Uma noite no Planetário

aula no planetario

Faz pouco tempo que o Vico foi ao planetário (daqui do Rio de Janeiro) com a turma da escola para um passeio diferente, que é o projeto Dormindo com as Estrelas.

Essa atividade foi organizada pela escola, pela equipe da Espaço e Vida – Viagens Culturais (que foi muito “legal” com as crianças, segundo o Vico) e pelo Planetário.

As famílias deixaram seus filhotes na sexta feira à tarde no Museu do Universo e buscaram sábado de manhã.

As crianças brincaram, jantaram, assistiram a uma sessão na cúpula, passearam pelo museu, fizeram atividades recreativas com a equipe, brincaram de novo até dormir (em colchonetes como se fosse um acampamento), acordaram, tomaram café e se divertiram até a hora em que as famílias foram buscar no dia seguinte.

Foi uma mistura de noite do pijama, colônia de férias e atividade educativa da escola.

Todos se divertiram muito. Eu também teria adorado uma experiência dessas quando era criança.

atividades interativas no planetario

Levei os meninos ao planetário quando eles eram menores. De lá pra cá, o Museu do Universo, que foi a área onde eu circulei enquanto esperava o Vico, passou por alguma reforma e ficou ainda melhor.  Está cheio de experimentos interativos. Não é a mesma coisa do que o passeio pelo museu, mas, para ter um gostinho, dá para visualizar alguns experimentos no site.

Recomendo muito a visita!

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Contos de Fadas pra ficar forte e crescer

A psicanálise dos contos de fadas

Contos de fada ainda me fascinam.

Bem pequena eu vivia intensamente o teatro de fantoches nos aniversários quando o lobo atacava a vovozinha. Ficava preocupadíssima com a minha avó.

O psicanalista Bruno Bettelheim, que escreveu “A Psicanálise dos Contos de Fada” , defendia que as crianças ouvissem as versões originais dos contos, sem suavizar os dramas que tinham inspiração nas mazelas da Idade Média na Europa.

Os pais, sem ter o que comer, abandonavam mesmo os filhos na floresta. Parece pesado para as crianças de hoje, mas ajuda a refletir sobre o medo do abandono, por exemplo, e criar estratégias, como João e Maria, para superar os desafios que a vida traz.

No livro “A Psicanálise dos Contos de Fada”, o autor apresenta explicações sobre vários contos e descreve os benefícios desses contos para o desenvolvimento das crianças:

“Enquanto um conto de fadas pode conter vários traços semelhantes ao sonho, sua grande vantagem sobre o sonho é que tem uma estrutura consistente com um começo definido e uma trama que se movimenta na direção de uma solução satisfatória”.

Outra vantagem para o desenvolvimento dos pequenos é que o conto de fadas pode ajudar a criança a lidar com suas fantasias sobre ciúmes, vingança, depreciação dos pais, sem precisar esconder os sentimentos ou se sentir culpada por gostar de ter certos pensamentos.

Alice e Dorothy eram minhas heroínas preferidas dos contos de fadas. Eu achava que elas se divertiam mais do que as princesas.

O mágico de Oz

Assisti tantas vezes “O Mágico de Oz“, de 1939, que perdi a conta. Adorava sentir medo da Bruxa Malvada do Oeste e dos seus macacos alados.

O Ludo e o Vico nem existiam, mas eu já era adulta quando assisti à peça “Alice através do espelho” da Armazém Companhia de Teatro, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro.

A plateia andava junto com o elenco e vivia as emoções da personagem, embalada por uma trilha sonora contagiante, com músicas dos Beatles. Foi uma experiência deliciosa, que gostaria de repetir na companhia dos meninos.

Sinopse

Alice Através do Espelho acontece em meio a uma estrutura mutante, uma grande caixa negra que vai se transformando com o andamento das cenas. Grandes cortinas vão revelando e escondendo novos espaços numa espécie de labirinto móvel. Nesta atmosfera, a partir de um sonho Alice é transportada para um mundo imaginário, onde vai encontrar figuras saídas da imaginação de Lewis Carroll, como o Chapeleiro Maluco, a Rainha, o Gato que Ri, a Lebre no Cio, a Lagarta fumando narguilé.

Não percam essa peça, que de vez em quando é reapresentada pela companhia de teatro Armazem!

Meu exemplar de “A Psicanálise dos Contos de Fadas” é de 1980, mas o livro foi reeditado recentemente. Quem não quiser procurar nos sebos as edições antiguinhas pode encontrá-lo nas melhores livrarias.

Espero que tenham gostado das dicas.

Beijos e bom fim de semana!