Identidade, Tempo e Forma

tinta vermelha

A Identidade da Forma

A forma é o modo por que se relacionam os fenômenos, é o modo como se configuram certas relações dentro de um contexto. Para dar um exemplo visual: ao se observar duas manchas vermelhas lado a lado vê-se uma forma. Ela abrange as manchas e os relacionamentos existentes entre as manchas. Portanto, a forma não seria uma mancha isolada, seria a mancha relacionada a alguma coisa. Se a mancha estivesse sozinha, no plano pictórico, estaria relacionada ao fundo branco (que é extensão, é superfície e é cor)…” (Fayga Ostrower)

borboleta alice

A Identidade da Forma no Tempo: Constância

“A imagem referencial liga-se a um fenômeno de percepção que ainda é pouco elucidado, mas cuja importância é indiscutível, tanto para as ordenações que fazemos, como para o sentido que as formas têm para nós. Trata-se do fenômeno da constância.”(Fayga Ostrower)

pintura de borboletas

“No dia seguinte a borboleta não veio.

Ela quis provar a amizade do menino.

Mas, para a nossa surpresa, não houve tristeza.

Pedro pegou o pincel e pintou tantas borboletas

quantas ele tinha na lembrança.”

(Bartolomeu Campos Queirós)

olhar borboletas

“Por vezes somos tão diferentes de nós mesmos como dos outros.” (François de La Rouchefoucauld)

homem invisivel

“Vôo de borboleta pode transformar qualquer dia em domingo.” (Bartolomeu Campos Queirós)

borboletas da alice

  • As ilustrações alteradas pelo aplicativo Prisma são de Darcy Penteado (Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol, tradução de Monteiro Lobato) e Sara Ávila de Oliveira (Pedro, de Bartolomeu Campos Queirós)
  • Os textos de Fayga Ostrower foram tirados do livro Criatividade e Processo de Criação, Editora Vozes, 30ª edição.

Bom Domingo e Boa Semana!

 

Justos, próximos e verdadeiros

Nesse último feriado, fui com o Vico e um amigo dele, que é um amor, fazer um lanche aqui perto de casa. Para minha triste surpresa o amigo solta a declaração de que quando crescer quer morar em qualquer país da Europa ou da América do Norte, pois odeia o Brasil. O único argumento que foi usado para justificar seu horror ao país foi a violência, mas felizmente ele não foi  assaltado até hoje. Cheguei a comentar que meu pai já foi assaltado duas vezes na Europa, mas o amigo se manteve firme na sua convicção.

paz, esperança e respeito

Coincidentemente, o Ludo havia me mostrado no final de semana um vídeo em que o professor e historiador Luiz Antonio Simas fala do branqueamento físico e cultural do Brasil no início da República. Os intelectuais brasileiros da época queriam esconder e até eliminar a cultura afro-brasileira presente nas cidades, como o Rio de Janeiro, para que o Brasil pudesse se passar por um pedaço da civilização europeia na América do Sul e o Rio pela Paris da “Belle Èpoque” nos trópicos. Nesse contexto, o samba, por exemplo, foi classificado como crime pela Lei de Vadiagem, que vigorou por 40 anos.

igualdade

Outra coincidência desse final de semana foi a matéria exibida no Fantástico que afirmou que existe um povo que é mais honesto do que todos os outros do planeta: os dinamarqueses. Como se existisse realmente superioridade de caráter entre os povos e não circunstâncias demográficas, econômicas etc.

eleitor, expressão, escola

Por que praticamos esse “bullying” contra nós mesmos, em vez de sermos justos, próximos e verdadeiros?

Justos, próximos e verdadeiros

Tirei do livro “Correspondência”, de Bartolomeu Campos Queirós,  com desenhos de Angela Lago, as imagens e poesias que ilustram esse post. Nesse livro, que eu guardo desde criança, amigos enviam cartas uns para os outros para que as palavras somadas se tornem a Carta Maior (Constituição).