Pergunte!

puxa conversa cinema

Puxa Conversa

Com que personagem você gostaria de trocar umas ideias na vida real?

O personagem sai do nada e chega ao ápice. Que filme é esse?

Qual é o melhor final de filme?

De qual filme você tem vergonha de dizer que gosta?

Com qual personagem de cinema você mais se identificou?

Qual seria o personagem em que você votaria?

Em que filme você torceu pelo personagem errado?

Qual filme sobre música ou músicos mais mexeu com você?

Fugas, escapadas mirabolantes e saídas engenhosas. Que filme lhe vem à mente?

Qual o filme com a mais bela mensagem?

livro yves de la talle

 

Perguntas para uma Vida com Sentido

“Em algum lugar, Edgard Morin comentou criticamente que a escola e a universidade costumam apresentar as respostas sem explicitar as perguntas, ou seja, costumam apresentar conhecimentos sem falar das interrogações que desencadearam a elaboração desses conhecimentos. Tenho firme convicção de que essa crítica é central e explica muito da heteronomia intelectual e da falta de motivação para aprender de muitos alunos, sejam eles do ensino fundamental, médio ou, ainda, superior.

Com efeito, o que é conhecimento? Ele é uma resposta a interrogações que os homens fizeram e se fazem. Logo, o sentido do conhecimento não está nele próprio, mas sim nas interrogações que desencadearam sua construção. Dito de outra forma, a resposta só faz sentido se conhecemos a pergunta.

Por que os homens se debruçaram sobre a gramática? O que eles queriam com isso? Qual era sua preocupação? Por que os homens se debruçaram sobre o cosmos? O que eles queriam saber? Por que queriam saber? Por que os homens resolveram investigar a mente humana? Qual era a pergunta? A inquietação?

Escreveu Elie Wiesel, Prêmio Nobel da Paz: “Quando eu era pequeno, minha mãe nunca me perguntava se eu havia dado boas respostas durante a aula. Ela me dizia: Você fez uma boa pergunta? Isso governou minha vida“.”


No post de hoje eu juntei as categorias Receitas de Brincadeiras e Mãe que Lê porque estas foram as últimas melhores aquisições da casa.

*Puxa Conversa: Cinema – 100 cartas para falar da sétima arte, de Josival Nunes, Editora Matrix é um livro caixinha que rendeu assunto com os meninos, no carro e no lanche de sábado e que está à venda nas melhores livrarias. Foi presente dos avós para o Ludo.

*Formação Ética – Do tédio ao respeito de si, de Yves de La Talle, Editora Artmed, é um livro maravilhoso desse professor e pesquisador de Psicologia Moral da USP, que recebi pelo correio faz umas duas semanas, pois só consegui comprar pela Estante Virtual.

Boa Semana a todos!

 

Anúncios

A Era dos Jogos: Respostas

Pong

Algumas respostas para as perguntas do post A Era dos Jogos: Perguntas estão resumidamente apresentadas neste Prezi que eu fiz durante a faculdade de Pedagogia, sobre Educação, Gaming e Gênero.

Para quem não está familiarizado com a plataforma Prezi, é simples:

  • Basta clicar nas setas para a direita e para a esquerda que a apresentação acontece
  • Se deixar o cursor em cima do texto, a lupa torna possível aproximar os vídeos, os desenhos e o próprio texto.

As outras respostas, para aqueles que fizeram o teste das figuras geométricas, entrego a seguir:

Psychogames

Respostas

  • Dois círculos pequenos: como você se vê
  • Dois círculos grandes: como os outros o vêem
  • Dois triângulos: infância/adolescência
  • Único círculo grande: sua vida amorosa
  • Cruz: seu futuro
  • Duas cruzes: morte

Espero que tenha sido divertido participar da brincadeira comigo!

 

 

A Era dos Jogos: Perguntas

Space Invaders

Brincadeiras com testes são populares há tempos, tanto que a “gamificação” se expandiu para várias áreas da vida, como a educação, que busca atrair os alunos de várias idades para o estudo, tornando-o mais prazeroso.

Existem aplicativos/joguinhos de celular que testam/ensinam a tabuada, gramática e conversação em vários idiomas, ciências, história e assuntos diversos.

Os jogos e testes relaxam, ensinam, divertem pares e grupos e até espantam o tédio e a solidão.

Esse post trata de alguns testes e jogos (games) no sentido estrito de diversão de crianças e adultos, que continuam brincando pela vida afora.

Dizem que as crianças não brincam mais, que se tornaram mini adultos. Você concorda? E os adultos que adoram jogos eletrônicos?  Podemos considerá-los infantis?

Hoje fomos, eu, Vico e meu marido, numa exposição interativa de jogos eletrônicos e seus consoles, desde os anos 1970, chamada “A Era dos Games“, organizada pelo Barbican Centre, centro de artes de Londres.

