Dentro da casa Claudio de Souza

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Dentro da casa Claudio de Souza

A mesa posta com riso e abraço

Convivas contornam e ampliam o espaço

Duplas retratam ao pé do ouvido

Sorrisos reconhecidos no primeiro contato

 

Clarice, Chico, Lygia, Gerson e Francisca

Samba de prosa, roda operista

Almas que se escrevem

Alunos que se inscrevem

Amigos que comparecem

Família reunida

 

Claudio de Souza comemora

Brilha em vitrais de outrora

Da rua, quem passa nem imagina

Quanta vida na casa da esquina!

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Pelo quarto ano consecutivo a Casa de Cláudio de Souza abrigou as “Rodas de Leitura”, oferecidas pela Fundação Cultural Casa Lygia Bojunga. Guiado pela professora Maria Francisca Valle, licenciada em música e pedagogia com especialização em artes na educação, o workshop reuniu estudiosos e apaixonados por literatura na Casa Cláudio de Souza.

Neste domingo, 16 de dezembro de 2018, com café da manhã e música, na Casa Cláudio de Souza, o escritor Gerson Valle,  presidente da Academia Petropolitana de Letras, lançou, pela editora Ibis Libris, o livro de poesias Utopias na Contramão.

Mais informações sobre a Casa de Claudio de Souza estão aqui

 

 

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Cordel Reflexivo

sertão cordel

Quero lhe dar este presente

Uma reflexão de repente

Não ao acaso ou de supetão

Mas de verso improvisado,

Um folk xilogravado

Nesta rede septilhado

Como trova do sertão

 

O que de mais fundo lhe toca o peito?

Mostrar a fim de causar despeito?

Ser cheio de si e de si mesmo se iludir?

Honra, dignidade e respeito?

Manter a guarda com atitude?

Assim, ainda que o medo lhe inunde,

Plantar-se de pé quando cair?

 

Saber sobre viver, morrer e amar?

Deixar de legado as fotos no celular?

Esperar no calendário, num futuro imaginário,

O dia de acordar com a macaca, de enfiar o pé na jaca?

Será revolucionário!

Mas só se a preguiça deixar…

Que é o vício mais duro de largar.

 

Falta de abraço?

Mania de perseguição?

Angústia de chegar?

Raiva da opinião?

O outro, os outros, a outra, as outras?

Seu laudo médico?

Sua prescrição?

 

A saudade de não saber,

De não precisar de conforto,

De caber num saco, todo torto,

Do que era antes de ser?

Pois essa reflexão não é só sua

Ela é a razão de toda criatura

À qual é dada a peleja de nascer

cacto cordel

 

*As ilustrações foram tiradas do livro Cultura da Terra, de Ricardo Azevedo (escritor e ilustrador)

Bom domingo a todos!

Hábito de Reclamar

pato donald

O antigo Pato Donald e o fazendeiro Eustaquio Bagge, do Cartoon Network, são personagens que simbolizam a rabugice e a insatisfação constante.

Nas últimas semanas tenho pensado bastante nesse hábito de reclamar.

Andando de metrô, anos atrás, me chamava atenção o desprazer da maioria dos passageiros que iam e vinham sentados. Podia ser por causa do emprego ou do desemprego, do par ou ausência de um par, dos filhos, dos pais, dos vizinhos, dos colegas…

Dava a impressão que algum tipo de vergonha impedia um sorriso de satisfação ou de paz de espírito para os estranhos que usavam o mesmo vagão.

Anos antes, quando eu nem me imaginava andando sozinha de metrô, quem me surpreendia pelo seu bom humor constante era um senhor chamado Joel. Ele trabalhava no meu prédio. De segunda a sexta, comemorava com a mesma empolgação o reencontro com as mesmas pessoas. Ou era excesso de endorfina, dopamina e serotonina naquele ser humano ou alguma disciplina budista para ver o copo sempre cheio.

Quanta gente você conhece que prefere começar uma conversa criticando, fazer piada reclamando, manter a rotina dando bronca e cobrando algo dos outros

O hábito de reclamar também pode ser um sinal para cuidar da saúde. A Distimia,  como explica o Dr Drauzio Varella é um tipo de depressão, que durante séculos serviu para caracterizar as pessoas mal humoradas, irritadiças e de personalidade complicada, às vezes até pedantes, por acharem que nada é suficientemente bom ou original.

