Noite no Museu

ingresso Som e Luz

Ontem, eu e meu marido fizemos nosso primeiro passeio turístico desde que nos mudamos para Petrópolis.

Fomos ao Museu Imperial assistir ao espetáculo Som & Luz, que é apresentado de quinta a sábado das 20h às 21h (aproximadamente) dentro do jardim do Museu Imperial.

Chegamos às 19h e fizemos um lanche no café do Museu, Duettto’S Café e Bistrô, que é um charme e tem um menu variado e saboroso. Lembrou meu saudoso Cake & Co, que tem o lanche mais gostoso do Rio.

Para nossa surpresa, tinha muita gente pra assistir ao Som & Luz e, realmente, vale à pena. O jardim e o palácio são lindos e o espetáculo conta a história da família real no Brasil, sob a perspectiva dos admiradores da monarquia, claro.

A plateia escuta a narrativa na voz de Paulo Autran, com sons de carruagens passando e se encaminha para a frente do palácio onde vê, nas janelas, as sombras da corte dançando e interagindo.

Os atores que representam personagens históricos se apresentam por meio de um efeito das luzes projetadas em um imenso chafariz.

Fomos só eu e meu marido porque o Vico preferiu ficar em casa e o Ludo está no Rio.

Foi melhor assim. Nós dois gostamos muito, mas os meninos ficariam cansados da “aula de história” e de ter que passar muito tempo parados em pé.

É um ótimo passeio para adultos que venham visitar a Cidade Imperial.

Para quem quiser mais detalhes e fotosdo espetáculo Som & Luz, segue o link.

Pretendo registrar nossos próximos passeios em Petrópolis aqui, com dicas de comida, diversão e arte:D

Bom Fim de Semana a todos!

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Mortos de Fama

coleção mortos de fama

A coleção Mortos de Fama apareceu pela primeira vez aqui em casa quando o Ludo tinha uns 9 anos e gostava muito de ouvir Elvis Presley.

Comprei pra ele Elvis e sua Pélvis.

Mortos de Fama conta para crianças a biografia de pessoas famosas que morreram há poucas décadas, como Elvis, Einstein etc e também há muitos séculos, como Cleopatra e Leonardo Da Vinci, entre outros.

O diferencial nos livros dessa coleção infanto-juvenil é a forma como a vida desses personagens da história humana é narrada. Com muito humor, algumas ilustrações que enriquecem o texto e curiosidades, a escrita faz com que o leitor tenha a impressão que está conversando com o narrador e coletando diários, fotos e notícias sobre o célebre morto de fama.

Folheando o livro do Elvis, achei uma página que fez o Ludo rir bastante na época. Depois do narrador explicar que em 1958, em plena Guerra Fria, a Rússia acusou o Rei do Rock de ser o inimigo número 1 do país, pois tentava atrair os jovens soviéticos para o modo de vida americano, seguia essa tirinha:

Elvis

Depois do Elvis, o Ludo leu e releu Al Capone e sua Gangueda mesma coleção.

O código de honra dos bandidos também rendeu muitas risadas:

honra da mafia

codigo Al Capone

Na época em que o Vico leu Diário de Pilar no Egito ele também se interessou por Cleópatra e sua Víbora da coleção Mortos de Fama.

O Vico (e eu) aprendemos, por exemplo, que quando a Cleópatra nasceu, os reis deuses egípcios sempre se chamavam Ptolomeu e casavam com suas irmãs, madrastas ou enteadas, rainhas deusas egípcias que sempre se chamavam Cleópatra e não havia limites na luta pelo poder dentro da família real.

familia da Cleo

Outros Mortos de Fama que compramos foram Joana d’Arc e suas Batalhas; Inventores e suas Ideias Brilhantes e Espártaco e seus Gloriosos Gladiadores.

Esse ano, para nossa surpresa, na lista de material do Vico, o livro de laboratório que foi pedido pela escola foi Isaac Newton e sua Maçã da coleção Mortos de Fama!

Ele já começou a ler:D

Para quem se interessou por essa coleção da Editora Companhia das Letras, também há outros títulos que ainda não temos:

  • Tuntancâmon e sua Tumba cheia de Tesouros
  • Alexandre o Grande e sua Sede de Fama
  • Os cientistas e seus Experimentos de Arromba
  • William Shakespeare e seus Atos Dramáticos
  • Lendas do Rei Artur
  • Leonardo Da Vinci e seu Supercérebro
  • Albert Einstein e seu Universo Inflável

Segue o link que dá mais detalhes sobre os livros e seus talentosos autores e ilustradores, na página da Editora.

