Instituto Moreira Salles – IMS

Tenho a impressão que esse espaço cultural, antiga residência da família Moreira Salles, na Gávea, Rio de Janeiro, ainda é pouco conhecido pelos cariocas apesar de funcionar há anos com atividades educativas gratuitas para famílias, cinema, exposições, restaurante (caro, mas delicioso).

Quando o Ludo e o Vico eram pequenos eu frequentava mais o espaço, onde eles ficavam fascinados com as carpas no laguinho.

Carpa IMS

Continua acontecendo, pelo menos é o que garante o site do IMS, a cada mês, no segundo sábado, das 16h às 18h, uma programação lúdica e educativa gratuita para famílias com crianças a partir de 6 anos. O único requisito para participar é chegar 30 minutos antes do início da atividade (ou ainda mais cedo)  para a retirada de senha na recepção, sabendo que há o limite de 15 pessoas para essa atividade.

No fim de semana passado, estivemos lá, sem os meninos, que tinham outros interesses. Vimos a exposição do fotógrafo Otto Stupakoff e assistimos ao excelente documentário “Eu não sou o seu negro”, do diretor Raoul Peck, realizado a partir de um manuscrito do escritor norte-americano James Baldwin.

Curiosamente, ontem à noite, meu marido e eu assistimos, diretamente do Youtube, “Santiago”, documentário sobre o homem que foi mordomo da família Moreira Salles e morou com eles nessa casa.

Se, até aqui, você teve interesse em conhecer o espaço cultural não assista “Santiago”.

Apesar de ter recebido prêmios, o filme me provocou raiva e tristeza pela forma como o diretor, João Moreira Salles, tratou o homem que trabalhou durante décadas para sua família. Curiosamente, o diretor não fez a menor questão de esconder, na edição, a falta de empatia e de interesse no que Santiago gostaria de falar.

Esse não é o único filme do diretor. Seu documentário sobre o pianista Nelson Freire foi muito elogiado. O irmão de João Moreira Salles, que é outro cineasta famoso e premiado, fez lindos filmes. Gosto, especialmente de Central do Brasil.

Ainda bem que eu conheci o IMS antes de assistir “Santiago”.

Visite o espaço, apesar das minhas opiniões sobre o filme.

carpa IMS indo embora

 

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10 comentários sobre “Instituto Moreira Salles – IMS

  1. Realmente a casa onde viveu a família Moreira Salles é espetacular.
    Foi em uma vista ao Espaço Cultural, deslumbrado pela beleza e imponência do imóvel, que descobri o documentário Santiago, de João Moreira Salles.
    Achei que tratava-se de uma homenagem ao mordomo Santiago e, também, uma oportunidade de apreciar a beleza da casa que hoje abriga o IMS.
    Ademais, como pude observar na capa do DVD, a excelência do documentário era exaltada pelos prêmios que este recebera pela crítica especializada.
    Ou seja, compra certa e diversão garantida.
    Assisti o filme.
    Não acreditei no que vi. Então, assisti novamente.
    Vai aqui minha opinião.
    João Moreira Salles, ou “Joãozinho” – como se refere o pobre Santiago – é um sádico. O banqueiro humilha o mordomo em frente as câmeras durante todo o documentário.
    Ele dá ordens grosseiras incessantemente. Diz como o mordomo deve se expressar, o que deve falar, como se posicionar e até que repita, por mais de 6 vezes uma frase de Bergman.
    Confesso que nessa hora, nas duas vezes que assisti, tive vontade de desligar a televisão.
    Em outro momento, minha vontade já não era desligar, mas sim quebrar o DVD.
    O banqueiro além de não deixar o mordomo contar um fato que seria mais um traço de sua curiosa personalidade, ordena que ele conte, rapidamente, um caso que é irrelevante ao suposto propósito do documentário, ou seja, o Santiago.
    Para piorar, o “Joãozinho” ainda tem o despeito de relatar que a distância o impediu de fazer takes próximos ao Santiago, afirmando que a relação servo / senhor impediu-o de fazê-lo.
    As premiações que este documentário recebeu, ao meu ver, devem ser atribuídas à capacidade que o cineasta banqueiro teve de desnudar-se, mostrando-se um patrão insensível e brutal diante de um senhor que serviu fielmente por 30 anos a ele e sua família.
    Vale assistir para conferir a coragem do Joãozinho Moreira Salles, repito, Joãozinho Moreira Salles, que até seu nome proibiu Santiago de mencionar durante a gravação.

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