A Era dos Jogos: Perguntas

Space Invaders

Brincadeiras com testes são populares há tempos, tanto que a “gamificação” se expandiu para várias áreas da vida, como a educação, que busca atrair os alunos de várias idades para o estudo, tornando-o mais prazeroso.

Existem aplicativos/joguinhos de celular que testam/ensinam a tabuada, gramática e conversação em vários idiomas, ciências, história e assuntos diversos.

Os jogos e testes relaxam, ensinam, divertem pares e grupos e até espantam o tédio e a solidão.

Esse post trata de alguns testes e jogos (games) no sentido estrito de diversão de crianças e adultos, que continuam brincando pela vida afora.

Dizem que as crianças não brincam mais, que se tornaram mini adultos. Você concorda? E os adultos que adoram jogos eletrônicos?  Podemos considerá-los infantis?

Hoje fomos, eu, Vico e meu marido, numa exposição interativa de jogos eletrônicos e seus consoles, desde os anos 1970, chamada “A Era dos Games“, organizada pelo Barbican Centre, centro de artes de Londres.

Eu não tive muita intimidade com os jogos da “Era dos Games” (Atari, Pinball, Telejogo, Fliperamas, como Espace Invaders, Asteroids etc.) nem quando era criança, mas meu marido e meu filho literalmente “se jogaram”na exposição e testaram suas habilidades para desviar dos alienígenas, montar figuras geométricas, correr de carro em alta velocidade entre outros desafios.

Será que as meninas hoje em dia têm mais incentivos e se interessam em brincar com jogos eletrônicos?

Antes da exposição, o Vico me apresentou dois aplicativos que serviram de passatempo na fila de espera de emissão de documento no Detran, que seguem a linha conhecimento gerais e adivinhações.

Ficam as dicas pra procurar na App Store:

Perguntados

Akinator

Outra brincadeirinha que eu ofereço nesse post é de um livro-jogo, que foi “febre”nas livrarias há alguns anos chamado Psychogames: testes de personalidade, jogos e questionários, da Redstonepress, Londres.

“Copie este diagrama numa folha de papel. Sem pensar muito, transforme estas formas em desenhos. Em seguida dê um adjetivo a cada figura.”

Cartão Surpresa 1

As respostas estarão no próximo post…

 

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Fotos não reveladas

foto não revelada

O post desse sábado é sobre momentos que parecem tão nítidos como fotos na nossa memória. Por mais que alguns estejam distantes no tempo e no espaço ainda vivem e aquecem o coração quando abrimos nosso álbum.

Fiz uma poesia com algumas das minhas fotos não reveladas. Espero que ela traga boas sensações a quem quiser lê-la.

Fotos não reveladas

 

Minhas fotos não são instantâneas

São imagens que alcançam o presente

Que se revelam contemporâneas

Capturadas pelo coração e iluminadas pela mente

 

Meu pai explicando um artigo

O Vico no balanço da praça

O Ludo cantando comigo

Fofo achando graça

Mamãe me oferecendo figo

Delice com as mãos na massa

Maria e João no porta-malas

Cecília e seu sorriso cativante

Lisa animando as aulas

Cada memória em seu instante

 

Fotos internas feitas de afeto

Ampliam cenas queridas

Oferecem o panorama completo

Enquadram o foco nas vidas

Juventude Conectada

juventude conectada

Já ouvi de várias vozes diferentes que temos “escolas do século XIX, com professores do século XX para alunos do século XXI”.

Outra frase que é bastante popular e que também cabe aqui neste post é: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Dizem que a autoria dessa frase é de Einstein. Mesmo que não seja verdade, acho que ela ajuda a entender porque a escola do século XIX continua em crise desde o século XX.

O episódio Educação do programa Juventude Conectada, que assisti no canal Curta! traz algumas ideias para encontrar resultados diferentes para a escola do século XXI:

  • Personalização do estudo por Plataformas que se tornam íntimas da forma de aprender e das dificuldades de cada aluno
  • Dimensão Autoral e Dialógica da Aprendizagem
  • Formação para o Autoconhecimento e Florescimento Humano
  • Aprendizagem Perene e Significativa
  • Reconhecimento da importância das Relações para o Conhecimento
  • Criação de Espaços de Aprendizagem menos Sufocantes do que os da Escola Tradicional

Além de comentarem essas ideias, profissionais de várias áreas, bem como os fundadores da Plataforma Geekie e da Plataforma Cinese, que qualquer pessoa pode acessar, apresentam suas propostas para o ensino não apenas nas escolas, mas também por toda a vida.