Encontrei em alguns blogs e sites ideias para ajudar as pessoas a largarem o hábito de reclamar

  • Em primeiro lugar: Se quiser ajudar o reclamão não seja agressivo. Tente apontar o hábito sem atacar a pessoa.
  • Se a pessoa estiver disposta a mudar esse hábito, sugira o desafio de Will Owens: A pessoa escolhe um acessório e tem que muda-lo de lugar toda vez que fizer uma queixa ou uma crítica. O objetivo é mantê-lo no mesmo lugar por 21 dias seguidos. A pulseira que se pode mudar de braço é o objeto ideal. A contagem dos 21 dias zera a cada reclamação.
  • Conte e pergunte sobre 3 a 4 coisas pelas quais podemos ser gratos diariamente
  • Uma última dica: Preste atenção se você também está com o hábito de reclamar. “Pense no reclamar como sendo mau hálito. Percebemos quando vem da boca de outra pessoa, mas não quando vem da nossa”.

Uma ótima semana a todos!

Fontes:

https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/distimia-3/

https://www.metropoles.com/vida-e-estilo/comportamento/o-habito-de-reclamar-pode-causar-doencas-e-levar-a-solidao

https://obemviver.blog.br/2015/05/18/reclamar-menos-faz-bem-excelente-materia/

https://menthes.com.br/reclamar-menos-e-desafio-que-compensa-conheca-estrategias/

http://necessidadebasica.com.br/2016/04/um-mundo-livre-de-reclamacoes/

Fórmulas das Bruxas

folha de coca

(Diário de Pilar em Machu Pichu, Flávia Lins e Silva e Joana Penna)

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“Era um homem estranho. Um dia, procurando talvez impressionar-me, tirou do bolso um pedaço de uma matéria escura e mostrou-me, dizendo:

-Sabe o que é isso?

-Não.

-É curare. Sabe o que é curare?

Respondi que já lera algo a respeito.

-Interessante. Muito interessante. Tomado pela boca é totalmente inofensivo. Se entrar, porém, na circulação sanguínea paralisa e mata. É o que certas tribos usam para envenenar as setas. Sabe por que trago isso no meu bolso?

-Não. Não faço a menor ideia. Parecia-me uma bobagem total carregar curare no bolso, mas isso eu não acrescentei.

-Pois bem, vou dizer-lhe, continuou ele, pensativamente, é porque me faz sentir poderoso.”

(A Rainha do Crime – Agatha Christie: Autobiografia I)

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glândulas venenosas

(Ciências 7 – Arariba Plus – Editora Moderna, 4ª edição)

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A DIFERENÇA ENTRE O REMÉDIO E O VENENO ESTÁ NA DOSE

Alguns alimentos, que consumimos no dia a dia, em grande quantidade, mal escolhidos ou mal lavados, podem nos intoxicar.

  • Cogumelos (no meio dos comestíveis disfarçam-se os alucinógenos e os venenosos)
  • Das sementes da Maçã pequenas porções de cianeto (também conhecido como cianureto)
  • 10 gramas de Noz Moscada alucinam
  • O caule e as folhas do Tomate causam transtornos nos sistemas nervoso e digestivo
  • Folhas e raízes de Mandioca liberam o venenoso cianeto de hidrogênio, quando mal processados

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tres bruxas e macbeth

Macbeth e as Três Bruxas (pintura do século XIX)

Cobra de terra encharcada, no caldeirão cozinhada; pó de sapo e de girino, lã de morcego e latido de cão

Macbeth, Ato IV, Cena I

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QUEM TEM SEDE DEMAIS NÃO ESCOLHE A ÁGUA QUE BEBE

Coca Cola

Árvore da Vida

Árvore da Vida

Às vezes uma ideia, um ânimo, uma esperança surge pelo instinto de sobrevivência, pelas palavras de quem nos quer bem, pelo exemplo que inspira.

Essa força de vida pode viajar bastante, percorrer caminhos improváveis até alcançar nossos sentidos e germinar novas certezas.

Sobre a delicadeza desse encontro, inicialmente frágil, atuarão as adversidades e as transformações, presentes em toda forma de vida.

O novo ser, que se reinventa, durará instantes, talvez mais de cem anos, e será eternamente parte da nossa existência.

sementes voadoras

Sementes Voadoras que encontrei na garagem de casa

Essas sementes são equipadas com paraquedas ou asas. Suas bordas de papel ajudam a se dispersarem. O Pepino Javanês e o Jacarandá são exemplos de plantas que realizam essa façanha.

