Ser criativo até o fim da infância

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O livro “Ser Criativo – O poder da improvisação na vida e na arte”, do violinista, compositor, poeta, professor e designer gráfico Stephen Nachmanovitch é para todos.

Não é preciso ser artista para aproveitar a leitura e “a compreensão, a alegria, a responsabilidade e a paz que nascem do uso total da imaginação humana”.

O autor trata deste tema, difícil e almejado por pessoas de todas as artes e ofícios, de uma forma simples e profunda, usando citações, casos engraçados e metáforas.

Seguem algumas anotações que eu fui fazendo nas páginas do livro:

Pré-requisitos da criação:

  • Amor
  • Concentração
  • Prática
  • Técnica
  • Uso do Poder dos Limites
  • Uso do Poder dos Erros
  • Risco
  • Entrega
  • Paciência
  • Coragem
  • Confiança

O que mais me sensibilizou nas páginas iniciais foi a relação entre brincadeira, improviso e evolução.

Os antropólogos descobriram que um dos talentos primitivos das formas de vida mais evoluídas é o “galumphing”.

O que é galumphing? É o termo inventado por Lewis Carrol, autor do clássico “Alice no país das maravilhas”, entre outras obras, para traduzir o jeito de andar desajeitado, que consiste em um galopar triunfante. Este termo aparece no poema Jabberwocky (Jaguadarte, em português), em “Alice através do espelho”.

Nós “galumphamos” quando criamos obstáculos pelo caminho só para desfrutar o prazer de vencê-los e, assim, seguimos experimentando combinações e permutas com o corpo, com as palavras, com os sons e as demais maravilhas do mundo, ampliando pensamentos e sensações que não seriam possíveis se fôssemos regidos apenas pelos valores imediatos da sobrevivência.

Como este livro merece ser saboreado em vez de engolido, dividi sua resenha em 3 partes.

Pelo índice, encontrarei nas próximas páginas, “o fim da infância” como um dos obstáculos do ser criativo; o que já era de se imaginar…

Espero ter a sua companhia nessa leitura até “os frutos da criatividade”.

alice

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