Moda: Uma história para crianças

moda livro

Esse lindo livro, de Katia Canton e Luciana Schiller, que eu ganhei da minha querida tia Francisca ensina bem mais do que a origem das peças de roupas.

Ele trata dos costumes e comportamentos em diversos lugares e épocas e leva as crianças e também os adultos a refletirem sobre a relatividade do que é considerado bonito, elegante e adequado na forma de se apresentar para o mundo, cobrindo e descobrindo o corpo.

Felizmente, estamos cada vez mais libertos para nos vestirmos, calçarmos e usarmos cabelos e adereços como desejarmos, desde que não ofendam terceiros e não nos façam mal.

Na Passarela da História

  • Na pré-história, as roupas eram as peles dos animais que haviam sido comidos! Até o final do século passado ainda era considerado chique usar casaco de pele nos países onde fazia frio. Movimentos ecológicos iniciados nos anos 1980, felizmente, conseguiram acabar com essa moda.
  • Adereços dourados, franja e olhos delineados com Kajal eram a tendência no Egito de Cleopatra, que segue sendo copiada em várias versões carnavalescas até hoje.
  • Em 800 a. C, sandálias e túnicas drapeadas e vaporosas eram as vestimentas preferidas dos gregos e gregas para desfilar seus corpos atléticos.
  • De pele de bicho, passando por tecidos leves as armaduras chegaram na Idade Média (aproximadamente de 1000 a 1600). Na Europa os homens vivam dentro destas pesadas vestimentas e as mulheres fechadas em longos vestidos que refletiam a austeridade da religião católica.
  • Séculos mais tarde, na era Barroca, séculos XVII e XVIII, quando a França era o centro da Europa, o Rei Sol ensinou os homens e as mulheres da corte a usarem perucas cacheadas, maquiagem com pó de arroz, ruge e pintas desenhadas no rosto. As roupas das damas e dos cavalheiros eram muitos ornamentadas. Ninguém questionava homem usar maquiagem. Era moda e ordem do Rei.

A beleza e os adereços em várias culturas:

índios

asiática

O livro explica a influência das Artes para a Moda

  • A bailarina norte americana Isadora Duncan revolucionou ao pregar a liberdade dançando com túnicas leves e soltas sobre o corpo nu no começo do século XX.
  • A chegada dos balés russos, com destaque para o bailarino Nijinski,  em Paris em 1909 renovou a moda. As cores deixaram de ser tons pastéis e passaram a ser vivas e berrantes.
  • Em 1917 Pablo Picasso fez os figurinos para o moderno balé Parade.
  • A pintora Sonia Delaunay assinou, em 1923, os cenários e figurinos da peça O Coração de Gás. “Sonia se inspirava nas luzes e no movimento da cidade (Paris) para criar suas formas coloridas, nas telas, nos espetáculos e também nas roupas”.

Sonia Delaunay

Além de tratar desses assuntos, o livro explica o que é alta costura e resume as biografias de Chanel; Christian Dior; Yves Saint Laurent; Jean Paul Gaultier e do brasileiro Dener.

Curiosidades sobre peças de roupa, como o Jeans; a Camiseta; a Minissaia; a Gravata; o Biquini; o Spencer; a Calça Culote e as Botas também fazem parte do livro.

YSL

Espero que você tenham gostado.

O que não pode faltar no seu guarda roupa?

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Dança da Solidão

retalho grandes flores azuis

Esse é mais um post livremente adaptado a partir de uma matéria da revista Psychology Today, que tem assuntos bem interessantes.

Muita gente tem medo da solidão por associá-la a algum tipo de abandono ou à falta de habilidades para se relacionar, como na triste e bela música Dança da Solidão gravada na poderosa voz da cantora Marisa Monte:

“Solidão é lava que cobre tudo

Amargura em minha boca

Sorri seus dentes de chumbo…”

De fato a solidão crônica é tão prejudicial à saúde quanto o tabagismo e a obesidade, além de estar ligada à incidência de depressão e de distorcer a percepção sobre os vínculos com os amigos e outros entes queridos.

O solitário passa a acreditar que é menos amado do que na verdade é e se afasta ainda mais de quem lhe quer bem, criando um círculo vicioso.

flores azuis e brancas

A solidão, porém, não segue um critério objetivo.

As distorções individuais  sobre os vínculos fortes ou frágeis nos relacionamentos são os gatilhos da solidão.

Pessoas casadas e com diversos telefones de amigos na agenda podem ser solitárias.

Da mesma forma, há quem viva sem outra companhia em casa e tenha poucos contatos no dia a dia, mas não sinta solidão.

