XVIII Bienal do Livro Rio

bienal do livro rio

Ontem, feriado de 07 de setembro, o passeio de parte da família, eu, meu marido e o Ludo foi a visita à Bienal do Livro, no Riocentro, das 11:30 às 15 horas.

Ficamos exaustos nesta verdadeira Comic Con dos livros, mas conseguimos aproveitar o evento!

Do que mais gostei na Bienal do Livro:

  • A enorme presença do público jovem, interessada em ler.
  • As editoras de universidades com diversidade e qualidade de títulos.
  • Os livros com descontos em algumas editoras, bom negócio para quem sabe garimpar no meio de muitas ofertas, tem paciência e foco ou sorte.
  • O aplicativo Índigo para não ficar na fila do estacionamento funcionou.

balõesDo que menos gostei na Bienal do Livro:

  • A desorganização no trânsito na entrada e na saída do Riocentro. Um desespero para quem vai de carro. Tem o BRT na porta do evento. É uma opção.
  • O preço dos livros em algumas editoras mais badaladas, como a Zahar, a Cia das Letras, bem como na loja Saraiva que construíram para o evento, era o mesmo das livrarias.
  • O preço do lanche no Bob’s. R$17,00 um Double Cheese!!! Tinha outras opções, mas demoramos para encontrá-las e a fome era grande.
  • R$ 25,00 o estacionamento.

EDUFBA

Comprei dois ótimos livros que devem gerar futuros posts:

  1. Problemas da literatura infantil, da poeta e educadora Cecília Meireles. Editora Global. Apresentação da escritora Laura Sandroni.
  2. O Adolescente e a Internet – Laços e Embaraços no Mundo Virtual, da professora e pesquisadora da Unesp, coordenadora do grupo de pesquisa A Formação do Sujeito na Era Digital, Cláudia Prioste. Editora Edusp.

pic nic na grama no RIocentro

As imagens desse post são o ingresso do evento, a frente e o verso do flyer da editora da Universidade Federal da Bahia (EDUFBA) e a foto das pessoas fazendo um picnic na grama próximo das barracas de comida, food trucks etc.

Bom final de semana!

 

 

 

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São Paulo: do Playcenter aos Cosplays

Na sexta-feira à noite, estava assistindo ao jornal com meu marido quando passou a reportagem sobre a Anime & Friends, feira de animes, mangás, cosplays, bonecos etc que aconteceu no final de semana em São Paulo.

O Ludo e meu enteado não puderam ir dessa vez, mas o Vico, que já está de férias, sorriu de orelha a orelha e caiu na estrada com a gente sábado, bem cedinho.

dirigir na estrada

Quando eu tinha uns 5 anos, lá em 1983/1984, viajei com meus pais e minha avó de trem do Rio até São Paulo para o Playcenter e o Simba Safari. O trem e o Playcenter não existem mais, mas guardo bons momentos na memória, meio misturados com o que ouvi anos depois e com as fotos da viagem. Lembro que dormi no beliche no trem, comi uns morangos enormes que não existiam por aqui, brinquei numa cama elástica e trouxe um quadro colorido que eu fiz no parque.

Na minha infância quem se fantasiava eram as crianças e alguns adultos no Carnaval e os mais velhos só iam ao parque para levar as crianças para brincar.

No domingo, no Anime & Friends havia poucas crianças, a maioria das pessoas que tinha ido brincar e comprar bonecos, mangás e camisetas dos seus personagens preferidos era de jovens adultos. Muitos estavam fantasiados. Eu não critico. Até comprei uma camiseta da Mulher Maravilha e um chaveiro do Mestre Yoda pra mim.

luta de espadaspista de patins skatecosplay de costasCosplay de lado e sentada

O ciclo da vida completo, que o psicólogo Erik Erikson definiu em que a idade do brincar antecedia a idade escolar, a adolescência e a idade adulta jovem, ganhou novos arranjos na sociedade contemporânea.

Muitos jovens adultos brincam, assim como as crianças e os adolescentes, de jogos eletrônicos e cultuam personagens de suas histórias preferidas do cinema, dos quadrinhos, animes ou mangás. São considerados geeks. Não incluo os adultos mais velhos, nem os idosos na lista porque acho que a onda geek não alcançou esse público.