Quem quiser assistir ao programa de 26 minutos – Juventude Conectada – que eu tive a sorte de encontrar, zapeando na televisão, pode ver o episódio aqui.

Valores da Escola

professora

Ludo e Vico estão aproveitando o último mês na escola que eles estudam aqui no Rio. Ano que vem estarão em outra instituição de ensino e em outra cidade.

Alguns momentos me marcaram nas vivências dos meninos nesse ambiente escolar e não são relativos à corujice de ver os filhos na apresentação de fim de ano ou na redação bonita, mas na construção dos valores humanos.

Eu desejo que meus filhos encontrem a realização profissional e que sejam independentes financeiramente, mas também acredito na importância da ética, da solidariedade, do respeito à diversidade que algumas escolas se empenham em transmitir e outras usam apenas no discurso.

Educar para saber conviver na sociedade e para saber respeitar o planeta do qual fazemos parte é um trabalho coletivo de toda a comunidade escolar (inclusive das famílias dos alunos) que precisa ter incorporado esses princípios no cotidiano.

A primeira vez que percebi que algo de bom estava sendo construído nesse sentido foi quando o Vico me contou que tinha um amigo muito engraçado, que vivia elogiando a beleza das colegas e ensinava músicas que ele ainda não conhecia. Quando ele me apresentou o amigo em uma festa da escola fiquei muito feliz. Ele era negro e essa característica não fazia parte da descrição do Vico, porque não faz diferença.

Lembro que as piadas racistas eram comuns nos meus anos de escola, assim como os apelidos que visavam ofender colegas pela cor da pele.

Outro exemplo que eu acharia inimaginável na minha infância e adolescência foi perceber (e confirmar com os meninos) que ninguém chateia os alunos GLS. Sim, porque as pessoas que mais sofriam bullying no meu colégio eram os meninos ou meninas que não correspondiam aos padrões heterossexuais. Os colegas do Ludo e do Vico não são segregados nem hostilizados por serem quem são.

Ainda existem implicâncias, brigas e ofensas por outros motivos que dizem respeito às personalidades e aos interesses conflitantes, mas não há espaço para a opressão nem para os maus tratos fundados no preconceito e na discriminação.

Acredito que essa base sólida de valores humanos que eles receberam não será desfeita, o que não posso afirmar de alguns conteúdos que a gente só decora pra fazer prova mesmo…

colegas

As imagens desse post são do livro “Polígonos, centopeias e outros bichos”, de Nílson José Machado.

Meu Primeiro Fórum de Educação

Forum de Educação

Ontem de manhã cedinho partimos do Rio para Petrópolis (que é a cidade para onde nos mudaremos ainda este ano)!

Fui apresentar meu trabalho “O letramento mediado pelas telas” no Fórum da Academia Petropolitana de Educação!

Há alguns meses o trabalho foi selecionado para participar do Fórum que teve como  tema central Alfabetização: aprendizagem para a vida.

O evento, promovido pela Academia Petropolitana de Educação com o apoio da Casa da Educação Visconde de Mauá, APPEM, Diretoria Regional Serrana I – SEEDUC e da Secretaria Municipal de Educação de Petrópolis, aconteceu ontem na belíssima Casa da Educação Visconde de Mauá.

A apresentação dos trabalhos selecionados foi organizada nos seguintes eixos:

  • Educação e Alfabetização
  • Educação e Psicologia
  • Educação e Múltiplas Linguagens
  • Educação e Sociedade
  • Educação, Linguagem e Tecnologia (Foi aqui que meu trabalho foi classificado! )
  • Educação e Saúde

Senti muita alegria ao ter sido selecionada e medo de pagar o maior mico porque eu nunca tinha apresentado o trabalho para uma plateia de professores universitários pós-doutorados com anos de estrada na educação.

Na hora de expor meu tema, depois de ouvir outros palestrantes me senti mais calma e a apresentação fluiu como uma conversa sobre o assunto que acho fascinante e pretendo seguir pesquisando dentro e fora da universidade.

Comentei sobre o blog, citei exemplos dos meus filhos e inseri as falas das outras palestras nos multiletramentos mediados pelas telas.

Se eu tivesse que conversar numa mesa de bar com as mesmas pessoas, provavelmente teria permanecido muda e acuada.

Ali a timidez desapareceu. Adorei a experiência!

Já fui advogada, tradutora e sigo sempre em busca de dar sentido ao trabalho e à vida unindo minhas paixões, habilidades, valores e características pessoais.

Espero que esse seja o primeiro de muitos fóruns e pesquisas em educação.

Bom domingo a todos!

