Letramento mediado pelas telas

livro laranja

Durante o curso de Pedagogia me interessei por tecnologias para a educação e por alfabetização e letramento.

Comecei a faculdade pesquisando sobre a “Universidade do Ar”, sob a supervisão da professora de História da Educação da PUC-Rio, Patrícia Coelho,  e terminei escrevendo a minha monografia sobre o tema “Letramento mediado pelas telas”, pela Universidade à distância Unyleya.

Publiquei o tema da monografia em formato de e-book pela Amazon, ontem, e já está disponível!

Seguem algumas das ideias principais do livro:

Alfabetização e Letramento

Letramento e alfabetização são conceitos distintos e interdependentes:

A alfabetização é o domínio de um código e das habilidades de utilizá-lo para exercer a arte da leitura e da escrita.

O letramento é a capacidade de ler ou escrever para atingir diferentes objetivos, como obter informação, interagir com outros, imergir no imaginário, ampliar conhecimentos, seduzir etc.

As Telas e o Letramento

Hoje, boa parte do letramento acontece nas telas.

As telas pelas quais ocorre o letramento são o computador, o celular, a televisão e o cinema.

Pesquisei o letramento em cada uma das mídias acima e também no rádio, que, apesar de não ser tela, foi a primeira forma de educação a distância no começo do século XX, no Brasil.

As Gerações e os Multiletramentos

Procurei estabelecer comparações entre o letramento dos nativos digitais e das gerações de seus pais, para identificar as vantagens e desvantagens do uso das telas no letramento.

Pretendi reconhecer como os alunos estão se relacionando com a leitura, a interpretação dos textos e a escrita quando não estão usando as telas e avaliar se os meios eletrônicos ajudam ou atrapalham o letramento.

É inegável que as telas apresentam novos e múltiplos caminhos para a aquisição e domínio do que se lê e escreve e que seu uso no letramento dos indivíduos é uma realidade, sejam eles nativos digitais ou não.

Quem tiver curiosidade em saber mais sobre o tema e quiser adquirir o livro que eu publiquei na Amazon é só clicar aqui.

Quem quiser continuar conversando sobre letramento e tecnologias para a educação, vou adorar usar esse espaço mediado pelo Ludo e Vico.

O letramento está em toda parte!

livro azul

 

 

Diversão dentro e fora de casa

O blog Renata Papeleira iniciou uma série de posts na última sexta-feira sobre o que fazer em casa pra se divertir sem ter que gastar dinheiro que me inspirou a escrever sobre este fim de semana.

Ontem, excepcionalmente, saímos pra ir ao cinema (gastamos $ em vez de baixar o filme), mas foi por uma excelente razão: o Ludo que não costuma querer fazer programa em família porque já está adolescente e só quer sair com os amigos ou sozinho, nos convidou pra ir ao cinema com ele o Vico!!!

Fomos assistir ao filme Planeta dos Macacos: A Guerra.

Os meninos adoraram. Já tinham assistido outros filmes que também são Planeta dos Macacos, na televisão e no cinema, até mesmo aos mais antigos dos anos 1960 com o Charlton Heston, baixados na televisão.

Cinema+Pipoca+Passeio na Livraria+Sorvete= Programão em Família e Felicidade Suprema no meu Coração.

Coração de mãe

Agora minha dica que é custo zero, faz bem para os olhos e para a alma, antes da visita de domingo aos avós, uma visita ao site da escritora e ilustradora Eva Furnari.

Felpo Filva

O Vico estudou matemática pelo livro Problemas Boloridos e português pelo Felpo Filva. O Ludo leu O Segredo do Violinista, Adivinhe se Puder, Caça-Fumaça e várias outras obras escritas e ilustradas por esta criativa e premiada autora.

Eva Furnari é famosa pela Bruxinha que aparece em alguns de seus livros, mas sou especialmente apaixonada por seu coelho poeta Felpo Filva.