Bônus pra mim

Voltamos segunda de manhã, mas aproveitamos o passeio por São Paulo para visitar a Japan House na Avenida Paulista. Não achei a exposição grande coisa, mas adorei passear na Avenida Paulista à tarde (no sábado) e à noite (no domingo). Além de não ter a sensação de que podia ser assaltada, vi vários casais homoafetivos passeando de mãos dadas. Normalmente, um lugar que respeita a diversidade é mais pacífico também.

Jantamos no bairro da Liberdade no sábado. Recomendo o restaurante Rong He onde comemos guiozas deliciosas, que eles chamam de pão com carne no vapor. Outros pratos também são muito saborosos, mas este aqui é meu preferido.

gyosa

Na Liberdade dei de cara com essa loja de produtos de beleza chamada Ludovicus! Fizemos também umas comprinhas num mercado japonês entupido de gente. Foi divertido. Já estou com vontade de voltar!

loja ludovicus

 

 

 

 

Meu Japão

Boneca Japonesa

(Boneca Kokeshi que ganhei do marido para celebrar meu lado criança)

Desde pequena tenho muita curiosidade sobre o Japão. Uma vez, quando estava na quinta série, minha querida amiga, Hana, filha de japoneses, me convidou para viajar com a família dela para a Terra do Sol Nascente, mas eu tive medo de aceitar. Achei que se eu me perdesse deles nunca mais voltaria pra casa!

Anos antes de deixar essa oportunidade passar, fui pra Disney com meus pais e, na lojinha do Japão, da Epcot Center, escolhi minha boneca preferida por muito tempo. Era toda de pano, pintada com muita delicadeza e tinha os cabelos pretos bem longos.

Em 2016, fomos à Festa da Cerejeira, em Campos do Jordão (em um lindo parque com essas árvores símbolo do Japão). Lá, do outro lado do mundo, elas florescem entre o final de março e o início de abril, que é o começo da primavera deles. No Brasil, essa beleza pode ser apreciada no inverno e só em lugares onde faz muito frio, como é o caso da cidade de Campos do Jordão.

Além da cerejeira, sou apaixonada pelo capricho nos detalhes que a cultura nipônica revela em suas dobraduras, em papel ou tecido, nas pinturas e desenhos, pelas inovações tecnológicas e pela culinária, que se popularizou bastante desde que eu era criança no nosso país. Ainda lembro da primeira vez que eu fui a um restaurante japonês, que nem existe mais aqui no Rio, chamado Madame Butterfly, e tive que tirar os sapatos e sentar no chão! Achei a maior novidade.

Alguns filmes despertaram ainda mais a vontade de viajar para o Japão desde então:

Recentemente, um blog e um programa de TV também reacenderam a vontade de um dia cruzar o oceano para conhecer esse país tão especial pra mim:

Um brinde à semana que começa, com Caipisake de Lichia!

Caipisake de Lichia

 

 

 

Parque do Martelo

O post de hoje é uma dica pouco conhecida pelos próprios cariocas. Um lugar cercado de natureza e seguro para levar as crianças chamado Parque do Martelo.

portao parque do martelo

Onde fica: No bairro Humaitá (no limite com os bairros Lagoa, Jardim Botânico e Botafogo), no Rio de Janeiro. O acesso se dá pela Rua Miguel Pereira, 41.

Quem cuida: É administrado e mantido pela Associação de Moradores do Alto Humaitá (AMAH).

caminho parque do martelo

História do parque: O local já foi ocupado por uma pequena favela, nos anos 1950 e 1960, e seria transformado em um conjunto habitacional enorme nos anos 1980, quando a associação de moradores esbravejou e conquistou na justiça o direito à área verde para manter o sossego da região. O terreno de 16 mil m² ficou fechado pela prefeitura até 2005, quando finalmente foi ocupado pela AMAH e batizado de Parque do Martelo.

mata parque do martelo

O que encontrei por lá: Horta comunitária, compostagem, apiário, oficinas de técnicas de construções sustentáveis, parquinho, chuveirão, duas trilhas – que não me aventurei a desbravar, ainda: a primeira tinha uma subida muito íngreme e estava interditada e a segunda tinha cobra, segundo um senhor que me desaconselhou a continuar a caminhada. Eu já ouvi falar que a vista de cima das trilhas é linda, mas fica pra outra vez, quem sabe…

casa arvore parque do martelo

Adorei essa casinha com telhado verde!!!

O que fiquei sabendo: Aceita festas de aniversários e piqueniques, com agendamento. Recebe uma feira de produtos orgânicos toda quinta, de 7:30 às 11:30. Já aconteceram festas juninas e feiras de artesanato dentro do parque.