 

 

 

 

Beijo em Preto e Branco

beijo em preto e branco

Esse post é uma brincadeira em resposta a um desafio de fotografias em preto e branco que me foi feito pelo lindo e incrível blog Ultimate Travel 8.

Como não encontrei uma foto P&B que combinasse com o blog, transformei este flagra do beijo, que meu marido e eu demos na apresentação da escola dos meninos há alguns anos, com a ajuda do bom e “velho” aplicativo Prisma.

Complementando a foto, para celebrar o beijo, escrevi uma poesia usando versos de músicas conhecidas.

Desafio meu amigo das voltas ao redor do mundo – Ultimate Travel 8 – e todos que quiserem brincar com a gente a saber quais são as músicas e seus compositores!

 

Feche os olhos e eu te beijarei

Uma canção pelo ar

E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações

Está certo dizer que estrelas estão no olhar

de alguém que o amor te elegeu pra amar

 

A paz invadiu o meu coração

Não desejamos mal a quase ninguém

Pode dizer a todos que essa é a sua canção

Se isso for algum defeito por mim tudo bem

 

Dicas dos compositores (não estão na ordem em que aparecem seus versos):

  • Elton John
  • The Beatles
  • Caetano Veloso
  • Marisa Monte e Carlinhos Brown
  • Lulu Santos
  • Gilberto Gil
  • Lulu Santos (de novo)
  • Tom Jobim e Vinícius de Moraes

*Dica quente! Tem um trecho tirado do livro “O primo Basílio” – de Eça de Queirós –  que é recitado em uma das músicas por Arnaldo Antunes.

 

Adolescência 1951

Before the date

Tem sido difícil parar diante do computador para escrever um post esses dias.

Continuo acompanhando os blogs que eu adoro, diariamente pelo celular, mas não consigo postar no telefone.

O título de hoje tem relação com um livro que andei lendo sobre a adolescência – “A crise da adolescência”- escrito em 1951 pelo professor Alceu Amoroso Lima; pelo padre Álvaro Negromonte; pelo médico Américo Piquet Carneiro; pelo monsenhor Helder Câmara e pelo médico Joubert Torres Barbosa.

Tirando alguns preconceitos e costumes, superados pelo tempo, os textos são claros, profundos e ajudam a entender meus adolescentes, Ludo e Vico.

Seguem alguns trechos que considerei mais interessantes, inclusive por serem atemporais!

São características da adolescência, entre outras:

  • Plasticidade: “Sem dúvida a infância é ainda mais plástica do que a adolescência, mas a infância é mais efêmera, é uma idade que passa. A adolescência é uma idade que fica. A infância só fica, por exceção nos poetas ou naquilo que em nós é poesia”.
  • Suficiência: “Não há idade mais dogmática. Quando temos 15 anos, falamos com tal suficiência da vida, que mais parece termos vivido um século… O adolescente afirma pelo amor de afirmar… nada mais difícil do que vencer um dogmatismo baseado no sentimento e não na razão”.
  • Puberdade: “Não há idade mais idealista no amor platônico, como não há idade mais materialista no amor físico”.
  • Idealismo:”A adolescência é a idade em que há maior apetite de ideal… é a idade do desprendimento ou do cinismo, é a idade em que se morre de modo mais fácil, é a idade dos heroísmos”.

cupido

Como lidar com os filhos adolescentes?

  • “Devemos fazer deles, o mais cedo possível, um ser humano de natureza livre, independente, responsável, autônomo, e não uma natureza imitada, uma natureza que é apenas a repetição do que julgamos ser o ideal, e que, às vezes, não o é”. 
  • “Por isso mesmo, é um dever, é uma necessidade, o saber distinguir, no problema da educação, o que é a liberdade justa, isto é, a afirmação da personalidade, o respeito àquilo que cada criatura tem em si, do que é libertinagem, a licenciosidade, o desregramento, ou seja a negação da liberdade por hipertrofia”.
  • “… a primeira condição dos pais é procurar conhecer os filhos… pois aquilo que serve para um, não serve para outro. Não há regra para isso”.

cheerleaders

Como lidar com sua própria adolescência?

  • “É assim a adolescência, muitas vezes um drama. Quem não o sentiu, conservará no curso da vida o mesmo aspecto pueril… Quem não o resolveu, conservará sempre a angústia secreta de um conflito em latência”.

Espero que este tenha sido um passeio agradável pelo tema adolescência para quem já passou pelas crises e para que as presencia de perto.

*As imagens são do artista Norman Rockwell modificadas pelo aplicativo Prisma.

Bom domingo!