Como e por que jogar RPG

Primeiramente, o que é RPG?

RPG, além de ser a sigla de Reeducação Postural Global, é também a sigla de um jogo: Role Playing Game. No jogo RPG os jogadores se transformam em personagens de suas próprias aventuras!

O Ludo e alguns amigos da escola (que têm de 13 a 15 anos) resolveram aprender a jogar RPG.

Quando eu era adolescente, uns garotos da minha sala também jogavam e eu não fazia ideia do que se tratava. Isso foi nos remotos anos 1990…

O RPG também apareceu, recentemente, na série do Netflix “Stranger Things“, ambientada nos anos 1980, numa cidade nos Estados Unidos. Na série, os personagens principais (crianças) se reuniam para jogar RPG e o jogo acabou ganhando vida fora do tabuleiro, causando situações impossíveis de serem explicadas no mundo “real”.

dragões

Por que jogar RPG?

Encontrei pelo menos duas boas razões para incentivar o Ludo (e também o Vico e outras crianças, adolescentes e adultos com alma lúdica) a jogar RPG:

  1. É um jogo que exercita a criatividade
  2. É um jogo de colaboração, em vez de competição

Como jogar RPG?

A melhor e mais completa explicação, inclusive com manual em português para baixar em pdf, eu encontrei aqui mesmo no WordPress num blog excelente para quem tiver interesse em jogar: “Epic Kingdom RPG.”

Resumidamente:

No começo do RPG, um jogador toma o papel de Mestre, condutor da história do jogo e árbitro. Os jogadores decidem o que eles querem que seus personagens façam. O Mestre determina os resultados das ações dos outros jogadores e narra o que aconteceu com eles, podendo improvisar reações para suas tentativas, o que torna o jogo sempre inesperado e infinitamente flexível.

Não existe um final real para o RPG. Quando uma história ou uma missão acaba, outra pode começar, criando um arco contínuo chamado campanha, que pode render meses ou anos de encontros entre amigos para retomar a história do ponto onde pararam.

Ninguém é vencedor ou perdedor!

Segundo o manual do jogo Dungeons and Dragons (um tipo de RPG):

“Algumas vezes um aventureiro pode ter um fim sinistro, partido em pedaços por monstros ferozes ou finalizado por vilões nefastos. Mesmo assim, outros aventureiros podem procurar por magias poderosas que são capazes de reviver seus companheiros caídos, ou o jogador pode escolher criar um novo personagem para continuar jogando. O grupo pode não conseguir completar uma aventura, mas se todos tiveram um bom tempo juntos e criaram uma história memorável, então todos ganharam.”

batalhas

Espero que tenham gostado!!!

Boas Aventuras!!!

 

 

 

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Brincadeira Profana e Feliz

crianças brincando

Atualmente estou lendo vários livros ao mesmo tempo. Em um livro sobre Cinema e Educação, por acaso, encontrei algumas reflexões interessantes sobre brinquedo que achei que valeria a pena compartilhar aqui no blog.

Brinquedo – Objeto de Culto

“Muitos dos brinquedos mais antigos, tais como bola, arco, roda de pena, pipa entre outros, foram impostos às crianças como objetos de culto, os quais só mais tarde e graças à força da imaginação infantil transformaram-se em brinquedos”.

“Foram as crianças in-fantes (sem fala) ainda, que, sacudindo objetos de culto, inventaram o chocalho, por exemplo”.

A brincadeira , portanto, profanou objetos que seriam sagrados.

Pipa

Brinquedo – Objeto de Consumo

“Através do sofisticado bombardeio imagético – eficazmente orientado por especialistas -, é que a criança aprende que necessita consumir todos esses brinquedos- que hoje ocupam o lugar do brincar”.

Profanar o sagrado do consumo equivale a brincar e brincar significa sempre libertação“.

Ocorre que “brincar simplesmente não garante a profanação do sagrado da cultura do consumo”.

Além de permitirmos o espaço da brincadeira, precisamos rever o que aprendemos desde pequenos, assistindo a televisão, para que as crianças não repitam o mesmo padrão: que para ser feliz é preciso ser famoso e ter sucesso.

casa de bonecas

O livro de onde tirei as citações foi Cinema e educação: Reflexões e experiências com professores e estudantes de educação básica, dentro e fora da escola, de Adriana Fresquet – professora da Faculdade de Educação da UFRJ e coordenadora da Rede Latino- Americana de Educação, Cinema e Audiovisual (Rede Kino).

Os desenhos são do meu almanaque favorito desde 1987: The Second Kids World Almanac of Records and Facts, de Margo McLoone-Basta e Alice Siegel

 

Histórias inventadas quando anoitece

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Algumas das lembranças felizes da infância são as brincadeiras que só acontecem à noite.

Uma brincadeira que fazíamos muitas vezes na hora de dormir e que não  se faz com brinquedo, nem livro, nem luz era inventar histórias.