Recomendo a descoberta da Eva Furnari e do seu site para quem gosta de observar pessoas criativas (ela mostra parte do seu processo de criação no site) e vai aproveitar o dia de hoje ou outros dias pra ficar em casa.

Bom domingo!!!

Caça Fumaça

 

História Ilustrada do Doce

O Dolce Far Niente do Ludo e do Vico, que estão de férias até domingo, me inspirou a escrever sobre esse livro lindo, informativo e delicioso que ganhei da minha queridíssima tia Francisca: “Mil Folhas – história ilustrada do doce“, da jornalista e tradutora Lucrécia Zappi.

Por este livro, editado pela Cosac Naify, a autora ganhou o prêmio internacional de literatura infantil Bologna Ragazzi Award, na categoria New Horizons, em 2011.

O livro conta tantos fatos históricos e dados geográficos relacionados às guloseimas que eu tive que sortear algumas para sobrar espaço para um cafezinho no final do post!

capa história dos doces

Alfajor

Ela explica, por exemplo, que o alfajor, tem origem árabe (os nomes que começam por “al”, como alfaiate, algodão normalmente têm essa origem).

Era um doce comum nos conventos de Córdoba, na Espanha.

Antes de chegar na Argentina e se tornar típico dos hermanos, não tinha doce de leite na receita e levava gergelim e coentro picadinho.

Brigadeiro

Só na década de 1940 no Brasil os docinhos que se comem em uma só bocada e os bolos de festa com velinhas entraram na moda.

O brigadeiro foi uma homenagem ao militar Eduardo Gomes que se candidatou à presidência da república em 1945 com o seguinte slogan: “vote no Brigadeiro, que é bonito e é solteiro!”

Chiclete

O vidraceiro, inventor e fotógrafo amador Thomas Adams recebeu na sua loja em Nova York a proposta do general mexicano Santa Anna para desenvolver um produto a partir da resina extraída da árvore sapotizeiro.

Adams pensou que poderia fazer pneus com a resina, mas concluiu que o chictli era muito mole para revestir as rodas.

Ao observar uma criança comprando um pedaço de goma de mascar feita de cera de abelha, teve o clic! Adoçou a goma em tiras pequenas e transformou o chictli em chiclete!

historia dos doces

Sorvete

O corajoso aventureiro, Marco Polo, no final do século XIII, provou doces gelados com leites, frutas e mel na Mongólia e ensinou aos venezianos como o leite e o iogurte eram importantes para o povo oriental.

Na Sicilia, à essa época, já faziam uma espécie de raspadinha com gelo, vinho, frutas, pétalas de rosas e jasmim.

Segundo o livro, Catarina de Médici foi a pessoa que mais contribuiu para a fórmula do sorvete nos dias de hoje. Para cada banquete, seu cozinheiro, Rugieri, preparava um sorvete diferente. Além dessa peculiaridade gastronômica, ela ensinou os parisienses a usarem o garfo para comer e a colocarem gelo no copo para esfriar a bebida.

No Brasil, antes do sorvete se popularizar, as pessoas se refrescavam com uma bebida chamada Aluá, feita com farinha de milho ou abacaxi fermentados.

Madagascar era o nome do primeiro navio que trouxe sorvete para nossas terras, em 1834, vindo de Boston. Dos EUA também veio a primeira fábrica de sorvetes que se instalou por aqui, chamada U.S. Harkson, que se tornaria a Kibon anos mais tarde.

doces

Biscoito e Oblata

Doce na idade média ainda não era muito doce porque os recursos para as explosões de sabores eram escassos. Por isso, foi criado o biscoito, pouco adocicado e assado duas vezes para ser bem resistente. Biscoito é uma palavra que vem do latim bis (dois, neste caso, duas vezes) coctus (cozido). Esse doce podia ser consumido durante meses sem estragar. Devia quebrar os dentes. rsrs

A oblata é o biscoito da Roma Antiga que era vendido em troca de moeda ou comida por jovens que trabalhavam nas pastelarias e usavam as sobras para fazer esses biscoitos. Eles tentavam convencer os compradores cantando versos e gritando rimas engraçadas.

