para meninos e meninas esclarecerem suas dúvidas, se conhecerem e aprenderem a amar e respeitar seus próprios corpos e dos futuros amores.

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Ser criativo na prática e com limites

 

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Como funciona a criatividade depois da infância?

Todos nós já observamos como a criança pequena se absorve inteiramente na brincadeira e incorpora elementos da natureza e o que mais estiver ao seu alcance como um “bricoleur”.

“Bricolage” (bricolagem) é uma palavra francesa que significa criar alguma coisa a partir do material que se tem.

Stephen Nachmanovitch, autor de “Ser Criativo – O poder da improvisação na vida e na arte”, destaca a importância da prática e dos limites para a criatividade.

Ele exalta o “bricoleur” como o artista dos limites, o herói que salva o mundo usando poucos materiais e sua própria sagacidade.

Ao contrário do que pode parecer, ele não culpa os limites, e sim os reverencia!

“Às vezes amaldiçoamos os limites, mas sem eles a arte não é possível. Eles nos proporcionam algo com que trabalhar e contra o que trabalhar.”

Além dos limites materiais, outros limites para a criatividade lembrados pelo autor são:

  • As leis físicas do som, da cor, da gravidade e do movimento
  • As convenções sociais
  • O próprio corpo
  • O ego
  • O compromisso pessoal e voluntário com um conjunto de regras…

Voltando à infância, ele ressalta a importância da prática lúdica e vivenciada intensamente.

“O divertimento, a criatividade, a arte, a espontaneidade, todas essas experiências contêm em si suas próprias recompensas, e são bloqueadas quando o desempenho é motivado pela possibilidade de recompensa ou punição, de lucro ou perda.”

O autor reformula o senso comum segundo o qual “a prática leva à perfeição”, que é entendido no ocidente como praticar para adquirir técnica, separando a prática da coisa de verdade.

Achamos que praticar é suportar uma luta penosa em troca de recompensas futuras.

Em partes do mundo oriental, mencionadas no livro, praticar é criar a pessoa.

“A prática revela ou torna real a pessoa que já existe.”

“Não se trata da prática para um fim, mas da prática que é um fim em si mesma.”

A prática que recebe os insights da criatividade consiste em uma experimentação compulsiva, mas prazerosa e envolta em uma sensação de deslumbramento.

Parei por aqui porque o post não pretende ser um resumo minucioso do livro, mas uma compilação das ideias que mais me mobilizaram até agora.

Obrigada por me acompanharem na leitura.

Até a próxima e última parte deste livro que eu estou adorando!

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Ser criativo até o fim da infância

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O livro “Ser Criativo – O poder da improvisação na vida e na arte”, do violinista, compositor, poeta, professor e designer gráfico Stephen Nachmanovitch é para todos.

Não é preciso ser artista para aproveitar a leitura e “a compreensão, a alegria, a responsabilidade e a paz que nascem do uso total da imaginação humana”.

O autor trata deste tema, difícil e almejado por pessoas de todas as artes e ofícios, de uma forma simples e profunda, usando citações, casos engraçados e metáforas.

Seguem algumas anotações que eu fui fazendo nas páginas do livro:

Pré-requisitos da criação:

  • Amor
  • Concentração
  • Prática
  • Técnica
  • Uso do Poder dos Limites
  • Uso do Poder dos Erros
  • Risco
  • Entrega
  • Paciência
  • Coragem
  • Confiança

O que mais me sensibilizou nas páginas iniciais foi a relação entre brincadeira, improviso e evolução.

Os antropólogos descobriram que um dos talentos primitivos das formas de vida mais evoluídas é o “galumphing”.

O que é galumphing? É o termo inventado por Lewis Carrol, autor do clássico “Alice no país das maravilhas”, entre outras obras, para traduzir o jeito de andar desajeitado, que consiste em um galopar triunfante. Este termo aparece no poema Jabberwocky (Jaguadarte, em português), em “Alice através do espelho”.

Nós “galumphamos” quando criamos obstáculos pelo caminho só para desfrutar o prazer de vencê-los e, assim, seguimos experimentando combinações e permutas com o corpo, com as palavras, com os sons e as demais maravilhas do mundo, ampliando pensamentos e sensações que não seriam possíveis se fôssemos regidos apenas pelos valores imediatos da sobrevivência.

Como este livro merece ser saboreado em vez de engolido, dividi sua resenha em 3 partes.

Pelo índice, encontrarei nas próximas páginas, “o fim da infância” como um dos obstáculos do ser criativo; o que já era de se imaginar…

Espero ter a sua companhia nessa leitura até “os frutos da criatividade”.