Soluções Possíveis

  • Lembrar os gestos de carinho e consideração de amigos e familiares
  • Perceber que a solidão traz uma postura muito crítica e até agressiva com os outros
  • Buscar o otimismo e a atitude positiva diante da vida para que sua mente não sabote o esforço de estabelecer conexões com as pessoas
  • Revisitar lugares e experiências favoritas com aqueles que tornaram esses momentos especiais e que ainda estão na sua vida
  • Conseguir se colocar no lugar do outro antes de julgá-lo e se afastar

Espero que esse post possa informar ou ajudar as pessoas que sofrem ou assistem alguém sofrendo a solidão.

florido colorido

 

 

Literatura Infantil por Cecília Meireles

Cecilia Meireles.jpg

Uma compra muito valiosa pra mim na Bienal do Livro do Rio foi o livro “Problemas da literatura infantil” da poeta e educadora Cecília Meireles.

Apesar do título trazer a palavra “problemas” está longe de ser um rol de queixas e reclamações. O livro, publicado em 1951, reúne 3 conferências da autora sobre educação,  cheias de histórias e curiosidades sobre a literatura voltada para crianças.

Selecionei 3 assuntos e alguns trechos para compartilhar aqui neste post. Espero que vocês também aproveitem a leitura!

Como surgiu a Literatura Infantil?

  1. O primeiro caso foi a redação escrita das tradições orais, que hoje chamamos de Folclore! Cecília Meireles coloca neste grupo os contos dos irmãos Grimm, por exemplo. Chapeuzinho Vermelho, Cinderela, Rapunzel, etc.. que, inclusive, eram histórias bem mais assustadoras nas versões medievais.
  2. O segundo caso foi o dos livros escritos para uma determinada criança, que passaram, posteriormente, para o uso geral, como foi o caso das Fábulas de La Fontaine (A Lebre e a Tartaruga; A Raposa e as Uvas …) escritas para o filho do Rei Luís XIV.
  3. O terceiro caso foi o dos livros que não haviam sido escritos para crianças, mas que despertaram interesse nesse público e dos quais se fizeram adaptações e reduções com o objetivo de torná-los ainda mais adequados aos pequenos leitores.

Os Clássicos

Adorei um parágrafo no qual a poeta e educadora reconhece em 1951 que nem todos os livros célebres de uma época são atemporais e em que ela fala da construção dos clássicos.

“Os livros que hoje constituem a “biblioteca clássica” das crianças foram selecionados por elas. Muitos não traziam, inicialmente, esse destino; outros, que o traziam, foram postos de lado, esquecidos. Ainda outros, envelheceram: serviam ao leitor de uma época, não ao de todas as épocas. Faltava-lhes eternidade.”

book worm

Formação do Leitor Crítico

Foi curioso ler algumas críticas da autora ao rádio, ao cinema e até às histórias em quadrinhos que estavam tomando o lugar da narração de histórias e da imaginação.

Hoje, depois de muitos debates acadêmicos e da influência da mídia nas nossas vidas, entendemos que há vários meios de formação de leitores.

Em um aspecto, porém, ela está muito atual. O excesso de informação sem a preparação para a análise crítica do que se está lendo ou ouvindo já atingia as crianças nos anos 1950 e nem se falava em televisão, muito menos em internet!

“Mas a crise do livro infantil não é uma crise de carência. Ao contrário, é de abundância. De tudo temos, e no entanto, a criança parece cada vez menos interessada pela leitura. O cinema, o rádio, o noticiário rápido das revistas, tudo traz ao corrente das últimas atualidades: mas em tom anedótico, sem lhe solicitar profunda reflexão, nem lhe inspirar grande respeito. O mundo vai acontecendo ao redor dela, e de certo modo parece um espetáculo absurdo, mas de que o homem consegue tirar vantagens instantâneas e opulentas”.

Qualquer semelhança com os tempos em que vivemos e com os debates sobre educação, tecnologia e formação de leitores críticos não é mera coincidência.

Problemas da literatura infantil

 

 

 

 

O primeiro de 3 Prêmios

nomeados

Hoje Ludo e Vico estão estudando cada qual no seu quarto, meu marido foi ao cinema com meu enteado e estou com tempo e disposição para começar a me dedicar à tarefa que meu querido amigo Eduardo Jauch me presenteou essa semana.

Ele teve a gentileza de me indicar para as listas dos 3 prêmios para os quais seu blog foi indicado recentemente: The Versatile Blogger Award; The Unique Blogger Award e Liebster Award.