Mil Folhas

O grande cozinheiro e confeiteiro Marie-Antoine Carême viveu a miséria e o abandono na infância e a realização profissional, a inventividade e o reconhecimento da Paris aristocrática na vida jovem e adulta no século XIX.

Além da bomba de chocolate, uma célebre invenção sua que eu não poderia deixar de incluir nesta lista de doces incríveis é o bolo que tem 729 camadas de massa e 729 camadas de manteiga. Segundo a autora, Lucrecia Zappi, trata-se de uma “arte da dobradura da massa folhada que já era conhecida entre os gregos e os árabes”, que Carême arredondou a conta para o nome de Mil Folhas.

Uma doce semana para todos!

cafezinho

 

 

 

 

 

 

 

Eu amei um livro didático

flores zen

Um livro didático marcou meu ginásio (últimos anos do ensino fundamental) e minha disciplina preferida, língua portuguesa. Esse livro foi a “Gramática Contemporânea da Língua Portuguesa” do José de Nicola e Ernani Terra, edição 1990, que, com o passar do tempo, sumiu.

O livro apresentava um projeto gráfico que incluía tirinhas de histórias em quadrinhos da Turma da Mônica, do Recruta Zero, do Calvin e de outros personagens que faziam parte do repertório dos alunos daquela época, além da reprodução de obras de arte famosas, como o Abaporu de Tarsila do Amaral, fotografias (tinha uma de grafitagem, que eu adorava, onde se lia “I love you como nunca iloviei ninguém”), letras das músicas “Um Índio”, de Caetano Veloso, “O que será – a flor da pele”, de Chico Buarque, poesias de Vinícius de Morais,“Soneto de fidelidade”, Fernando Pessoa, “Poema em linha reta”, apenas para citar algumas páginas de que me lembro.

Claro que nem todos os exercícios gramaticais eram divertidos, mas o material mais interessante, que consistia nas poesias, letras de música e diferentes gêneros de texto, era também apresentado musicalmente o que tornava o livro ainda mais amado, em sala de aula.

flores asia

Não havia a internet, que hoje oferece às crianças e aos adolescentes acesso imediato a qualquer áudio, texto, imagem ou vídeo que seja do interesse deles e que apresenta informações que se desdobram infinitamente.

Quando avaliada sob o enfoque educativo, a tecnologia sem alguma espécie de mediação, pode levar a uma enchente de dados que se perdem pela ausência de direcionamento, crítica e sentido.

Havia, justamente, um sentido enquanto estávamos na sala de aula, que não se limitava a aprender a matéria para a prova, mas a compartilhar aquela experiência, trocar impressões e desenvolver uma sensibilidade em relação ao conhecimento. Esse livro didático era um guia maravilhoso.

Não enxergávamos apenas assuntos que precisavam ser memorizados, mas construíamos significados que nos aproximavam uns dos outros e dos encantos da língua portuguesa.

Você tem algum livro didático afetivo, queridinho, que marcou seus anos de escola?

Eu adoraria conhecê-lo!

 

O caminho do bem

pelucias de frente

Essa fofurice toda aí em cima tem uma justificativa: o post é sobre um filme que trata de preservar e proteger a infância e sobre o verdadeiro caminho do bem capaz de garantir que isso aconteça. Não é tão óbvio quanto parece…

Quem indicou o filme Medo da Verdade foi o Ludo, que adora suspense e drama e já havia assistido e gostado de outros dois filmes baseados em livros do mesmo autor – Dennis Lehane – (“Ilha do Medo” e “Sobre Meninos e Lobos”). Ele, inclusive, está lendo “A Ilha do Medo”, que gerou um filme assustadoramente bom!

“Medo da Verdade”, que nós vimos ontem, antes de dormir, é mais suave, mas também deixa suas marcas em quem assiste.

filme Medo da Verdade

O filme usa o desaparecimento de uma menina de quatro anos para envolver o espectador em uma trama na qual as nuances de bondade e maldade dos personagens são propositalmente confusas.