Eu não tive muita intimidade com os jogos da “Era dos Games” (Atari, Pinball, Telejogo, Fliperamas, como Espace Invaders, Asteroids etc.) nem quando era criança, mas meu marido e meu filho literalmente “se jogaram”na exposição e testaram suas habilidades para desviar dos alienígenas, montar figuras geométricas, correr de carro em alta velocidade entre outros desafios.

Será que as meninas hoje em dia têm mais incentivos e se interessam em brincar com jogos eletrônicos?

Antes da exposição, o Vico me apresentou dois aplicativos que serviram de passatempo na fila de espera de emissão de documento no Detran, que seguem a linha conhecimento gerais e adivinhações.

Ficam as dicas pra procurar na App Store:

Perguntados

Akinator

Outra brincadeirinha que eu ofereço nesse post é de um livro-jogo, que foi “febre”nas livrarias há alguns anos chamado Psychogames: testes de personalidade, jogos e questionários, da Redstonepress, Londres.

“Copie este diagrama numa folha de papel. Sem pensar muito, transforme estas formas em desenhos. Em seguida dê um adjetivo a cada figura.”

Cartão Surpresa 1

As respostas estarão no próximo post…

 

Como e por que jogar RPG

Primeiramente, o que é RPG?

RPG, além de ser a sigla de Reeducação Postural Global, é também a sigla de um jogo: Role Playing Game. No jogo RPG os jogadores se transformam em personagens de suas próprias aventuras!

O Ludo e alguns amigos da escola (que têm de 13 a 15 anos) resolveram aprender a jogar RPG.

Quando eu era adolescente, uns garotos da minha sala também jogavam e eu não fazia ideia do que se tratava. Isso foi nos remotos anos 1990…

O RPG também apareceu, recentemente, na série do Netflix “Stranger Things“, ambientada nos anos 1980, numa cidade nos Estados Unidos. Na série, os personagens principais (crianças) se reuniam para jogar RPG e o jogo acabou ganhando vida fora do tabuleiro, causando situações impossíveis de serem explicadas no mundo “real”.

dragões

Por que jogar RPG?

Encontrei pelo menos duas boas razões para incentivar o Ludo (e também o Vico e outras crianças, adolescentes e adultos com alma lúdica) a jogar RPG:

  1. É um jogo que exercita a criatividade
  2. É um jogo de colaboração, em vez de competição

Como jogar RPG?

A melhor e mais completa explicação, inclusive com manual em português para baixar em pdf, eu encontrei aqui mesmo no WordPress num blog excelente para quem tiver interesse em jogar: “Epic Kingdom RPG.”

Resumidamente:

No começo do RPG, um jogador toma o papel de Mestre, condutor da história do jogo e árbitro. Os jogadores decidem o que eles querem que seus personagens façam. O Mestre determina os resultados das ações dos outros jogadores e narra o que aconteceu com eles, podendo improvisar reações para suas tentativas, o que torna o jogo sempre inesperado e infinitamente flexível.

Não existe um final real para o RPG. Quando uma história ou uma missão acaba, outra pode começar, criando um arco contínuo chamado campanha, que pode render meses ou anos de encontros entre amigos para retomar a história do ponto onde pararam.

Ninguém é vencedor ou perdedor!

Segundo o manual do jogo Dungeons and Dragons (um tipo de RPG):

“Algumas vezes um aventureiro pode ter um fim sinistro, partido em pedaços por monstros ferozes ou finalizado por vilões nefastos. Mesmo assim, outros aventureiros podem procurar por magias poderosas que são capazes de reviver seus companheiros caídos, ou o jogador pode escolher criar um novo personagem para continuar jogando. O grupo pode não conseguir completar uma aventura, mas se todos tiveram um bom tempo juntos e criaram uma história memorável, então todos ganharam.”

batalhas

Espero que tenham gostado!!!

Boas Aventuras!!!

 

 

 

Brincadeira Profana e Feliz

crianças brincando

Atualmente estou lendo vários livros ao mesmo tempo. Em um livro sobre Cinema e Educação, por acaso, encontrei algumas reflexões interessantes sobre brinquedo que achei que valeria a pena compartilhar aqui no blog.

Brinquedo – Objeto de Culto

“Muitos dos brinquedos mais antigos, tais como bola, arco, roda de pena, pipa entre outros, foram impostos às crianças como objetos de culto, os quais só mais tarde e graças à força da imaginação infantil transformaram-se em brinquedos”.

“Foram as crianças in-fantes (sem fala) ainda, que, sacudindo objetos de culto, inventaram o chocalho, por exemplo”.

A brincadeira , portanto, profanou objetos que seriam sagrados.

Pipa

Brinquedo – Objeto de Consumo

“Através do sofisticado bombardeio imagético – eficazmente orientado por especialistas -, é que a criança aprende que necessita consumir todos esses brinquedos- que hoje ocupam o lugar do brincar”.

