Um filme para cada um

Essa semana, meu pai e meu marido foram ao Arquivo Musical, loja que meu pai adora, especializada em cds de música clássica e jazz, no Centro da cidade, aqui no Rio, para comprar dvds de filmes.

O Vico tinha pedido algum filme sobre o acidente de Chernobyl, porque ele ficou interessado por essa tragédia depois de conversar com a professora de português.

O interesse por filmes e livros tem as origens mais insuspeitadas.

Não tendo encontrado um filme sobre Chernobyl, meu marido comprou para o Vico The day after ( O dia seguinte), ficção da década de 1980 sobre os efeitos da explosão de bombas nucleares,  e ele disse que queria assistir sozinho. Ok…

O Ludo adora assistir filmes sozinho pra depois comentar com os adultos e saber a nossa opinião.

Estamos com tantos filmes aqui em casa, que meu marido baixou o movie collector para catalogá-los. Esse programa também serve para registrar empréstimos. A casa está virando um vídeo clube.

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Eu e meu marido, na maioria das vezes, compartilhamos o mesmo gosto por filmes. Acho ótimo porque sozinha prefiro ler ou escrever, nem a televisão eu ligo.

Ontem assistimos O sopro no coração, do cineasta francês Louis Malle. É um filme bom, mas, particularmente, não acho que seja muito confortável de assistir com os pais ou os filhos. Dá pra ter a companhia do marido, amiga, amigo ou ver só.

o sopro no coração

É considerado o  filme mais polêmico desse diretor e foi indicado ao Oscar e à Palma de Ouro por melhor roteiro.

Passado nos anos 1950, na cidade de Dijon, na França, o filme mostra a vida de uma família burguesa e a rotina do menino Laurent na escola, nas ruas e em casa com os irmãos mais velhos, o pai, a mãe, as empregadas e seu gato.

Aos poucos, vai sendo revelado o despertar da sexualidade do menino e a adoração pela mãe, que era jovem, alegre, extremamente afetuosa e permissiva.

O pai, autoritário e dono da verdade, se distraía brigando com os filhos mais velhos e endiabrados e nem percebia o que se passava com o resto da família.

O sopro no coração é um probleminha de saúde do menino que o leva a ser internado numa clínica que parece um hotel- Spa em uma estação de águas.

Não gosto de dar spoiler, então, apenas recomendo a quem tiver curiosidade, que procure esse filme e outros do mesmo diretor.

Louis Malle escolhe trilhas sonoras muito boas pra quem gosta de jazz. Nesse filme, de 1971, Charlie Parker está sempre tocando na vitrola do garoto.

Bom final de semana!

 

 

 

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8 comentários sobre “Um filme para cada um

  1. Realmente é um excelente filme de Louis Malle. A direção é tão boa que temos a sensação de estar o tempo todo dentro do filme, como um espectador privilegiado da narrativa.
    A trilha sonora do Bird só faz com que o filme seja ainda mais especial.
    Que bom que nesses tempos de internet e Netflix, ainda hajam apreciadores, como você e seu marido, da magia do cinema francês!
    Parabéns pelo post!

    Curtido por 1 pessoa

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