A família da menina desaparecida consiste na mãe, bem mais preocupada em namorar e conseguir cocaína do que no bem estar da filha, e nos tios, que moram na mesma casa, odeiam a mãe da menina e parecem realmente se importar com a pequena.

O personagem principal, Patrick, é um bad boy regenerado que usa seus contatos no bairro em que nasceu para investigar pequenos crimes, como detetive particular, em parceria com sua mulher, que, quase sempre, diverge ou se incomoda com as decisões tomadas nas investigações.

Patrick passa o filme todo vigiando os próprios passos para assegurar seu lugar no Céu. Essa certeza de estar fazendo a coisa certa e a fé religiosa decidem os rumos da história.

O problema é que a Justiça na Terra foi criada para promover alguma paz social, mas nem sempre funciona para os casos concretos.

Destaco a direção do Ben Affleck e as excelentes atuações de Ed Harris, como policial que participa da investigação, e da atriz Amy Ryan, que faz a mãe da menina desaparecida. Morgan Freeman dispensa comentários…

Terminei o filme divergindo do meu marido sobre o melhor rumo para a história, mas, passado um tempo, ele acabou concordando comigo.

Fica a dica para quem quiser assistir um filme que “dá o que falar”.

pelucias de costas

 

 

 

 

Dislexia, Minecraft & Línguas

poster minecraft prisma

O que é Dislexia?

A dislexia é classificada como um transtorno de aprendizagem. É literalmente um transtorno, um aborrecimento! Imagina você não ter dificuldades de entender os assuntos na escola, achá-los até fáceis, mas na hora de ler e de escrever se enrolar todo?!

O disléxico, entre outras coisas, ignora palavras no meio da frase, mistura a ordem das letras e das sílabas, além de viver trocando “p” e “b”, “c” e “g”, “t” e “d”, “v” e “f”.

Resultado: Ansiedade, insatisfação e até raiva dos livros e dos cadernos.

Isso acontecia com o Vico. Tenho a felicidade de dizer acontecia porque depois de passar por quatro fonoaudiólogas competentes, que não conseguiram ajudá-lo, conhecemos uma psicopedagoga muito iluminada, que atende na “Casa de Janelas Amarelas”, a Marcília Neves, que praticamente, resolveu a questão. Isso já faz alguns anos. O Vico não precisou repetir de ano e adora a escola.

Minecraft e Dislexia

Além da excelente e querida Marcília, que identificou uma razão emocional no meio das letras, acho que jogar Minecraft na internet também ajudou a desatar os nós na língua.

A vontade de conversar com os amigos teclando durante o jogo fez o Vico enfrentar o medo de se expor e ele saiu escrevendo, errando e aprendendo na marra – com as piadas de quem estava do outro lado da tela e pela observação da ortografia certa dos outros jogadores. Eles abreviavam algumas palavras, mas não a maioria. Eram apenas crianças brincando, exercitando as habilidades no jogo e a rapidez para se comunicar pela escrita.

Com a significativa melhora desse transtorno, os livros da Coleção Diário de Pilar tiveram caminho aberto e se tornaram seu primeiro amor pela leitura impressa.

quebra-cabeça neon

Línguas e Dislexia

A dislexia não desaparece em outras línguas. As letras que já são confusas em português têm sons diferentes nos outros idiomas!

Enquanto havia um problema com o português eu achava que não devia empurrar outra língua goela abaixo no Vico. Ele até se saía bem no inglês e no espanhol da escola, mas, depois que veio estudar no colégio onde está atualmente, percebemos que o inglês não tinha sido internalizado de verdade.

Tentamos algumas estratégias:

  • Cursos

Existem cursos de inglês ótimos no mercado, mas nenhum considera a dislexia nos métodos de ensino e de avaliação.

Normalmente, o aluno com dislexia fica cada vez mais envergonhado de errar na leitura e na escrita na frente dos colegas e pode até criar um bloqueio com a língua.

