Dois filmes de mistério

Estava com vontade de assistir filmes de suspense e escolhi dois filmes desse gênero para o fim de semana.

A decada prodigiosa

O primeiro – Dez dias Fantásticos – assisti ontem com meu marido.

A expectativa era alta.

Diretor:

Claude Chabrol (Mulheres Diabólicas, 1995; Ciúme: O inferno do amor possessivo; Madame Bovari, 1991, entre outros)

Elenco:

Orson Welles (O Processo; A Marca da Maldade; Cidadão Kane etc)

Anthony Perkins (Psicose; Assassinato no Oriente Express; O Processo – esse filme é agoniante e vale à pena mesmo!)

Michel Piccoli (A Bela da Tarde; O discreto charme da burguesia; Habemus Papam…)

Trama:

O personagem de Anthony Perkins- Charles – é filho adotivo do magnata interpretado por Orson Welles. Este era casado com uma moça muito mais jovem do que ele, que também havia sido adotada pelo magnata quando era criança.

Michel Piccoli é um professor de filosofia, amigo de Charles, que era a única esperança do rapaz de se safar de uma situação complexa criada por ele e por sua jovem e bela madrasta.

O detalhe mais interessante do filme é que o magnata obrigava todos os que viviam com ele a se vestirem e se comportarem como se estivessem em 1925, em plenos anos 1970.

O pior do filme: A trama. Quando cada uma das reviravoltas está para acontecer, o espectador que já assistiu alguns filmes na vida não se surpreende. Sem a surpresa esse filme, que era pra ser suspense, perde o encanto.

O melhor do filme: A expectativa antes de assisti-lo.

Assassinato em Gosford Park

O segundo filme – Assassinato em Gosford Park – do diretor Robert Altman, assisti hoje, depois do almoço, com a família toda.

O Vico saiu da sala nos primeiros 15 minutos.

Meu marido dormiu logo depois.

Ludo aguentou até a metade do filme e me confessou que esperava que o assassinato já tivesse acontecido e que não queria mais esperar.

Eu, meu pai e minha mãe gostamos muito do filme!

Conclusão: Não aconselho assistir com crianças, nem adolescentes, nem depois de exagerar no almoço.

O filme é lento, mas justificadamente. Depois das apresentações iniciais, que situam a historia em 1932, numa mansão no interior da Inglaterra, a trama começa a aparecer.

As relações humanas, os costumes, os diálogos, os cenários, tudo é construido com muito capricho e seduz quem atravessa a primeira parte do filme pacientemente.

A demora para acontecer o assassinato é necessária para conhecermos as personalidades e os hábitos dos anfitriões, dos convidados e dos empregados, que são a alma do filme.

O pior do filme: O começo, que traz muitas informações sobre a logística da casa e sobre os protocolos que existiam no mundo dos patrões e dos empregados, mas ao longo do filme dá pra entender e aceitar essa introdução longa e meio tumultuada.

O melhor do filme: Maggie Smith. A atriz interpreta uma condessa de língua afiada, que faz os comentários mais engraçados do filme sobre os outros personagens e sobre sua estadia na mansão.

O mistério não é o melhor de “Assassinato em Gosford Park”, mas, mesmo assim, é um ótimo filme de suspense. Recomendo.

Bom domingo!

 

 

 

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5 comentários sobre “Dois filmes de mistério

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