Outro dia o Vico pediu pra lembrar os “velhos tempos” e foi uma delícia.

Não precisa ser escritor ou contador de histórias pra dar esse presente às crianças e compartilhar um momento precioso com elas.

Aqui em casa, temos uma receita pra essa brincadeira, que aceita várias adaptações.

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Os ingredientes que costumamos usar:

  • Nomes dos amigos mais chegados
  • Partes de histórias já conhecidas das crianças (de livros e filmes)
  • Pedaços de histórias reais engraçadas, estranhas ou inacreditáveis, como a daquele padre que queria chegar ao céu usando vários balões de festa
  • Elementos novos que não precisam fazer sentido, como um menino que virou pombo, que fez parte de algumas das nossas histórias.
  • Tom de voz calmo, um pouco mais baixo que o normal, para entrar na sintonia da brincadeira (e também porque está perto da hora de dormir e a ideia não é agitar e sim relaxar e deixar a imaginação embalar o sono).

Algumas vezes o Ludo ou o Vico comentavam e participavam da criação da história, outras vezes só escutavam.

Nos dias em que eu não me sentia inspirada, um dos meninos começava a história e eu continuava.

Quem nunca experimentou, tente fazer em casa, sem medo. Com o tempo a brincadeira vai ficando mais solta e surpreendente pra quem ouve e também pra quem conta.

Quem já viveu essa experiência como adulto ou criança e quiser compartilhá-la será muito benvindo.

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Jogos de Mancala

Mancala pelo mundo

Os jogos de Mancala estão entre os jogos de tabuleiro mais antigos que se conhece. Têm cerca de 3000 anos.

Assim, como muitas outras brincadeiras, os jogos de Mancala se espalharam pelo mundo com nomes e regras diferentes.

Os antigos egípcios, além da bola de gude e de outros passatempos, também conheciam a Mancala. Tabuleiros luxuosos, esculpidos em pedras, foram encontrados nos templos dos faraós.

Descendo o continente africano, também foram descobertos exemplares muito antigos, anteriores ao século VI,  no Zaire, em Angola e em Gana.

Kiela, que é um dos jogos de Mancala e é muito popular em Angola, já está disponível para jogar online!

Ainda não me arrisquei, mas acredito que jogar Kiela deve ser mais complicado do que se aventurar nesse jogo “básico” de Mancala que temos aqui em casa porque cada jogador precisa administrar 12 buracos em vez dos 6 da nossa Mancala.

O Ludo e o Vico  ganharam uma versão mini do tabuleiro de Mancala, que já veio com sementinhas.

Mancala

Como essa é mais uma brincadeira que se pode fazer com sementes, pedrinhas, conchas pequenas ou outras peças de fácil manuseio, basta usar a imaginação para criar a sua Mancala.

O tamanho das 48 pecinhas vai depender do tamanho dos buracos do tabuleiro.

Nem é necessário comprar o tabuleiro para brincar. É possível criar o próprio tabuleiro a partir de uma caixa de ovos, com 12 buracos. além de dois copinhos que vão servir de Calas para as 48 pecinhas.

O objetivo é que a sua Cala (copinho) fique com o maior número de pecinhas, suas e as capturadas do seu adversário, mesmo que você termine o jogo depois dele.

Achei a explicação que veio com o jogo dos meninos muito confusa. Então, após algum tempo pesquisando aqui na internet, tive a felicidade de encontrar, no Youtube, o melhor tutorial para aprender a jogar Mancala.

É uma ótima brincadeira que exige concentração e raciocínio!

Boa diversão!

 

 

 

 

 

Bola de gude e Gogo

bola de gude

Desde a antiguidade as crianças e os adultos disputavam peças com o que estivesse ao alcance da mão, como frutinhas, sementes, pedras pequenas etc.

Não se sabe quando nem onde as bolinhas de gude foram inventadas. O que se tem certeza é que elas já existiam desde o tempo dos faraós do Egito porque foram encontradas em tumbas.

Aqui no Brasil, o berlinde (pequena esfera de vidro, metal ou madeira) foi trazido pelos portugueses e se tornou conhecido como bola “de gude” (que significava pedra arredondada), por causa da semelhança com as pedras redondas e lisas que ficavam nas beiras dos rios.

Foi assim, provavelmente, pela ação da natureza, que começaram a ser criadas as bolinhas até passarem a ser feitas por artesãos em argila, pedra, vidro e outros materiais.

Hoje em dia há alguns artistas, como Mark Matheus e John Kobuki, que se dedicam a trabalhar com o vidro para produzir essas esferas encantadoras. Descobri os trabalhos deles no site do museu Corning Museum of Glass (que fica em Nova York), onde se pode brincar de fazer vidro!

O Ludo e o Vico já ganharam bolas de gude de lembrancinhas de aniversários, mas nunca brincaram com elas.

