Um desejo para 2017

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Quando o Ludo nasceu, ganhei de presente de uma amiga o livro O Direito à Verdade, cartas para uma criança, do pediatra e psicanalista argentino Leonardo Posternak.

Neste livro ele trata com delicadeza de temas como ser criança no Brasil, aceitar a separação dos pais, enfrentar a morte de alguém querido, ganhar um irmão entre outras situações presentes nas vidas das famílias e das crianças.

Uma poesia deste livro inspirou meu desejo para 2017.

Espero que no ano que se renova as relações entre pais e filhos e demais familiares sigam os versos dessa poesia, que traduzem o respeito, o cuidado e o amor que deve definir os vínculos familiares.

“Quero que me ouças, sem julgar-me.

Quero que opines sem dar conselhos.

Quero que confies, sem muitas exigências.

Quero que me ajudes, sem decidir por mim.

Quero que me cuides, sem me anular.

Quero que me mires, sem projetar-te.

Quero que me abrace, sem asfixiar-me.

Quero que me animes, sem empurrar-me.

Quero que me sustentes, sem apoderar-te de mim.

Quero que me protejas, sem mentiras.

Quero que te aproximes, sem invadir-me.

Quero que conheças (de mim), o que te desagrada.

Quero que o aceites, sem tentar mudá-lo.

Quero que saibas, que hoje, podes contar comigo…

sem condições…”.

Sei como é difícil seguir esses versos no cotidiano corrido e cheio de exigências sociais, mas desejo para todas as crianças, adolescentes e suas famílias a sabedoria para conviverem como sugerem os desejos da poesia.

Feliz Ano Novo!!!

 

 

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