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Scrabble em Português

scrabble

Palavras cruzadas são um passatempo que me ajuda a relaxar. Dizem que, assim como caça palavras, palavras cruzadas também fazem bem para o cérebro em todas as fases da vida.

Aqui em casa, por enquanto, só os adultos gostam desses passatempos e, também, do jogo Scrabble.

Scrabble foi criado originalmente no idioma inglês e consiste em resolver anagramas. O objetivo do jogo é formar novas palavras pela transposição de letras, sem prejudicar o sentido das palavras que já estiverem no tabuleiro.

As peças do Scrabble em português não são as mesmas das do jogo em inglês porque as letras mais usadas para formar palavras em cada uma das línguas são diferentes.

Em português, as 120 letras usadas no jogo estão impressas em pedrinhas, como essa  pedrinha-scrabble, e aparecem na mesma quantidade da tabela abaixo: letras-scrabble-portugues

Os números localizados em baixo das letras são referentes à pontuação que cada respectiva letra tem no jogo.

A mecânica do Scrabble está descrita de forma simples e objetiva em 11 passos no WikiHow.

Como o jogo, em português, não é vendido há alguns anos nas lojas, para experimentar essa brincadeira restam algumas outras opções:

  • Ter a sorte de encontrar um Scrabble usado no Mercado Livre com todas as peças e a um preço razoável
  • Ter paciência para criar seu próprio tabuleiro e peças

Esse vídeo que ensina a construir o tabuleiro de Scrabble está em inglês, mas é bem didático e visualmente descritivo, lembrando que, ao criar as pecinhas, deve-se seguir a tabela acima para brincar no nosso idioma.

  • Finalmente, existe, ainda, a opção de jogar Scrabble, em português, pelo aplicativo para celular criado pela Eletronic Arts

Parece trabalhoso, mas é desafiador e divertido jogar Scrabble.

 

Paraty dos barcos e borboletas

barco

Já faz um tempinho que estivemos com os meninos em Paraty, mas as dicas do passeio ainda estão valendo.

Não foi uma viagem planejada, como normalmente fazemos. Eu adoro elaborar listas e ficar pesquisando o que vamos encontrar antes de ir. Paraty foi diferente. Decidimos ir e, no mesmo dia, fizemos as malas e partimos, sem nem ter decidido o hotel.

No caminho, pesquisei pelo celular e reservei a pousada que foi uma ótima escolha.

As melhores lembranças da nossa aventura de 4 dias intensos e divertidos eu registro aqui:

  • Ficamos hospedados na pousada L’Essence, em Pantanal, perto do centro histórico e onde fomos muito bem recebidos. A pousada estava bem cuidada, a comida era saborosa e tinha uma piscininha que aproveitamos bastante, sempre à noite, depois de passear pela cidade.
  • Andamos pelo centro histórico que parece um labirinto  e descobrimos várias lojas que vendem barquinhos de madeira e uma livraria linda: a Livraria das Marés, com seu charmoso café, que pertence ao grupo da sofisticada Pousada Literária.
  • Passeamos de barco para conhecer as ilhas e praias. Alugamos um barco simples, mas só para nós 4. Foi perfeito.
  • Sentimos a emoção de ter arraias passando pertinho de nós na caminhada pelo mar até as praias.
  • Admiramos encantados a beleza do fiorde chamado Saco de Mamanguá, que já tinha recebido a visita do elenco da saga Crepúsculo e até de uma baleia, segundo o barqueiro que nos levou a esse paraíso.
  • Comemos o melhor peixe frito do mundo, sem exagero. Não sei se era a fome ou o ambiente e o frescor da matéria prima, mas estava maravilhoso. Foi no único restaurante (bem rústico) perto do Saco do Mamanguá. Tivemos que atravessar o mangue depois de saltar do barco para chegarmos nessa praia.
  • Nos arredores do restaurante tinha uma casa pra alugar. Meu marido se animou, mas eu achei que era muito Robson Crusoé pra mim. O melhor de ter ido ver a casa foi a surpresa de encontrar dezenas de borboletas azuis pertinho do chão debaixo das macieiras. Que cena linda e inesquecível!
  • Ludo, Vico e meu marido se aventuraram na Cachoeira do Tobogã. Eu só apreciei a coragem deles e a paisagem.
  • Fizemos, ainda, outras aventuras para encontrar tribos indígenas, que dizem que habitam a região, mas só passamos por 3 índios, com roupas de times de futebol e um deles tinha o corte do cabelo do Neymar, na época.