Horário de visitação: De segunda a sexta das 8h às 12h e das 13h às 16h; sábados, das 8h às 13h e domingos das 9h às 13h.

casa do parque do martelo

O Parque do Martelo está no Facebook, pra quem quiser curtir e acompanhar as programações!

Espero que entre na lista dos residentes e dos visitantes da cidade maravilhosa.

Beijos e bom final de domingo!

 

 

Uma noite no Planetário

aula no planetario

Faz pouco tempo que o Vico foi ao planetário (daqui do Rio de Janeiro) com a turma da escola para um passeio diferente, que é o projeto Dormindo com as Estrelas.

Essa atividade foi organizada pela escola, pela equipe da Espaço e Vida – Viagens Culturais (que foi muito “legal” com as crianças, segundo o Vico) e pelo Planetário.

As famílias deixaram seus filhotes na sexta feira à tarde no Museu do Universo e buscaram sábado de manhã.

As crianças brincaram, jantaram, assistiram a uma sessão na cúpula, passearam pelo museu, fizeram atividades recreativas com a equipe, brincaram de novo até dormir (em colchonetes como se fosse um acampamento), acordaram, tomaram café e se divertiram até a hora em que as famílias foram buscar no dia seguinte.

Foi uma mistura de noite do pijama, colônia de férias e atividade educativa da escola.

Todos se divertiram muito. Eu também teria adorado uma experiência dessas quando era criança.

atividades interativas no planetario

Levei os meninos ao planetário quando eles eram menores. De lá pra cá, o Museu do Universo, que foi a área onde eu circulei enquanto esperava o Vico, passou por alguma reforma e ficou ainda melhor.  Está cheio de experimentos interativos. Não é a mesma coisa do que o passeio pelo museu, mas, para ter um gostinho, dá para visualizar alguns experimentos no site.

Recomendo muito a visita!

Contos de Fadas pra ficar forte e crescer

A psicanálise dos contos de fadas

Contos de fada ainda me fascinam.

Bem pequena eu vivia intensamente o teatro de fantoches nos aniversários quando o lobo atacava a vovozinha. Ficava preocupadíssima com a minha avó.

O psicanalista Bruno Bettelheim, que escreveu “A Psicanálise dos Contos de Fada” , defendia que as crianças ouvissem as versões originais dos contos, sem suavizar os dramas que tinham inspiração nas mazelas da Idade Média na Europa.

Os pais, sem ter o que comer, abandonavam mesmo os filhos na floresta. Parece pesado para as crianças de hoje, mas ajuda a refletir sobre o medo do abandono, por exemplo, e criar estratégias, como João e Maria, para superar os desafios que a vida traz.

No livro “A Psicanálise dos Contos de Fada”, o autor apresenta explicações sobre vários contos e descreve os benefícios desses contos para o desenvolvimento das crianças:

“Enquanto um conto de fadas pode conter vários traços semelhantes ao sonho, sua grande vantagem sobre o sonho é que tem uma estrutura consistente com um começo definido e uma trama que se movimenta na direção de uma solução satisfatória”.

Outra vantagem para o desenvolvimento dos pequenos é que o conto de fadas pode ajudar a criança a lidar com suas fantasias sobre ciúmes, vingança, depreciação dos pais, sem precisar esconder os sentimentos ou se sentir culpada por gostar de ter certos pensamentos.

Alice e Dorothy eram minhas heroínas preferidas dos contos de fadas. Eu achava que elas se divertiam mais do que as princesas.

O mágico de Oz

Assisti tantas vezes “O Mágico de Oz“, de 1939, que perdi a conta. Adorava sentir medo da Bruxa Malvada do Oeste e dos seus macacos alados.

O Ludo e o Vico nem existiam, mas eu já era adulta quando assisti à peça “Alice através do espelho” da Armazém Companhia de Teatro, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro.

A plateia andava junto com o elenco e vivia as emoções da personagem, embalada por uma trilha sonora contagiante, com músicas dos Beatles. Foi uma experiência deliciosa, que gostaria de repetir na companhia dos meninos.

Sinopse

Alice Através do Espelho acontece em meio a uma estrutura mutante, uma grande caixa negra que vai se transformando com o andamento das cenas. Grandes cortinas vão revelando e escondendo novos espaços numa espécie de labirinto móvel. Nesta atmosfera, a partir de um sonho Alice é transportada para um mundo imaginário, onde vai encontrar figuras saídas da imaginação de Lewis Carroll, como o Chapeleiro Maluco, a Rainha, o Gato que Ri, a Lebre no Cio, a Lagarta fumando narguilé.

