Cartas para Ludo e Vico

No século passado, ainda tínhamos o hábito de escrever e enviar cartas pelo correio.

Durante a minha infância, quando viajava com meus pais e fazia alguma amizade nova, trocávamos os endereços para continuar nos comunicando por um tempo (breve, geralmente).

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O que eu achava mais legal de receber correspondências de lugares distantes era sentir, até pelos cheiros, cores e texturas do papel e do envelope, os ares da vida que poderia ser a minha, se eu tivesse nascido ou me mudado para outro país, outro estado ou outra cidade. Era mais emocionante do que trocar e-mails, até pela surpresa de receber um “presente” dos Correios.

Alguns anos mais tarde, eu fiz inscrição no Pen Friend para treinar inglês me correspondendo com outros adolescentes ao redor do mundo.

Descobri que ainda existe o  International Pen Friends, com mais de 300.000 membros de 8 a 80 anos de idade, espalhados por 192 países, inclusive o Brasil.

Guardei durante alguns anos cartas e cartões postais de Bangkok, Atenas, Lisboa, Nova Jersey, São Leopoldo e Curitiba.

Acho que o Ludo e o Vico também podem se interessar em melhorar o inglês e o português com essa antiga brincadeira de conhecer o mundo.

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