Tenho a felicidade de estar entre os blogs que ele acompanha e recomenda a visitação.

Conheci o blog dele por causa de uma premiação na qual ele havia indicado outro blog que me indicou. Tive curiosidade de conhecer o blog dele, gostei dos contos, das fotos, das poesias, das músicas e das conversas e hoje continuamos nos comunicando e ampliando nosso universo na blogosfera.

A tarefa que o querido Jauch deixou é muito gratificante, mas não é fácil.

Além de ter que escolher os blogs para indicar para os 3 prêmios também tenho que responder às perguntas exóticas que ele formulou e criar novas perguntas para cada um dos prêmios! As perguntas vou deixar para o terceiro post dos prêmios!

O post de hoje é sobre o Versatile Blogger Award!

versatile_small

No prêmio Versatile Blogger os indicados têm que:

  • Agradecer ao blog que os indicou
  • Incluir o link para o blog que os indicou
  • Selecionar 15 blogs
  • Contar 7 coisas sobre suas personalidades que ainda não tenham revelado

Meus indicados são:

  1. ChronosFer: Este blog está “de férias”, mas precisa ser visitado porque é lindo e imperdível.
  2. Anatomia da Palavra: Alan escreve com desenvoltura sobre literatura, psicologia e outros temas e acolhe com simpatia quem visita seu blog
  3. Rosilene Zanutto: Rosie é elegante, antenada e adorável. Visite o blog!
  4. De Frente Para O Mar Um almanaque de ideias deliciosas para levantar o astral!
  5. Depressão Com Poesia Textos lindos, reflexivos, do dia a dia, da natureza, de todos e de cada um, frutos de muita inspiração e sensibilidade.
  6. Vida Intensa Vida Essa mulher é uma oficina criativa. Admirável!
  7. Ju Orosco Cinema e literatura com reflexões mais profundas do que você faria normalmente e, ainda assim, dá prazer de ler até o final do post.
  8. Qualquer viagem…Eu vou! Viagens e passeios em família narrados e fotografados por uma mãe muito bacana com ideias que fogem do City Tour tradicional.
  9. INEVITÁVELL Contos e poesias muito interessantes deste e do outro mundo…
  10. Panografias Um poeta talentoso de alma boa e contagiante!
  11. Patriamarga Um cara engraçado que escreve de forma muito criativa e divertida, mas que também sabe usar as palavras como forma de crítica ao mundo real.
  12. Lucas Palhão Escritor que descobriu uma fórmula nova de contar e encantar pelo blog. Palavra do dia: Seguir
  13. Caos no Quarto A Anna dá umas sumidas porque faz mil coisas ao mesmo tempo, mas quando volta vem com tudo. Parece alguém que chegou de uma longa viagem!
  14. Lulunettes Acho esse blog de resenha de livros, mangás e quadrinhos um luxo!
  15. Passando dos 40 Eu já estou com 3.9! Independentemente da idade, os textos são todos bons e bem escritos. São assuntos que interessam a quem quer viver bem!

7 fatos sobre mim que ainda não contei no blog

  • Gostaria de escrever livros infantis.
  • Já caí de skate e nunca mais andei.
  • Sou otimista.
  • Aprendo todos os dias a ser mãe.
  • Não posso ver alguém chorando de emoção, que eu quero chorar também. É uma vergonha…
  • Amo ficar em casa.
  • Preciso emagrecer, mas estou com preguiça.

Sobre os outros dois prêmios vou escrever nos próximos posts.

Ainda irei indicar outros blogs e responder às perguntas do Jauch!

Bom domingo a todos!

 

 

 

 

 

As Químicas do Amor

Amor de papel

Há alguns anos viajamos com os meninos para Nova York e andamos bastante de metrô. Foi em 2014. Um fato que me chamou muito a atenção foi a quantidade de anúncios de agências de namoros nos vagões.

Outro dia, assistindo televisão, ouvi que os jovens em alguns países desenvolvidos estão se interessando cada vez mais por tecnologia e menos por sexo e que não é tão incomum encontrar adultos que nunca namoraram.

Acho que a pressão social para que as pessoas (mulheres) namorem cedo, se casem logo e tenham um casal de filhos já deveria ter sido enterrada junto com o desespero para pegar o bouquet. Afinal, são resquícios do machismo, em que a mulher só tinha significado social se tivesse um par.

Bom, o post de hoje não é sobre o direito de ser solteiro ou solteira e de ter ou não ter filhos. Acho tudo isso legítimo se a escolha é motivada por valores pessoais.

Esse post trata do amor, que não acontece com data marcada, e das químicas que comandam nossos sentimentos.

