Criatividade até o fim do livro

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Para abrir a última parte da resenha de “Ser Criativo – o poder da improvisação na vida e na arte”, escolhi um trecho que me comoveu. Nele, Albert Einstein, do alto da sua genialidade, fala da retomada dos questionamentos da infância:

“Um adulto normal nunca ocupa sua cabeça com problemas como tempo e espaço. Na sua opinião tudo o que havia a aprender sobre esse assunto foi aprendido na infância”. Dizia o grande cientista: “Eu, ao contrário, me desenvolvi tão lentamente que só comecei a me questionar sobre tempo e espaço quando já era adulto”.

Depois da infância, segundo o livro, entre outras, duas forças se destacam na luta contra a criatividade. Essas forças são a crítica e o medo.

Ao explicar o “fantasma da crítica”, Stephen Nachmanovitch divide a crítica segundo o tempo da criação:

  • A crítica construtiva ocorre paralelamente ao tempo da criação, como um feedback contínuo.
  • A crítica obstrutiva atua antes (bloqueio) ou depois (rejeição ou indiferença) da criação.

Na crítica construtiva, “os dois parceiros, musa e revisor, estão sempre em sincronia, como um par de bailarinos que se conhecem há muito tempo”.

Antes de chegar nos frutos da criatividade, outra listinha do autor que me chamou a atenção foi a dos medos que tolhem a criatividade.

Os budistas assim definem esses 5 medos que impedem a nossa liberdade:

  • Medo de perder a vida
  • Medo de perder os meios de subsistência
  • Medo de perder a reputação
  • Medo dos estados alterados de consciência
  • Medo de falar em público (que é o mesmo medo de dizer o que se pensa, o medo da exposição e o bloqueio da escrita, por exemplo).

Finalmente, ao chegar nos frutos da criatividade,  encerro a leitura deste livro em um parágrafo que sintetiza suas ideias principais:

“A criatividade sempre envolve uma certa dose de disciplina, autocontrole e sacrifício. Planejamento e espontaneidade se tornam uma coisa só. Razão e intuição passam a ser duas faces da mesma moeda”.

Espero, sinceramente, que os melhores momentos que selecionei da leitura de “Ser Criativo – o poder da improvisação na vida e na arte”, também tenham sido proveitosos para quem me acompanhou até aqui.

Obrigada!

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