Os cursos para o Vico viraram sinônimo de lugar pra bagunçar, que foi a estratégia usada por ele para se sentir mais confortável no ambiente.

No caso dele, portanto, não funcionou até hoje.

  • Cursos de Inglês Online

O curso de inglês online tem as vantagens do custo mais baixo do que o curso presencial e do ritmo da aprendizagem ser ditado pelo aluno, que pode voltar nos temas que teve mais dificuldade.

A desvantagem é a desmotivação a médio prazo. Pelo menos foi a experiência que eu vivi com o Vico. Qual é a criança ou o adolescente que vai gostar de aprender sozinho (ainda que supervisionado pela mãe) algo que não é do seu maior interesse e por quanto tempo isso vai funcionar?

Essa tentativa durou cerca de um ano.

  • Site de “Homeschool”

Existem vários sites de “Homeschool”. Esse é o nome da prática de estudar em casa, em vez de ir para a escola, permitida nos EUA e em alguns outros países.

Conheci e gostei do site “time4learning”, principalmente para a alfabetização e os primeiros anos do ensino fundamental. O aluno reconhece os sons das letras em diversas palavras, brincando com joguinhos.

O problema é que só quem já entende razoavelmente o idioma acompanha a velocidade do áudio. Deve ser ótimo pras crianças americanas que tenham dislexia.

  • Aulas Particulares

Finalmente, acertamos! Um amigo do Vico deu a indicação de um professor canadense que está morando aqui no Rio (espero que constitua família e continue aqui por muitos anos) que cobra um preço equivalente ao de um curso de inglês não extorsivo e que tem motivado e melhorado bastante o inglês do Vico!

Acabamos encontrando um caminho que se adaptou ao nosso bolso, ao temperamento do Vico e às suas singularidades, mas quantas pessoas têm essa sorte?

A aprendizagem da língua materna e das línguas estrangeiras, quando se tem dislexia, é um assunto que ainda está embrionário aqui no Brasil.

Espero que este post ajude quem está perdido no quebra-cabeça da dislexia.

 

 

 

Justos, próximos e verdadeiros

Nesse último feriado, fui com o Vico e um amigo dele, que é um amor, fazer um lanche aqui perto de casa. Para minha triste surpresa o amigo solta a declaração de que quando crescer quer morar em qualquer país da Europa ou da América do Norte, pois odeia o Brasil. O único argumento que foi usado para justificar seu horror ao país foi a violência, mas felizmente ele não foi  assaltado até hoje. Cheguei a comentar que meu pai já foi assaltado duas vezes na Europa, mas o amigo se manteve firme na sua convicção.

paz, esperança e respeito

Coincidentemente, o Ludo havia me mostrado no final de semana um vídeo em que o professor e historiador Luiz Antonio Simas fala do branqueamento físico e cultural do Brasil no início da República. Os intelectuais brasileiros da época queriam esconder e até eliminar a cultura afro-brasileira presente nas cidades, como o Rio de Janeiro, para que o Brasil pudesse se passar por um pedaço da civilização europeia na América do Sul e o Rio pela Paris da “Belle Èpoque” nos trópicos. Nesse contexto, o samba, por exemplo, foi classificado como crime pela Lei de Vadiagem, que vigorou por 40 anos.

igualdade

Outra coincidência desse final de semana foi a matéria exibida no Fantástico que afirmou que existe um povo que é mais honesto do que todos os outros do planeta: os dinamarqueses. Como se existisse realmente superioridade de caráter entre os povos e não circunstâncias demográficas, econômicas etc.

eleitor, expressão, escola

Por que praticamos esse “bullying” contra nós mesmos, em vez de sermos justos, próximos e verdadeiros?

Justos, próximos e verdadeiros

Tirei do livro “Correspondência”, de Bartolomeu Campos Queirós,  com desenhos de Angela Lago, as imagens e poesias que ilustram esse post. Nesse livro, que eu guardo desde criança, amigos enviam cartas uns para os outros para que as palavras somadas se tornem a Carta Maior (Constituição).