Profanar o sagrado do consumo equivale a brincar e brincar significa sempre libertação“.

Ocorre que “brincar simplesmente não garante a profanação do sagrado da cultura do consumo”.

Além de permitirmos o espaço da brincadeira, precisamos rever o que aprendemos desde pequenos, assistindo a televisão, para que as crianças não repitam o mesmo padrão: que para ser feliz é preciso ser famoso e ter sucesso.

casa de bonecas

O livro de onde tirei as citações foi Cinema e educação: Reflexões e experiências com professores e estudantes de educação básica, dentro e fora da escola, de Adriana Fresquet – professora da Faculdade de Educação da UFRJ e coordenadora da Rede Latino- Americana de Educação, Cinema e Audiovisual (Rede Kino).

Os desenhos são do meu almanaque favorito desde 1987: The Second Kids World Almanac of Records and Facts, de Margo McLoone-Basta e Alice Siegel

 

Histórias inventadas quando anoitece

tmp_15721-IMG_20170412_104503_processed320600074

Algumas das lembranças felizes da infância são as brincadeiras que só acontecem à noite.

Uma brincadeira que fazíamos muitas vezes na hora de dormir e que não  se faz com brinquedo, nem livro, nem luz era inventar histórias.

Outro dia o Vico pediu pra lembrar os “velhos tempos” e foi uma delícia.

Não precisa ser escritor ou contador de histórias pra dar esse presente às crianças e compartilhar um momento precioso com elas.

Aqui em casa, temos uma receita pra essa brincadeira, que aceita várias adaptações.

tmp_15721-IMG_20170412_101417_processed-1216579391

Os ingredientes que costumamos usar:

  • Nomes dos amigos mais chegados
  • Partes de histórias já conhecidas das crianças (de livros e filmes)
  • Pedaços de histórias reais engraçadas, estranhas ou inacreditáveis, como a daquele padre que queria chegar ao céu usando vários balões de festa
  • Elementos novos que não precisam fazer sentido, como um menino que virou pombo, que fez parte de algumas das nossas histórias.
  • Tom de voz calmo, um pouco mais baixo que o normal, para entrar na sintonia da brincadeira (e também porque está perto da hora de dormir e a ideia não é agitar e sim relaxar e deixar a imaginação embalar o sono).

Algumas vezes o Ludo ou o Vico comentavam e participavam da criação da história, outras vezes só escutavam.

Nos dias em que eu não me sentia inspirada, um dos meninos começava a história e eu continuava.

Quem nunca experimentou, tente fazer em casa, sem medo. Com o tempo a brincadeira vai ficando mais solta e surpreendente pra quem ouve e também pra quem conta.

Quem já viveu essa experiência como adulto ou criança e quiser compartilhá-la será muito benvindo.

tmp_15721-IMG_20170412_101109_processed-1389019000

 

Jogos de Mancala

Mancala pelo mundo

Os jogos de Mancala estão entre os jogos de tabuleiro mais antigos que se conhece. Têm cerca de 3000 anos.

Assim, como muitas outras brincadeiras, os jogos de Mancala se espalharam pelo mundo com nomes e regras diferentes.

Os antigos egípcios, além da bola de gude e de outros passatempos, também conheciam a Mancala. Tabuleiros luxuosos, esculpidos em pedras, foram encontrados nos templos dos faraós.

Descendo o continente africano, também foram descobertos exemplares muito antigos, anteriores ao século VI,  no Zaire, em Angola e em Gana.

Kiela, que é um dos jogos de Mancala e é muito popular em Angola, já está disponível para jogar online!

Ainda não me arrisquei, mas acredito que jogar Kiela deve ser mais complicado do que se aventurar nesse jogo “básico” de Mancala que temos aqui em casa porque cada jogador precisa administrar 12 buracos em vez dos 6 da nossa Mancala.

O Ludo e o Vico  ganharam uma versão mini do tabuleiro de Mancala, que já veio com sementinhas.

Mancala

Como essa é mais uma brincadeira que se pode fazer com sementes, pedrinhas, conchas pequenas ou outras peças de fácil manuseio, basta usar a imaginação para criar a sua Mancala.

O tamanho das 48 pecinhas vai depender do tamanho dos buracos do tabuleiro.

Nem é necessário comprar o tabuleiro para brincar. É possível criar o próprio tabuleiro a partir de uma caixa de ovos, com 12 buracos. além de dois copinhos que vão servir de Calas para as 48 pecinhas.

O objetivo é que a sua Cala (copinho) fique com o maior número de pecinhas, suas e as capturadas do seu adversário, mesmo que você termine o jogo depois dele.

Achei a explicação que veio com o jogo dos meninos muito confusa. Então, após algum tempo pesquisando aqui na internet, tive a felicidade de encontrar, no Youtube, o melhor tutorial para aprender a jogar Mancala.

É uma ótima brincadeira que exige concentração e raciocínio!

Boa diversão!