Texto extraído, traduzido e adaptado da Enciclopédia Britânica

sibipuruna

Minha vizinha de porta, a Sibipuruna

Essa árvore espalha pela nossa grama e pela calçada florezinhas amarelas, formando um lindo tapete na entrada de casa.

Ela chega aos 100 anos de idade e passa dos 15 metros de altura, segundo o site minhas plantas.

Bom final de semana a todos!

Votem pela Vida!

Amuletos

Amuleto

No Aperto ou no Desejo

Em Jejum de Azul Ogum

Por Caridade seja feita a Vontade

Que Amarra em mim o Senhor do Bonfim

Lírio Real, Bagua Cardeal

Na porta da entrada, a Sorte lançada

Do lado de fora, protege quem Ora

Em agradecimento ao Sol e à Lua

À Vida que é só Tua

Que não anda sem Esperança

Com Crença e sem Religião

Abençoa cada Opção

Todas Peregrinam pela Experiência

Do Milagre da própria Existência

Afogam a Razão em momentos de Contemplação

Anulam a lástima sob a Mão de Fátima

Oferecem às despesas Três Moedas Chinesas

Sustentam Eira e Beira com Figas de Madeira

Confiam o amor mais longevo nas Quatro Folhas do Trevo

Pia ao pé dos ouvidos teus conselhos precavidos

Para o caso da acabar deixa a Sorte entrar

 

 

 

 

Pergunte!

puxa conversa cinema

Puxa Conversa

Com que personagem você gostaria de trocar umas ideias na vida real?

O personagem sai do nada e chega ao ápice. Que filme é esse?

Qual é o melhor final de filme?

De qual filme você tem vergonha de dizer que gosta?

Com qual personagem de cinema você mais se identificou?

Qual seria o personagem em que você votaria?

Em que filme você torceu pelo personagem errado?

Qual filme sobre música ou músicos mais mexeu com você?

Fugas, escapadas mirabolantes e saídas engenhosas. Que filme lhe vem à mente?

Qual o filme com a mais bela mensagem?

livro yves de la talle

 

Perguntas para uma Vida com Sentido

“Em algum lugar, Edgard Morin comentou criticamente que a escola e a universidade costumam apresentar as respostas sem explicitar as perguntas, ou seja, costumam apresentar conhecimentos sem falar das interrogações que desencadearam a elaboração desses conhecimentos. Tenho firme convicção de que essa crítica é central e explica muito da heteronomia intelectual e da falta de motivação para aprender de muitos alunos, sejam eles do ensino fundamental, médio ou, ainda, superior.

Com efeito, o que é conhecimento? Ele é uma resposta a interrogações que os homens fizeram e se fazem. Logo, o sentido do conhecimento não está nele próprio, mas sim nas interrogações que desencadearam sua construção. Dito de outra forma, a resposta só faz sentido se conhecemos a pergunta.

Por que os homens se debruçaram sobre a gramática? O que eles queriam com isso? Qual era sua preocupação? Por que os homens se debruçaram sobre o cosmos? O que eles queriam saber? Por que queriam saber? Por que os homens resolveram investigar a mente humana? Qual era a pergunta? A inquietação?

Escreveu Elie Wiesel, Prêmio Nobel da Paz: “Quando eu era pequeno, minha mãe nunca me perguntava se eu havia dado boas respostas durante a aula. Ela me dizia: Você fez uma boa pergunta? Isso governou minha vida“.”


No post de hoje eu juntei as categorias Receitas de Brincadeiras e Mãe que Lê porque estas foram as últimas melhores aquisições da casa.

*Puxa Conversa: Cinema – 100 cartas para falar da sétima arte, de Josival Nunes, Editora Matrix é um livro caixinha que rendeu assunto com os meninos, no carro e no lanche de sábado e que está à venda nas melhores livrarias. Foi presente dos avós para o Ludo.

*Formação Ética – Do tédio ao respeito de si, de Yves de La Talle, Editora Artmed, é um livro maravilhoso desse professor e pesquisador de Psicologia Moral da USP, que recebi pelo correio faz umas duas semanas, pois só consegui comprar pela Estante Virtual.

Boa Semana a todos!