Felicidade Contagiante

Ontem, bem cedo, por conta das chuvas de verão e, consequentes, trombas d`água, saímos de casa em direção ao Poço da Rocinha, em Secretário, distrito de Petrópolis.

O Vico queria ter ido, mas estava com muito sono. O Ludo não foi porque está no Rio.

Uma hora de viagem, partindo do Centro de Petrópolis.

Casais, famílias, amigos, quase todos munidos de churrasqueirinhas ou bolsas térmicas grandes, outros com carvão pra improvisar com as pedras locais um almoço ainda mais raiz.

Só uma barraca vendendo bebidas, salsichão e queijo coalho.

Ao redor, verde pra todo lado e vários níveis de piscinas naturais depois das cascatas.

Não é lugar pra contar vantagem por aí que é exclusivo porque poucos conhecem ou mostrar que está com dinheiro sobrando pra viver essa experiência, nem precisa se preocupar em exibir um corpo “decente”.

Em suma, ninguém querendo ser o dono dessa festa, nem rei no meio de uma gente tão modesta.

Cada um contribuindo com seu bem estar trouxe algumas horas de bem estar coletivo.

Quando chegamos, ainda empolgados pelo passeio, o Vico pediu pra voltarmos lá com ele.

Antes de dormir, eu perguntei a ele, que está de férias, o que tinha pra fazer na manhã seguinte:

Nada. Só ser feliz.

Boa Semana a Todos!

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Brincadeira Profana e Feliz

crianças brincando

Atualmente estou lendo vários livros ao mesmo tempo. Em um livro sobre Cinema e Educação, por acaso, encontrei algumas reflexões interessantes sobre brinquedo que achei que valeria a pena compartilhar aqui no blog.

Brinquedo – Objeto de Culto

“Muitos dos brinquedos mais antigos, tais como bola, arco, roda de pena, pipa entre outros, foram impostos às crianças como objetos de culto, os quais só mais tarde e graças à força da imaginação infantil transformaram-se em brinquedos”.

“Foram as crianças in-fantes (sem fala) ainda, que, sacudindo objetos de culto, inventaram o chocalho, por exemplo”.

A brincadeira , portanto, profanou objetos que seriam sagrados.

Pipa

Brinquedo – Objeto de Consumo

“Através do sofisticado bombardeio imagético – eficazmente orientado por especialistas -, é que a criança aprende que necessita consumir todos esses brinquedos- que hoje ocupam o lugar do brincar”.

Profanar o sagrado do consumo equivale a brincar e brincar significa sempre libertação“.

Ocorre que “brincar simplesmente não garante a profanação do sagrado da cultura do consumo”.

Além de permitirmos o espaço da brincadeira, precisamos rever o que aprendemos desde pequenos, assistindo a televisão, para que as crianças não repitam o mesmo padrão: que para ser feliz é preciso ser famoso e ter sucesso.

casa de bonecas

O livro de onde tirei as citações foi Cinema e educação: Reflexões e experiências com professores e estudantes de educação básica, dentro e fora da escola, de Adriana Fresquet – professora da Faculdade de Educação da UFRJ e coordenadora da Rede Latino- Americana de Educação, Cinema e Audiovisual (Rede Kino).

Os desenhos são do meu almanaque favorito desde 1987: The Second Kids World Almanac of Records and Facts, de Margo McLoone-Basta e Alice Siegel