A antropóloga biológica Helen Fisher explica o significado de duas pessoas terem química!
Segundo Helen, parte da resposta está em 4 sistema neurais relativos aos principais traços da nossa personalidade: os sistemas de dopamina, serotonina, testosterona e estrogênio/oxitocina.

Todos nós temos os 4 sistemas neurais. Vamos ver qual é o seu predominante?

  • Tipo com personalidade predominante Dopamina: Curiosos, criativos, aventureiros… São, normalmente atraídos por Tipos com personalidade predominante Serotonina.
  • Tipo com personalidade predominante Serotonina: Tradicionais, seguidores de regras e éticos. Geralmente buscam pessoas como eles mesmos.
  • Tipos com personalidade predominante Testosterona: Objetivos, céticos e durões. Costumam se derreter por tipos com personalidade predominante Estrogênio, desde Adão e Eva, né, Helen?
  • Tipos com personalidade predominante Estrogênio: Cuidadores, sonhadores e perceptivos. Estes também se interessam pelos seus opostos, Testosterona, na maioria dos casos.

Onde fica a atração física?

Ainda existe, mas não é tão importante quanto:

  • Ter confiança e se sentir confortável na própria pele. Aulas de dança, esporte ou teatro ajudam.
  • Conhecer pessoas reais que tenham interesses em comum em vez de sair pra caçar na balada costuma ser mais proveitoso para quem quer viver um amor segundo as pesquisas na área.
  • Finalmente, não bancar o/a muito fácil nem o/a muito difícil. Todo mundo gosta de um desafio, mas desde que o desafio seja possível de ser conquistado.

Depois dessa etapa, tem a manutenção diária. Eu recebo e retribuo muitos elogios e carinhos do meu amor do tipo Testosterona com Dopamina!

*A imagem, alterada pelo aplicativo Prisma, e as pesquisas são da revista Psychology Today, Aug/2017.

O Direito de Rir

humor

Rir dos outros x Rir com os outros

O Ludo havia me falado do comediante inglês Ricky Gervais, que escreveu The Office. Meu marido baixou a versão americana dessa série que é estrelada pelo ator Steve Carrel e já estamos na segunda temporada. É hilária!

Se você, que está lendo o post, já teve um chefe arrogante, porém ignorante sobre suas próprias funções no trabalho e/ou que adorava fazer piadas desagradáveis para os funcionários vai exorcizar seus fantasmas e se acabar de rir!

A série brinca com as atitudes politicamente incorretas o tempo todo, mas consegue não ser ofensiva, já que o tal chefe – o personagem que encarna todos os preconceitos e abusos de poder- é ridicularizado com olhares de tédio ou de espanto dos funcionários durante o expediente e nos eventos fora do escritório.

tristeza

O Direito de Rir

Yves de la Taille é um professor da Universidade de São Paulo especializado em Psicologia Moral. Há alguns anos eu comprei um livro dele cujo título é “Humor e tristeza: O direito de rir”.

Entre outros temas, ele aborda as piadas de mau gosto, os limites e as alianças entre humor e tristeza, como o humor negro que sempre traz algo triste como tema.

Sobre o direito de rir e o humor, Yves de la Taille explica que existem 2 extremos:

De um lado estão as pessoas que defendem que não há limites para o humor.

Seus argumentos principais são:

  • A liberdade de expressão
  • A única forma de julgar o humor é a sua qualidade, ou seja, se a piada for engraçada (fizer muita gente rir) merece ser contada não importa seu conteúdo
  • O humor é inofensivo. É uma forma de brincadeira que não se deve levar a sério.

Do outro lado estão aqueles que impõem limites intransponíveis para certas formas de humor, como explica o autor:

As razões deste grupo para colocar limites ao riso são variadas porque é um grupo heterogêneo.

  • Há aqueles que proíbem o humor sobre determinados temas como o Sagrado, para alguns religiosos extremistas, por exemplo.
  • Existem os adeptos do politicamente correto, que querem assegurar o respeito a determinados grupos da sociedade para que não sejam alvo de zombaria.

Embora o Professor não se filie a um desses grupos, ele destaca que o humorista tem responsabilidade social e influencia a plateia ao divertir.

Podemos perceber como os programas humorísticos apelam para os estereótipos e os clichês quando falta inspiração. O risco é reforçar preconceitos que demoram para serem desconstruídos.

Ele encerra o livro com o alerta de Doron Rabinovici (2009, p.281)::

“Hoje em dia , é preciso, sobretudo, se perguntar quem ri, com quem ri e contra o quê”.