Sei que temos muitas outras praias, ilhas e tesouros para descobrir em Paraty e espero que possamos retornar a essa cidade encantadora.

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3 Livros para Crianças Curiosas

O Ludo já quis ser astronauta e teve um quadro enorme do sistema solar que ocupava uma parede do quarto dele.

O Vico também grudou adesivos de estrelinhas e planetas fluorescentes no teto para sonhar antes de dormir.

Dos 5 aos 8 anos eles leram e releram a coleção “Criança Curiosa” da Editora Salamandra, que eu comecei a comprar, justamente, pelo volume “O espaço”.

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Dessa coleção nós também lemos os volumes “Crianças do Mundo” e “De onde as coisas vêm”.

O que tem de especial nesses livros para os meninos terem amado?

  • Todos começam com perguntas que direcionam a leitura e vão sendo respondidas ao longo das páginas.
  • As respostas são apresentadas com figuras escondidas, dobraduras, mini tutoriais de experiências, joguinhos e textos curtos.
  • As ilustrações são lindas.

O que as crianças curiosas encontram em “O espaço”?

  • Onde o Sol fica de noite
  • Por que a Lua não cai na Terra
  • Dicas e manhas para observar o céu
  • Pequenos segredos do espaço e outras maravilhas

O que as crianças curiosas encontram em “De onde as coisas vêm”?

  • De onde vem a água que sai da torneira
  • Como é que o arroz cresce
  • Pequenas experiências para obter sal e para fazer o trigo crescer
  • Receita de panquecas e várias descobertas deliciosas

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O que as crianças curiosas encontram em “Crianças do mundo”?

  • Como são as escolas em vários países
  • Brinquedos e brincadeiras do mundo inteiro
  • As festas ao redor do planeta
  • O jogo do ganso (volta ao mundo) para 1 a 4 jogadores e muita diversão!

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Estes foram apenas os aperitivos dos livros dessa coleção que oferecem leitura e brincadeiras partindo das curiosidades naturais das crianças.

Ainda fazem parte da coleção os livros “O corpo”, “Os cinco sentidos” e “Os dinossauros”, mas nós não encontramos para comprar na mesma época.

Coma e emagreça com ficção científica

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Estou em processo de emagrecimento por reeducação alimentar desde dezembro de 2016. Até agora perdi 4 kg. Também estou iniciando uma batalha de adoção de novos hábitos alimentares para o Ludo e o Vico.

Como tudo que se refere à comida provoca fortes emoções, principalmente quando somos cerceados de comer só o que gostamos na quantidade desejada, o avô dos meninos, meu pai, (que adora ler e comer bem), percebendo que não posso mais aceitar chocolates e pãezinhos deliciosos sempre que vamos visitá-lo, me presenteou com o livro “Coma e emagreça com ficção científica” para minimizar meu sofrimento.

O livro, organizado pelos mestres do gênero, Isaac Asimov, George R R Martin e Martin H Greenberg, é uma coletânea de 15 histórias que tratam o tema excesso de peso com humor, horror e tragédia em cenários futuristas ou universos paralelos.

As histórias que mais gostei foram “Fazenda de Gordos”, “Chanceler de Ferro”e “Gregory da Gladys”.

“Fazenda de Gordos”traduz bem o espírito de quem chuta o balde nas guloseimas para depois emagrecer e repete esse ciclo vicioso ao longo da vida.

O personagem é um homem vaidoso e hedonista, que paga para receber uma versão fitness de si mesmo, de tempos em tempos, para poder se sentir bem no convívio social. A questão é que toda vez que ele recebe a sua versão magra, precisa abandonar-se gordo em uma fazenda onde será escravizado.

“Chanceler de ferro” narra as dificuldades de uma família do futuro de se relacionar e mudar os hábitos alimentares para emagrecer.

Ao comprarem um robô programado para ser governanta, cozinheira, nutricionista e carrasco, acreditam que seus problemas estariam resolvidos. O mais interessante é que a dinâmica familiar muda com o emagrecimento de todos e eles se unem para enfrentar o robô.

Em “Gregory da Gladys” há uma crítica sobre a associação da comida engordativa com o afeto.

Trata-se de engordar o ser amado e deixar-se engordar por ele como prova de amor. A história traz, ainda, uma paródia com a convenção social que define se a gordura deve ser associada à beleza e status ou não.

O livro é da Editora Marco Zero e a edição que eu li, de 1984.