Jogos de Mancala

Mancala pelo mundo

Os jogos de Mancala estão entre os jogos de tabuleiro mais antigos que se conhece. Têm cerca de 3000 anos.

Assim, como muitas outras brincadeiras, os jogos de Mancala se espalharam pelo mundo com nomes e regras diferentes.

Os antigos egípcios, além da bola de gude e de outros passatempos, também conheciam a Mancala. Tabuleiros luxuosos, esculpidos em pedras, foram encontrados nos templos dos faraós.

Descendo o continente africano, também foram descobertos exemplares muito antigos, anteriores ao século VI,  no Zaire, em Angola e em Gana.

Kiela, que é um dos jogos de Mancala e é muito popular em Angola, já está disponível para jogar online!

Ainda não me arrisquei, mas acredito que jogar Kiela deve ser mais complicado do que se aventurar nesse jogo “básico” de Mancala que temos aqui em casa porque cada jogador precisa administrar 12 buracos em vez dos 6 da nossa Mancala.

O Ludo e o Vico  ganharam uma versão mini do tabuleiro de Mancala, que já veio com sementinhas.

Mancala

Como essa é mais uma brincadeira que se pode fazer com sementes, pedrinhas, conchas pequenas ou outras peças de fácil manuseio, basta usar a imaginação para criar a sua Mancala.

O tamanho das 48 pecinhas vai depender do tamanho dos buracos do tabuleiro.

Nem é necessário comprar o tabuleiro para brincar. É possível criar o próprio tabuleiro a partir de uma caixa de ovos, com 12 buracos. além de dois copinhos que vão servir de Calas para as 48 pecinhas.

O objetivo é que a sua Cala (copinho) fique com o maior número de pecinhas, suas e as capturadas do seu adversário, mesmo que você termine o jogo depois dele.

Achei a explicação que veio com o jogo dos meninos muito confusa. Então, após algum tempo pesquisando aqui na internet, tive a felicidade de encontrar, no Youtube, o melhor tutorial para aprender a jogar Mancala.

É uma ótima brincadeira que exige concentração e raciocínio!

Boa diversão!

 

 

 

 

 

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Como falar de arte com as crianças

como falar de arte com as crianças

Esse livro, que é muito gostoso de ler, trata de como apresentar artes visuais para que as crianças criem um vínculo afetivo com elas.

A autora, Françoise Barbe Gall confidencia logo na primeira página:

“Assim como no caso da leitura, o interesse das crianças pela arte e, em especial, pela pintura não tem nada de automático. Às vezes pouca coisa basta para fazê-lo nascer, e pouca coisa pode destruí-lo….”.

Algumas dicas do livro para aproximar as crianças das artes visuais:

  • Abandonar a mania de dizer que é preciso conhecer tal museu ou que uma obra é  fundamental porque isso não faz o menor sentido para a criança e não vai despertar o seu interesse.
  • Resgatar experiências positivas relacionadas com arte: uma cor, uma exposição, uma escultura, a reprodução de uma pintura em um jornal ou livro ou qualquer lembrança positiva que se possa compartilhar com a criança usando as palavras do vocabulário dela, do dia a dia.
  • Deixar a criança fazer suas próprias escolhas e começar por onde quiser.

Depois de ler Pilar na Grécia, o Vico começou a se interessar por mitologia e uma das suas principais curiosidades ao visitar alguns museus quando viajamos eram as esculturas e as pinturas dos personagens mitológicos.

O nascimento de Vênus

O nascimento de Vênus, Boticelli

O segredo das visitas bem-sucedidas aos museus:

  • A primeira recomendação da autora: Banir as visitas aos museus em dias de chuva. Por que? Porque museu não deve ser o programa pra quando não tem nada melhor pra fazer. Além disso, as impressões do lugar serão associadas a guarda-chuvas, capas molhadas e uma atmosfera cinzenta que, normalmente,  não agrega encantamento para as crianças.
  • Não querer ver tudo no museu. Ficar tempo demais pode ser cansativo para os pequenos e, além disso, eles podem querer passar mais tempo em algum espaço e até  criar preferências.

“O quadro queridinho servirá de passaporte para todos os outros… Com a sua ajuda, a criança perceberá pouco a pouco que é possível ver e rever o mesmo quadro descobrindo cada vez novos aspectos.”

  • Parar para fazer um lanchinho na cafeteria. É como comprar a pipoca no cinema.
  • Comprar cartões postais depois da visita para as crianças usarem como marcadores de livros, guardarem junto com objetos queridos e se familiarizarem com as imagens.