Não percam essa peça, que de vez em quando é reapresentada pela companhia de teatro Armazem!

Meu exemplar de “A Psicanálise dos Contos de Fadas” é de 1980, mas o livro foi reeditado recentemente. Quem não quiser procurar nos sebos as edições antiguinhas pode encontrá-lo nas melhores livrarias.

Espero que tenham gostado das dicas.

Beijos e bom fim de semana!

 

 

 

Como falar de arte com as crianças

como falar de arte com as crianças

Esse livro, que é muito gostoso de ler, trata de como apresentar artes visuais para que as crianças criem um vínculo afetivo com elas.

A autora, Françoise Barbe Gall confidencia logo na primeira página:

“Assim como no caso da leitura, o interesse das crianças pela arte e, em especial, pela pintura não tem nada de automático. Às vezes pouca coisa basta para fazê-lo nascer, e pouca coisa pode destruí-lo….”.

Algumas dicas do livro para aproximar as crianças das artes visuais:

  • Abandonar a mania de dizer que é preciso conhecer tal museu ou que uma obra é  fundamental porque isso não faz o menor sentido para a criança e não vai despertar o seu interesse.
  • Resgatar experiências positivas relacionadas com arte: uma cor, uma exposição, uma escultura, a reprodução de uma pintura em um jornal ou livro ou qualquer lembrança positiva que se possa compartilhar com a criança usando as palavras do vocabulário dela, do dia a dia.
  • Deixar a criança fazer suas próprias escolhas e começar por onde quiser.

Depois de ler Pilar na Grécia, o Vico começou a se interessar por mitologia e uma das suas principais curiosidades ao visitar alguns museus quando viajamos eram as esculturas e as pinturas dos personagens mitológicos.

O nascimento de Vênus

O nascimento de Vênus, Boticelli

O segredo das visitas bem-sucedidas aos museus:

  • A primeira recomendação da autora: Banir as visitas aos museus em dias de chuva. Por que? Porque museu não deve ser o programa pra quando não tem nada melhor pra fazer. Além disso, as impressões do lugar serão associadas a guarda-chuvas, capas molhadas e uma atmosfera cinzenta que, normalmente,  não agrega encantamento para as crianças.
  • Não querer ver tudo no museu. Ficar tempo demais pode ser cansativo para os pequenos e, além disso, eles podem querer passar mais tempo em algum espaço e até  criar preferências.

“O quadro queridinho servirá de passaporte para todos os outros… Com a sua ajuda, a criança perceberá pouco a pouco que é possível ver e rever o mesmo quadro descobrindo cada vez novos aspectos.”

  • Parar para fazer um lanchinho na cafeteria. É como comprar a pipoca no cinema.
  • Comprar cartões postais depois da visita para as crianças usarem como marcadores de livros, guardarem junto com objetos queridos e se familiarizarem com as imagens.

Além dessas e várias outras dicas, Barbe Gall separa o que agrada as crianças conforme a maturidade. Por exemplo:

Dos 5 aos 7 anos

  • Detalhes mínimos, que são o que eles percebem em primeiro lugar
  • A tradução clara das emoções, como o riso, o choro, a surpresa
  • Movimentos e atitudes (o personagem corre, dorme, cai, dança…)
  • Cores vivas e quentes, principalmente o vermelho

Dos 8 as 10 anos

  • Heróis
  • O que faz rir
  • O que provoca medo
  • Saber como são feitas as obras pintadas e esculpidas

Dos 11 aos 13 anos

  • A personalidade de determinado artista e o que marcou a sua obra
  • As imagens publicitárias que se inspiram em obras de artista e podem ser identificadas pelos adolescentes
  • A comparação entre as obras de artistas diferentes que tratam do mesmo tema
  • Quanto tempo demorou para ser feita e quanto custa uma obra

Ao longo do livro, em formato de perguntas e respostas, a autora ensina para os adultos e para as crianças e adolescentes vários aspectos das obras de arte e de algumas pinturas famosas, como a Vênus aí de cima.

Pra terminar o post, gostaria de recomendar a visita ao portal de museus brasileiros, que eu acompanho no Instagram e dá as notícias do que está em exibição aqui no Rio e por todo o Brasil. Nosso museu preferido é o CCBB!

Beijos e aproveitem o fim de semana!