Quebra-Cabeça e Tangram

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Para os ocidentais, o Quebra-Cabeça foi inventado, originalmente, para ensinar Geografia.

No século XVIII, um cartógrafo inglês chamado John Spilsbury teve a ideia de dividir mapas em vários pedacinhos e, desde então, além de ser um passatempo, o Quebra-Cabeça é considerado um brinquedo educativo.

No oriente, o Tangram é reconhecido como o primeiro Quebra-Cabeça da história. Ele foi inventado na China e se popularizou nos países vizinhos, séculos antes de chegar na Europa e servir de inspiração para o Quebra-Cabeça.

O Tangram é formado por 7 peças: 5 triângulos, 1 quadrado e 1 paralelogramo. Todas as peças têm que ser usadas e não podem ser sobrepostas. O objetivo é formar com elas diversas figuras diferentes, com variados graus de dificuldade, como ensina este tutorial..

Por que o Tangram e o Quebra-Cabeça são brinquedos geniais?

  • Ambos são brincadeiras de bolso, já que as peças podem ser guardadas em um saco plástico ou uma caixinha qualquer e, inclusive, transportadas em viagens
  • O Tangram desenvolve a criatividade, o raciocínio lógico e a paciência dos jogadores.
  • O Quebra-Cabeça estimula a coordenação motora, a concentração e a habilidade de resolver problemas.
  • Além das compras pela internet, é fácil encontrar Quebra-Cabeça em redes de livrarias, papelarias, lojas de brinquedos e é mais barato do que a maioria dos outros jogos e passatempos.
  • O Tangram pode ser feito em casa.

Hoje, além de encontrarmos peças de Quebra-Cabeça confeccionadas em papelão ou MDF (mais usados para construir formas em 3D), existem várias opções no mundo virtual. O jogo da Microsoft foi o melhor que eu encontrei para quem gosta de brincar no computador.

EVA e diferentes tipos de papel são os materiais mais usados para produzir as formas geométricas do Tangram, mas o brinquedo também pode ser feito em tecido e madeira e até se tornar parte da decoração de casa.

Tangram e Quebra-Cabeça são brincadeiras de bolso que o Ludo e o Vico já gostaram muito, mas sempre é tempo para eles voltarem a brincar.

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Plantas e Civilização

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Peguei emprestado da avó do Ludo e do Vico o livro Plantas e Civilização, do cientista e professor de bioquímica Luiz Mors Cabral.

Nunca fui boa aluna em ciências, biologia, muito menos em química, mas o livro vai muito além desses assuntos pouco amistosos para mim. As histórias narradas são verídicas e muito envolventes e o livro prendeu minha atenção do início ao fim.

Algumas das curiosidades que descobri sobre as plantas:

  • O símbolo do coração e do amor é uma vagem! A tal vagem que tinha o formato de um coração foi usada como contraceptivo desde o século V a. C. até sua extinção.
  • A maçã só passou a ser respeitada e consumida pelas famílias norte-americanas depois de muita propaganda para desfazer sua associação com bebedeira, porque a Cidra foi a primeira bebida alcoólica que invadiu os lares.
  • A manga, a vaca e o pigmento amarelo usado por pintores, como Van Gogh, por incrível que pareça, estão ligados à independência da Índia, em 1947.
  • Algumas plantas eram muito usadas como antídotos contra doenças e envenenamentos e houve um tempo (até o século XIX) em que centros urbanos como Paris, Londres e Amsterdã tinham suas próprias fórmulas dessas plantas como segredos estratégicos.
  • Na Idade Média, o fungo esporão nas plantações de centeio causava a doença do fogo sagrado. Essa doença podia gerar desde gangrena até a loucura daquele que fosse infectado. Por causa dessa problemática com o centeio, a batata, que antes era discriminada por causar flatulências, passou a fazer mais sucesso na Europa e nos Estados Unidos.

Além desses casos, a baunilha na receita secreta da Coca Cola, a cerveja de mandioca dos índios Tupinambás (primeira cerveja brasileira) e várias aventuras históricas em nome de especiarias são contadas de forma muito inspirada e divertida pelo autor.

Este foi o primeiro post da categoria “Mãe que lê”.