Chaplin

 

 

 

História Ilustrada do Doce

O Dolce Far Niente do Ludo e do Vico, que estão de férias até domingo, me inspirou a escrever sobre esse livro lindo, informativo e delicioso que ganhei da minha queridíssima tia Francisca: “Mil Folhas – história ilustrada do doce“, da jornalista e tradutora Lucrécia Zappi.

Por este livro, editado pela Cosac Naify, a autora ganhou o prêmio internacional de literatura infantil Bologna Ragazzi Award, na categoria New Horizons, em 2011.

O livro conta tantos fatos históricos e dados geográficos relacionados às guloseimas que eu tive que sortear algumas para sobrar espaço para um cafezinho no final do post!

capa história dos doces

Alfajor

Ela explica, por exemplo, que o alfajor, tem origem árabe (os nomes que começam por “al”, como alfaiate, algodão normalmente têm essa origem).

Era um doce comum nos conventos de Córdoba, na Espanha.

Antes de chegar na Argentina e se tornar típico dos hermanos, não tinha doce de leite na receita e levava gergelim e coentro picadinho.

Brigadeiro

Só na década de 1940 no Brasil os docinhos que se comem em uma só bocada e os bolos de festa com velinhas entraram na moda.

O brigadeiro foi uma homenagem ao militar Eduardo Gomes que se candidatou à presidência da república em 1945 com o seguinte slogan: “vote no Brigadeiro, que é bonito e é solteiro!”

Chiclete

O vidraceiro, inventor e fotógrafo amador Thomas Adams recebeu na sua loja em Nova York a proposta do general mexicano Santa Anna para desenvolver um produto a partir da resina extraída da árvore sapotizeiro.

Adams pensou que poderia fazer pneus com a resina, mas concluiu que o chictli era muito mole para revestir as rodas.

Ao observar uma criança comprando um pedaço de goma de mascar feita de cera de abelha, teve o clic! Adoçou a goma em tiras pequenas e transformou o chictli em chiclete!

historia dos doces

Sorvete

O corajoso aventureiro, Marco Polo, no final do século XIII, provou doces gelados com leites, frutas e mel na Mongólia e ensinou aos venezianos como o leite e o iogurte eram importantes para o povo oriental.

Na Sicilia, à essa época, já faziam uma espécie de raspadinha com gelo, vinho, frutas, pétalas de rosas e jasmim.

Segundo o livro, Catarina de Médici foi a pessoa que mais contribuiu para a fórmula do sorvete nos dias de hoje. Para cada banquete, seu cozinheiro, Rugieri, preparava um sorvete diferente. Além dessa peculiaridade gastronômica, ela ensinou os parisienses a usarem o garfo para comer e a colocarem gelo no copo para esfriar a bebida.

No Brasil, antes do sorvete se popularizar, as pessoas se refrescavam com uma bebida chamada Aluá, feita com farinha de milho ou abacaxi fermentados.

Madagascar era o nome do primeiro navio que trouxe sorvete para nossas terras, em 1834, vindo de Boston. Dos EUA também veio a primeira fábrica de sorvetes que se instalou por aqui, chamada U.S. Harkson, que se tornaria a Kibon anos mais tarde.

doces

Biscoito e Oblata

Doce na idade média ainda não era muito doce porque os recursos para as explosões de sabores eram escassos. Por isso, foi criado o biscoito, pouco adocicado e assado duas vezes para ser bem resistente. Biscoito é uma palavra que vem do latim bis (dois, neste caso, duas vezes) coctus (cozido). Esse doce podia ser consumido durante meses sem estragar. Devia quebrar os dentes. rsrs

A oblata é o biscoito da Roma Antiga que era vendido em troca de moeda ou comida por jovens que trabalhavam nas pastelarias e usavam as sobras para fazer esses biscoitos. Eles tentavam convencer os compradores cantando versos e gritando rimas engraçadas.

Mil Folhas

O grande cozinheiro e confeiteiro Marie-Antoine Carême viveu a miséria e o abandono na infância e a realização profissional, a inventividade e o reconhecimento da Paris aristocrática na vida jovem e adulta no século XIX.

Além da bomba de chocolate, uma célebre invenção sua que eu não poderia deixar de incluir nesta lista de doces incríveis é o bolo que tem 729 camadas de massa e 729 camadas de manteiga. Segundo a autora, Lucrecia Zappi, trata-se de uma “arte da dobradura da massa folhada que já era conhecida entre os gregos e os árabes”, que Carême arredondou a conta para o nome de Mil Folhas.

Uma doce semana para todos!

cafezinho