Vertigo, Legendas e O Clube do Filme

Hoje estamos ilhados em casa, assistindo filmes, lendo, conversando e comendo as guloseimas que separamos para esse feriado.

Assistimos Vertigo – Um corpo que cai, de Hitchcock, junto com o Ludo, o Vico, o vovô e a vovó.

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Lembro que eu não conseguia ver esse filme até o fim quando era criança, apesar de me sentir atraída pelo clima de suspense desse diretor incrível. Não era medo, mas falta de concentração para acompanhar os diálogos dos personagens.

Durante a minha infância e a adolescência eu queria ter conseguido assistir mais filmes do início ao fim e ter enfrentado alguns parágrafos espinhosos nos livros para alcançar a satisfação produzida pela leitura.

A concentração, a resiliência e a capacidade de leitura são temas que sempre me mobilizaram.

Desde que me tornei mãe, intuitivamente, comecei a achar que assistir filmes estrangeiros legendados podia ajudar a desenvolver a capacidade de permanecer lendo um livro até o fim, que é uma dificuldade para a geração das telas (de televisão, computador e celular).

Nas minhas buscas por uma explicação científica para essa suposição sobre a capacidade de leitura, encontrei uma pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que defende essa ideia dos filmes legendados para melhorar a leitura em crianças e adolescentes.

No experimento da UFSC, realizado com estudantes de 11 a 16 anos, depois de assistirem aos filmes estrangeiros legendados, os alunos tinham que responder questionários sobre os filmes para mostrar o que haviam entendido e a maioria apresentou melhora na capacidade de leitura.

Bem antes de conhecer essa pesquisa, eu havia lido “O clube do filme”, de David Gilmour, que me mostrou a importância da companhia e da conversa nesse processo cinematográfico de desenvolvimento da leitura.

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“O clube do filme” não fala de legenda e leitura, mas está aqui neste post porque é um livro que trata da educação pelo cinema.

Recomendo esse livro, que é um relato do relacionamento do autor com seu filho adolescente. Ele é um pai canadense, crítico de cinema, que resolveu educar o filho assistindo a uma lista de filmes com o garoto e discutindo sobre o que acabavam de ver juntos. O livro é ótimo, mas, infelizmente não está mais aqui em casa.

Quero continuar usando esse artifício delicioso de assistir filmes legendados para a formação da cultura literária e cinematográfica do Ludo e do Vico e já estou prestes a comprar de novo o livro “O clube do filme” no sebo virtual porque não lembro pra quem eu emprestei.

Última Dica: Afastar os celulares antes de assistir filmes com as crianças é indispensável para viver a experiência de assistir um filme integralmente!