Nova York na coleção Proibido para Adultos

A Coleção proibido para adultos é um projeto da Lonely Planet (maior editora de guia de viagens do mundo) para o público infantojuvenil. Os livros têm textos e ilustrações no melhor estilo almanaque, com curiosidades históricas, dicas de passeios e explicações culturais sobre cidades como Nova Iorque, Londres, Roma e Paris.

O volume dessa coleção “Nova York – Tudo o que você sempre quis saber”  é uma ótima forma de começar a viagem algumas semanas antes de embarcar.

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Eu tive a sorte de comprar este livro para o Ludo e o Vico meses antes de viajarmos e eles curtiram ainda mais a Big Apple. Já sabiam curiosidades sobre o apelido da cidade, o percurso da Estátua da Liberdade da França até os EUA, o que iriam encontrar em Chinatown, na Times Square e nas suas imediações, a lenda dos crocodilos do esgoto, os monstros e heróis do cinema e dos quadrinhos que viviam nos cenários de Nova York, entre outras informações que fizeram a diferença para os pequenos turistas.

Além do livro, assistimos aos filmes musicais “O Fantasma da Ópera” e “Chicago”, antes da viagem. A versão da Broadway do Fantasma da Ópera, que já é maravilhosa, fica ainda melhor para quem conhece a história. Chicago, porém, é mais divertido na versão cinematográfica do que no musical novaiorquino, principalmente para os mais novos. Ainda bem que tínhamos assistido ao filme e, pelo menos, as músicas, que são ótimas, o Ludo e o Vico já conheciam.

Alguns dos vários momentos inesquecíveis da viagem:

  • Os fofíssimos cães farejadores da raça Beagle vestidos de policiais na chegada, no aeroporto JFK.
  • Os deliciosos hot dogs dos carrinhos de rua.
  • A loja de brinquedos Toys’ R’Us, com a famosa roda gigante dentro dela.
  • O Museu de História Natural, que, entre muitos atrativos, tem uma sala chamada Discovery Room, que ensina experimentos científicos para os visitantes.
  • O museu de cera Madame Tussauds, que foi o local mais fotografado da viagem. O Ludo e o Vico se divertiram encontrando personagens e personalidades que eles já conheciam.
  • A linda loja de brinquedos FAO Schwarz, onde os meninos tocaram no piano gigante, com os pés, que nem o Tom Hanks no filme BIG (Quero ser grande) e que, infelizmente, não existe mais.
  • As caminhadas pelo Central Park. Eu ainda nem sabia que existem visitas guiadas a pé e de charrete. Devem ser interessantes. As informações dos tours a pé pelo Central Park eu só fiquei sabendo na volta.

Espero poder voltar e pesquisar um pouco mais do que descobrimos nesse livro e nas nossas experiências locais.

Um desejo para 2017

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Quando o Ludo nasceu, ganhei de presente de uma amiga o livro O Direito à Verdade, cartas para uma criança, do pediatra e psicanalista argentino Leonardo Posternak.

Neste livro ele trata com delicadeza de temas como ser criança no Brasil, aceitar a separação dos pais, enfrentar a morte de alguém querido, ganhar um irmão entre outras situações presentes nas vidas das famílias e das crianças.

Uma poesia deste livro inspirou meu desejo para 2017.

Espero que no ano que se renova as relações entre pais e filhos e demais familiares sigam os versos dessa poesia, que traduzem o respeito, o cuidado e o amor que deve definir os vínculos familiares.

“Quero que me ouças, sem julgar-me.

Quero que opines sem dar conselhos.

Quero que confies, sem muitas exigências.

Quero que me ajudes, sem decidir por mim.

Quero que me cuides, sem me anular.

Quero que me mires, sem projetar-te.

Quero que me abrace, sem asfixiar-me.

Quero que me animes, sem empurrar-me.

Quero que me sustentes, sem apoderar-te de mim.

Quero que me protejas, sem mentiras.

Quero que te aproximes, sem invadir-me.

Quero que conheças (de mim), o que te desagrada.

Quero que o aceites, sem tentar mudá-lo.

Quero que saibas, que hoje, podes contar comigo…

sem condições…”.

Sei como é difícil seguir esses versos no cotidiano corrido e cheio de exigências sociais, mas desejo para todas as crianças, adolescentes e suas famílias a sabedoria para conviverem como sugerem os desejos da poesia.

Feliz Ano Novo!!!