Além dessas e várias outras dicas, Barbe Gall separa o que agrada as crianças conforme a maturidade. Por exemplo:

Dos 5 aos 7 anos

  • Detalhes mínimos, que são o que eles percebem em primeiro lugar
  • A tradução clara das emoções, como o riso, o choro, a surpresa
  • Movimentos e atitudes (o personagem corre, dorme, cai, dança…)
  • Cores vivas e quentes, principalmente o vermelho

Dos 8 as 10 anos

  • Heróis
  • O que faz rir
  • O que provoca medo
  • Saber como são feitas as obras pintadas e esculpidas

Dos 11 aos 13 anos

  • A personalidade de determinado artista e o que marcou a sua obra
  • As imagens publicitárias que se inspiram em obras de artista e podem ser identificadas pelos adolescentes
  • A comparação entre as obras de artistas diferentes que tratam do mesmo tema
  • Quanto tempo demorou para ser feita e quanto custa uma obra

Ao longo do livro, em formato de perguntas e respostas, a autora ensina para os adultos e para as crianças e adolescentes vários aspectos das obras de arte e de algumas pinturas famosas, como a Vênus aí de cima.

Pra terminar o post, gostaria de recomendar a visita ao portal de museus brasileiros, que eu acompanho no Instagram e dá as notícias do que está em exibição aqui no Rio e por todo o Brasil. Nosso museu preferido é o CCBB!

Beijos e aproveitem o fim de semana!

 

Bola de gude e Gogo

bola de gude

Desde a antiguidade as crianças e os adultos disputavam peças com o que estivesse ao alcance da mão, como frutinhas, sementes, pedras pequenas etc.

Não se sabe quando nem onde as bolinhas de gude foram inventadas. O que se tem certeza é que elas já existiam desde o tempo dos faraós do Egito porque foram encontradas em tumbas.

Aqui no Brasil, o berlinde (pequena esfera de vidro, metal ou madeira) foi trazido pelos portugueses e se tornou conhecido como bola “de gude” (que significava pedra arredondada), por causa da semelhança com as pedras redondas e lisas que ficavam nas beiras dos rios.

Foi assim, provavelmente, pela ação da natureza, que começaram a ser criadas as bolinhas até passarem a ser feitas por artesãos em argila, pedra, vidro e outros materiais.

Hoje em dia há alguns artistas, como Mark Matheus e John Kobuki, que se dedicam a trabalhar com o vidro para produzir essas esferas encantadoras. Descobri os trabalhos deles no site do museu Corning Museum of Glass (que fica em Nova York), onde se pode brincar de fazer vidro!

O Ludo e o Vico já ganharam bolas de gude de lembrancinhas de aniversários, mas nunca brincaram com elas.

Tiveram uma experiência parecida. Jogaram gogos, que são bonequinhos de plástico de monstros, de personagens da Turma da Mônica ou dos filmes da Disney, com os quais batalhavam, como se fossem bolas de gude, para conquistar as peças do adversário.

Eu comprava esses bonequinhos em bancas de jornais. Foram uma febre nos recreios.

Gogos

Existem várias formas de brincar de bola de gude. Algumas são adaptáveis aos gogos  e demais pecinhas do gênero, outras não.

As versões adaptáveis são aquelas em que o objetivo é expulsar as peças do oponente do círculo, do triângulo, da estrela ou outra forma previamente definida e marcada no chão.

A diversão não se restringe à disputa pelas peças. Os jogadores podem inventar novos percursos e desafios a cada brincadeira.

Já a versão tradicional da brincadeira é, preferivelmente, realizada com as bolas de gude e consiste em fazer um percurso de ida e volta em que as bolinhas têm que entrar em 3 buracos no chão. Quem chegar primeiro é o vencedor.

As bolas de gude, os gogos e o que mais servir para essa finalidade são brinquedos que cabem no bolso e divertem há várias gerações.

 

 

 

 

 

 

 

Diários de garotos e garotas

Diário de uma garota

Tirei da estante hoje “Diário de uma garota”, de Julieta Drummond de Andrade, que li quando eu ainda era uma garota mais nova do que a adolescente de 13 para 14 anos que narrou suas férias no verão de 1941/42.

O Ludo e o Vico usam seus cadernos sem pautas para listar filmes e mangás; desenhar e desconfio que aproveitem para escrever algumas ideias, planos e insatisfações. Desconfio porque não tenho acesso a esses cadernos, que eles não chamam de diários.

Os dois leram a coleção completa de Diário de um banana, que fez também muito sucesso com outros meninos da idade deles.

Apesar dessas evidências do interesse de meninos e meninas em escrever os próprios diários ou ler os dos outros, ainda hoje não é comum as mães e os pais incentivarem os filhos homens a manterem um caderno com essa finalidade.

Por que se deve incentivar alguém a escrever um diário?

  • Para poder se manifestar livremente sobre qualquer assunto
  • Para aliviar o peso das cobranças da família e dos colegas
  • Para refletir
  • Para documentar a própria vida

Hoje as redes sociais relatam o cotidiano da vida de todos para todos, mas só no que pode ser mostrado sem constrangimento.

O diário tem a finalidade de documentar a vida naquilo que é secreto, mas que não quer ficar trancado na mente.

Além do célebre diário de Anne Frank, pesquisei outras boas dicas de diários para pré adolescentes :

Dizem que a escolha do título em português não foi das mais felizes, mas que o livro é muito engraçado!

