Comic Con Experience

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O passeio à feira Comic Con, em São Paulo, este fim de semana, foi intenso (inclusive pelas filas imensas e pelo barulho incessante), mas o que importa é que os meninos adoraram.

Tinha lojas só de Mangá, como a Comix e a JBC, vários Cosplayers (pessoas fantasiadas dos personagens dos animes, mangás, filmes do universo Marvel), além de vários painéis com escritores, desenhistas, Youtubers populares e profissionais responsáveis por efeitos especiais em séries e filmes de ação e terror, entre outras atrações.

Uma agradável surpresa foi encontrar o escritor Ian Livingstone, famoso autor de Livros-Jogos. Ele estava lá no stand da Editora Jambô e autografou “O Feiticeiro da Montanha de Fogo” e “Retorno à Montanha de Fogo” pra mim! Esses livros são uma viagem à minha infância.

Agora, além das pilhas de mangá, que o Vico está devorando, ele vai poder experimentar esse tipo de leitura que me garantiu muita diversão.

O Ludo não se interessou pelos mangás, mas como ele gosta de jogar RPG, pode se entusiasmar com os livros do Ian Livingstone, que são lidos junto com lançamento de dados, para decidir as batalhas, e com anotações sobre habilidades, energia e sorte na Ficha de Aventura!

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A ponte dos quadrinhos

O Vico, com 11 anos, começou a se interessar por mangás por causa de um desenho animado japonês (anime).

O Ludo também teve uma fase de quadrinhos. Ele leu montanhas de gibis da Monica, muitos do Garfield e de heróis da Marvel, como o Espetacular Homem Aranha.

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Dizem que ler quadrinhos é criar uma ponte entre livros com figuras e livros de contos e crônicas.Um professor de literatura da Universidade de Washington, em Seattle, reforça essa ideia no  site americano Parents-choice.org.

O professor Drego Little era um menino que amava quadrinhos e, dos 8 aos 15 anos, deu um salto de qualidade no seu vocabulário e aprendeu muito com esse tipo de leitura. Ele explica porque os quadrinhos são a ponte para outros livros:

  •  A linguagem dos quadrinhos pode ser tão complexa quanto a dos livros.
  • Os quadrinhos desmembram o tamanho do texto e o ritmo da leitura fica mais confortável.
  • As imagens dos quadrinhos ajudam a compreensão do texto.
  • Ler frases longas e palavras complexas se torna menos ameaçador.

O professor Little conta que seu filho se tornou um leitor assíduo depois de conhecer o mangá Ironfist, de Takeshi Maekawa, sobre um menino que lutava Kung Fu e desafiava adultos em campeonatos por toda a China. Acho que o Vico pode gostar…

Ele indica, ainda, os quadrinhos que fizeram parte da sua infância e da adolescência:Nebula (X-Men), Mead (Thor) e Radiation (Homem Aranha) e recomenda, entre outros: Bone, Akiko e Usagi Yogimbo.

Não encontrei o mangá do Vico nas bancas de revista aqui perto de casa, então comprei pela internet no site da loja comix.com.br

Espero que ele aproveite a travessia pela ponte.