As Químicas do Amor

Amor de papel

Há alguns anos viajamos com os meninos para Nova York e andamos bastante de metrô. Foi em 2014. Um fato que me chamou muito a atenção foi a quantidade de anúncios de agências de namoros nos vagões.

Outro dia, assistindo televisão, ouvi que os jovens em alguns países desenvolvidos estão se interessando cada vez mais por tecnologia e menos por sexo e que não é tão incomum encontrar adultos que nunca namoraram.

Acho que a pressão social para que as pessoas (mulheres) namorem cedo, se casem logo e tenham um casal de filhos já deveria ter sido enterrada junto com o desespero para pegar o bouquet. Afinal, são resquícios do machismo, em que a mulher só tinha significado social se tivesse um par.

Bom, o post de hoje não é sobre o direito de ser solteiro ou solteira e de ter ou não ter filhos. Acho tudo isso legítimo se a escolha é motivada por valores pessoais.

Esse post trata do amor, que não acontece com data marcada, e das químicas que comandam nossos sentimentos.

A antropóloga biológica Helen Fisher explica o significado de duas pessoas terem química!
Segundo Helen, parte da resposta está em 4 sistema neurais relativos aos principais traços da nossa personalidade: os sistemas de dopamina, serotonina, testosterona e estrogênio/oxitocina.

Todos nós temos os 4 sistemas neurais. Vamos ver qual é o seu predominante?

  • Tipo com personalidade predominante Dopamina: Curiosos, criativos, aventureiros… São, normalmente atraídos por Tipos com personalidade predominante Serotonina.
  • Tipo com personalidade predominante Serotonina: Tradicionais, seguidores de regras e éticos. Geralmente buscam pessoas como eles mesmos.
  • Tipos com personalidade predominante Testosterona: Objetivos, céticos e durões. Costumam se derreter por tipos com personalidade predominante Estrogênio, desde Adão e Eva, né, Helen?
  • Tipos com personalidade predominante Estrogênio: Cuidadores, sonhadores e perceptivos. Estes também se interessam pelos seus opostos, Testosterona, na maioria dos casos.

Onde fica a atração física?

Ainda existe, mas não é tão importante quanto:

  • Ter confiança e se sentir confortável na própria pele. Aulas de dança, esporte ou teatro ajudam.
  • Conhecer pessoas reais que tenham interesses em comum em vez de sair pra caçar na balada costuma ser mais proveitoso para quem quer viver um amor segundo as pesquisas na área.
  • Finalmente, não bancar o/a muito fácil nem o/a muito difícil. Todo mundo gosta de um desafio, mas desde que o desafio seja possível de ser conquistado.

Depois dessa etapa, tem a manutenção diária. Eu recebo e retribuo muitos elogios e carinhos do meu amor do tipo Testosterona com Dopamina!

*A imagem, alterada pelo aplicativo Prisma, e as pesquisas são da revista Psychology Today, Aug/2017.

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17 comentários sobre “As Químicas do Amor

  1. Muito interessante o que Helen Fisher disse. Mais interessante ainda é a gente ficar tentando se encaixar em alguma dessas personalidades 😂. Eu li uma notícia essa semana, falando sobre esse assunto sobre jovens fazerem menos sexo que antes e se interessarem por outras coisas. Meio estranho isso. Talvez as pessoas estejam se tornando mais frias e distantes.

    Curtido por 1 pessoa

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