  • O diário secreto de um adolescente – de Sue Towsend. Está difícil de achar, mas não vou desisitir!Pareceu perfeito para os meus meninos que vivem as turbulências da adolescência.
  • Minha vida de menina –  de Helena Morley (pseudônimo de Alice Dayrell Caldeira Brant), escrito entre 1893 e 1895, iniciado quando a autora tinha 13 anos, que a minha avó e a avó do meu marido achavam um livro maravilhoso, minha mãe já leu e eu tenho aqui em casa na fila para as próximas leituras.

Minha vida de menina

Quem tiver outras dicas para aumentar essa listinha de sugestões de diários para adolescentes ou quiser compartilhar seu prazer em manter um diário será muito bem vindo!

Até o próximo post!

 

 

Instituto Moreira Salles – IMS

Tenho a impressão que esse espaço cultural, antiga residência da família Moreira Salles, na Gávea, Rio de Janeiro, ainda é pouco conhecido pelos cariocas apesar de funcionar há anos com atividades educativas gratuitas para famílias, cinema, exposições, restaurante (caro, mas delicioso).

Quando o Ludo e o Vico eram pequenos eu frequentava mais o espaço, onde eles ficavam fascinados com as carpas no laguinho.

Carpa IMS

Continua acontecendo, pelo menos é o que garante o site do IMS, a cada mês, no segundo sábado, das 16h às 18h, uma programação lúdica e educativa gratuita para famílias com crianças a partir de 6 anos. O único requisito para participar é chegar 30 minutos antes do início da atividade (ou ainda mais cedo)  para a retirada de senha na recepção, sabendo que há o limite de 15 pessoas para essa atividade.

No fim de semana passado, estivemos lá, sem os meninos, que tinham outros interesses. Vimos a exposição do fotógrafo Otto Stupakoff e assistimos ao excelente documentário “Eu não sou o seu negro”, do diretor Raoul Peck, realizado a partir de um manuscrito do escritor norte-americano James Baldwin.

Curiosamente, ontem à noite, meu marido e eu assistimos, diretamente do Youtube, “Santiago”, documentário sobre o homem que foi mordomo da família Moreira Salles e morou com eles nessa casa.

Se, até aqui, você teve interesse em conhecer o espaço cultural não assista “Santiago”.

Apesar de ter recebido prêmios, o filme me provocou raiva e tristeza pela forma como o diretor, João Moreira Salles, tratou o homem que trabalhou durante décadas para sua família. Curiosamente, o diretor não fez a menor questão de esconder, na edição, a falta de empatia e de interesse no que Santiago gostaria de falar.

Esse não é o único filme do diretor. Seu documentário sobre o pianista Nelson Freire foi muito elogiado. O irmão de João Moreira Salles, que é outro cineasta famoso e premiado, fez lindos filmes. Gosto, especialmente de Central do Brasil.

Ainda bem que eu conheci o IMS antes de assistir “Santiago”.

Visite o espaço, apesar das minhas opiniões sobre o filme.

carpa IMS indo embora

 

Na Idade da Inocência

capa dvd na idade da inocência

Ontem assisti “Na Idade da Inocência”, do cineasta francês François Truffaut.

Posso afirmar sem medo que é um dos filmes mais lindos sobre a infância e a transição desta para a adolescência já realizados.

A ingenuidade, a maldade, os desejos, as vergonhas, os erros, os aprendizados e tudo mais que faz parte desse universo pelo qual nós, adultos, já navegamos, são captados de forma natural, sem clichês e com extrema sensibilidade por esse renomado diretor.

Segue a sinopse:

Sinopse A Idade da Inocência

Esse fim de semana já estava programado que eu e o Vico assistiríamos algum filme do Tim Burton, mas vou reservar um horário pra ver de novo, junto com ele e o Ludo, essa preciosidade do cinema francês.

Espero que quem já assistiu tenha se entusiasmado para rever.

Quem não viu, procure na internet, nas locadoras ou com amigos cinéfilos.

É diversão garantida!

Beijos e bom final de semana!

Ioiô-Yoyo

O ioiô é uma brincadeira de bolso que fez a alegria das crianças no Brasil e pelo mundo afora nos anos 1980/1990.

Em 1985, o brinquedo foi para o espaço com as tripulações das naves Discovery e Atlantis.

yoyo iôiô

Hoje, sumiu dos recreios, praças e playgrounds.

Mas, como o próprio nome diz, ele vai e volta.

Yoyo é uma palavra do idioma Tagalo, da República das Filipinas, que significa vai e vem.

Dizem que ele é o segundo brinquedo mais antigo do mundo, só perdendo para as bonecas.

Existe no Metropolitan Museum of Arts, em Nova York, um exemplar da Grécia Antiga feito de terracota.

Os chineses, mil anos antes de Cristo, já brincavam com discos de marfim com um cordão de seda enrolado entre eles.

Quem diria que, antes de ser brinquedo, foi usado como arma de caça, como também foi o caso do bumerangue australiano..

Os caçadores usavam o ioiô para laçar e derrubar os animais pelas patas.

De arma, virou brinquedo e até modalidade esportiva.

Este ano, o campeonato mundial de ioiô vai ser na Islândia!

campeonato ioio islandia 2017