Tiveram uma experiência parecida. Jogaram gogos, que são bonequinhos de plástico de monstros, de personagens da Turma da Mônica ou dos filmes da Disney, com os quais batalhavam, como se fossem bolas de gude, para conquistar as peças do adversário.

Eu comprava esses bonequinhos em bancas de jornais. Foram uma febre nos recreios.

Gogos

Existem várias formas de brincar de bola de gude. Algumas são adaptáveis aos gogos  e demais pecinhas do gênero, outras não.

As versões adaptáveis são aquelas em que o objetivo é expulsar as peças do oponente do círculo, do triângulo, da estrela ou outra forma previamente definida e marcada no chão.

A diversão não se restringe à disputa pelas peças. Os jogadores podem inventar novos percursos e desafios a cada brincadeira.

Já a versão tradicional da brincadeira é, preferivelmente, realizada com as bolas de gude e consiste em fazer um percurso de ida e volta em que as bolinhas têm que entrar em 3 buracos no chão. Quem chegar primeiro é o vencedor.

As bolas de gude, os gogos e o que mais servir para essa finalidade são brinquedos que cabem no bolso e divertem há várias gerações.

 

 

 

 

 

 

 

Ioiô-Yoyo

O ioiô é uma brincadeira de bolso que fez a alegria das crianças no Brasil e pelo mundo afora nos anos 1980/1990.

Em 1985, o brinquedo foi para o espaço com as tripulações das naves Discovery e Atlantis.

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Hoje, sumiu dos recreios, praças e playgrounds.

Mas, como o próprio nome diz, ele vai e volta.

Yoyo é uma palavra do idioma Tagalo, da República das Filipinas, que significa vai e vem.

Dizem que ele é o segundo brinquedo mais antigo do mundo, só perdendo para as bonecas.

Existe no Metropolitan Museum of Arts, em Nova York, um exemplar da Grécia Antiga feito de terracota.

Os chineses, mil anos antes de Cristo, já brincavam com discos de marfim com um cordão de seda enrolado entre eles.

Quem diria que, antes de ser brinquedo, foi usado como arma de caça, como também foi o caso do bumerangue australiano..

Os caçadores usavam o ioiô para laçar e derrubar os animais pelas patas.

De arma, virou brinquedo e até modalidade esportiva.

Este ano, o campeonato mundial de ioiô vai ser na Islândia!

campeonato ioio islandia 2017

Detetive no Carnaval

detetive

Aqui em casa, somos bichos caseiros que se escondem durante o Carnaval.

O Ludo, o Vico e seus amigos já passaram da fase de gostar de se fantasiar de heróis e piratas e ainda não começaram a curtir os carnavais pelos blocos e outras festas para maiores de 18 anos.

Ontem, eu e o Vico brincamos bastante do jogo Detetive, que não jogávamos há um tempão. Fiquei feliz de vê-lo blefando e desvendando quem matou o Sr. Carlos Fortuna.

Detetive foi inventado em 1943 por um casal inglês: Anthony e Elva Pratt. O marido teve a ideia do jogo e a esposa desenhou o tabuleiro. Eles o apresentaram para a fábrica Waddingtons, que começou a comercializá-lo em 1948 como Cluedo.

O jogo fez tanto sucesso pelo mundo todo que até virou filme.

O filme Clue (Os 7 Suspeitos), de 1986, é uma adaptação do jogo. Tem nota 7.3 no IMDB. Assisti há anos e me lembro de ter gostado! Em DVD, soube que fizeram 3 finais diferentes.

Nosso jogo de Detetive é o da embalagem “pra viagem”. As cartas, peças e fichas de anotações cabem em um estojo. Só o tabuleiro (pequeno, mas nem tanto) fica de fora. Acho que dá pra considerá-lo brincadeira de bolso.

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Segue aqui um resumo do manual pra quem esqueceu como se joga:

  • Embaralhe separadamente,  em 3 bolos, as cartas dos suspeitos, das armas e dos ambientes
  • Tire (sem olhar) uma carta de cada bolo e coloque-a no envelope pardo
  • Misture todas as cartas restantes em um só bolo e distribua igualmente entre os jogadores
  • O objetivo é descobrir as 3 cartas que estão no envelope, seguindo as próprias anotações. Nas anotações se escreve as cartas que estão em suas mãos e os palpites das cartas que devem estar nas mãos dos outros jogadores

Existe um site para fanáticos pelo jogo Detetive que é interessante, principalmente, porque tem as cartas de vários países com desenhos diferentes, ao acessar o link “International Cluedo”. Acho que é uma ótima maneira de reinventar o jogo, imprimindo, copiando à mão os desenhos ou se inspirando neles para criar novos suspeitos e armas e variar a brincadeira.

Bom Carnaval pra quem gosta da folia!

Bom jogo pra quem gostou da dica!