 

Existo, logo me Comparo

Renoir

O post desse domingo é sobre um artigo da revista Psychologist Today, de dezembro de 2017, livremente traduzido e adaptado por mim a seguir:D

O título do artigo, de Rebecca Weber, é “Fuja da armadilha da comparação: Como ser feliz apenas sendo você mesmo”.

Apesar do título, o artigo explica a importância da comparação com os outros, pois essa é a forma como a mente humana mensura sua própria identidade.

A teoria da comparação social desenvolvida em 1954 pelo psicólogo Leon Festinger descreve que o impulso para a comparação foi uma necessidade para a evolução da espécie. Esse impulso nos protegeu e ensinou a avaliar ameaças.

Quando nos confrontamos com os outros, reconhecemos automaticamente quem somos, nossas habilidades e também nossas fraquezas.

Os alvos para a comparação normalmente são as pessoas com as quais mais nos identificamos, além daquelas que fazem parte do pequeno universo ao qual pertencemos, como os amigos, parentes e vizinhos.

As comparações que mais nos atingem são relacionadas aos assuntos que priorizamos, como a aparência, as conquistas profissionais, os relacionamentos, a situação financeira e, até mesmo, questões e metas mais específicas, como a quantidade de likes no Instagram ou de artigos acadêmicos publicados.

Degas

Algumas comparações nos causam efeitos positivos

  • Quando existe um reconhecimento de que somos melhores em alguma atividade do que as demais pessoas do nosso círculo social, nossa autoestima floresce.
  • Outra situação positiva ocorre quando as conquistas de alguém que admiramos servem de inspiração e motivação para melhorar nossas próprias vidas.

As comparações, no entanto, podem ter efeitos negativos, que geram um sentimento crônico de inferioridade e depressão.

Quando dependemos dos outros para reconhecermos nosso valor, precisamos de feedback positivo ou símbolos de status para nos sentirmos bem, corremos o risco de nos deprimirmos.

A boa notícia, segundo os pesquisadores da Universidade de Essex e Cambridge é que essa necessidade de participar de processos de comparação com os outros diminui com a idade.

O novo problema, inclusive para os adultos, são as redes sociais que criaram um mecanismo  de se comparar o tempo todo de forma bastante adolescente, alimentando esse hábito que devia ter passado com a idade.

Nos adolescentes há uma boa desculpa para essa necessidade de ser avaliado pelas redes sociais. É que existem várias regiões do cérebro que buscam e produzem recompensas sociais e algumas estão hiper ativadas nessa fase da vida.

As recompensas sociais ligam a dopamina no cérebro quando sentimos que recebemos atenção e somos apreciados pelos nossos pares ou encontramos semelhanças com pessoas que admiramos.

A dopamina vicia o cérebro adolescente e pode ser a responsável pela dependência dos jovens (e, atualmente, de adultos) nas redes sociais.

Degas ballet

Como vencer esse vício?

A diretora do Centro de Pesquisas em Compaixão e Altruísmo da Universidade de Stanford, Emma Seppala, esclarece que não é o tempo que se passa nas redes sociais que importa, mas a forma como usamos as redes sociais.

Quando somos passivos observadores da vida alheia nas redes, nos sentimos menos felizes. A comparação com as vidas idealizadas que são postadas nos faz esquecer de aproveitar nossas vidas.

Por outro lado, as contribuições que podemos fazer compartilhando e interagindo produzem felicidade, assim como o contato com pessoas queridas que não estão próximas fisicamente.

Como se proteger da armadilha da comparação?

O artigo responde a pergunta:

A melhor maneira de se proteger da armadilha da comparação e de conseguir sair dela é desenvolver e manter a certeza de quem você é, independentemente de qualquer feedback.

“Saiba quem você é, seus valores e preferências, quando ninguém toma conhecimento disso.”

Tenha orgulho de quem você é quando não está sendo observado.

Espero que o post ajude a refletir.

As lindas imagens são reproduções de pinturas de Renoir e Degas que eu tenho em porta-copos:D

Bom domingo!

Jovem “Velha”

ballet

Outro dia fui xeretar o que o Ludo estava assistindo no computador e ele me mostrou a cena de um filme que me deixou curiosa pela música e pela descrição que meu filho fez.

A música era Modern Love, que eu adoro, a cena mostrava a personagem principal dançando na rua e, segundo o Ludo, Frances Ha contava a historia de uma bailarina que não tinha muito talento pra dançar e que dava azar na maioria das situações que ela vivia, mas estava sempre feliz e esperançosa.

Assisti ontem à noite com meu marido.

Imaginei que devia ser uma espécie de Amelie Poulain. Errei na comparação, mas não no país de inspiração. O filme bebeu na fonte das comédias francesas dos anos 1960, principalmente, até a primeira metade. É bem alternativo, cheio de diálogos e personagens charmosos.

Por que o título do post é Jovem “Velha”?

Porque a personagem principal, com 27 anos, era considerada velha pelos amigos e conhecidos da faixa dos 20. Eu me lembro de ter sentido o mesmo com essa idade. Como se o mundo de possibilidades estivesse se fechando e a pessoa ainda cultivasse o espírito adolescente.

No caso dela, o peso da idade estava ligado à vida profissional, que ainda não tinha engrenado, e à solteirice.

Frances Ha encanta porque existe um lado poético e heroico na sua “imaturidade”  que está relacionado com a crença inabalável em seus valores pessoais, na idealização da melhor amiga e no desprendimento com os bens materiais.

É um filme cult, que teve algum sucesso de público, e que vale à pena assistir se você gosta desse segmento.

 

Resolução de 2018

cerejas

Nesta época de Festas que encerram os 365 dias, sempre avaliamos o que precisa ser transformado, descartado ou melhorado no Ano Novo.

Como 2017 foi (está sendo) bom à beça pra mim, por enquanto, a única transformação desejada para 2018 é me alimentar melhor:D

Há algum tempo venho descontando nas gulodices minhas tensões e celebrando com comida super calórica minhas alegrias. Além disso, meu marido e minha mãe sempre me agradaram preparando pratos saborosos e engordativos. O resultado apareceu na forma de muitos quilogramas de satisfação, que, recentemente, se tornaram indesejados.

Eu não me incomodei em começar a comprar roupas de tamanho maior. Juro! Até passei a olhar com admiração moças que levantam a bandeira de ser gordinha e feliz com a aparência, como lindas e estilosas modelosblogueiras de moda plus size.

O grande problema é que surgiram cansaço e dores que eu não sentia antes, mas, por outro lado, não tenho a mínima vontade de fazer dieta.

A solução para o dilema gordura x saúde quem meu deu foi o Ludo. Aproveitando que ele virou vegetariano, resolvi aumentar meu consumo de legumes, verduras e frutas de uma forma saborosa, que não dê preguiça de comer bem, nem custe os olhos da cara.

Aqui em Petrópolis tem um restaurante de comida a quilo, que é chinês – vegetariano, perto de casa, com preço legal e delicioso. Além disso, minha tia indicou uma moça que entrega comida pronta vegetariana, que ela adora e eu vou começar a experimentar também.

Sem radicalizar, já dei a largada pra uma alimentação mais saudável e possível em 2018.

Como diz a Rita Lee “eu sei que agora eu vou é cuidar mais de mim…”

E vocês? Já escolheram as resoluções de 2018?

Natal lá e cá

Natal em Petrópolis

Hoje, 24 de dezembro de 2017, estamos concluindo nossa mudança de cidade (do Rio de Janeiro para Petrópolis).

Cá, onde nasci e nasceram meus filhos, meu marido e meu pai, a vida é corrida, iluminada, tensa, espalhafatosa, suada, verde, azul e amarela, barulhenta, salgada, burguesa e maravilhosa.

Lá, onde está nascendo uma nova realidade para nossa família, a vida está sem pressa, impera o rosa, sons da mata são novidade pra mim, os postes acendem art nouveau, doçura e timidez exalam jasmim, a tradição pode ser fria, mas nos dá bom dia e acolhe calorosamente, sem precisar de holofotes para brilhar no coração da gente.

Cristo

Feliz natal a todos! Paz, Amor, Saúde e Esperança!

Maravilhas no Caminho

serra linda

Estamos subindo e descendo a estrada Rio – Petrópolis quase todos os dias.

Cansa, dá tendinite no pé de quem está no volante, dor no pescoço da copiloto, que sente os sustos na estrada como uma montanha russa. Sempre tem um apressadinho, que corta pela direita, e volta e meia aparecem carros capotados!

Outras emoções da estrada são as maravilhas da natureza.

linda serra

Nos dias de ruço (com cedilha mesmo, que é a neblina intensa) me sinto num clipe dos anos 1980. “Como uma deusaaa..”rsrs

Hoje voltamos com o sol se pondo e iluminando o mar de montanhas da serra fluminense. Não resisti e tirei essas fotos com meu celular pra compartilhar as maravilhas no caminho pra casa neste post.

 

tirando foto da serra

Minha sugestão pra acompanhar as fotografias é a música Seven Wonders, da banda Fleetwood Mac, inspirada nos posts do top blog ChronosFeR