Plantas e Civilização

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Peguei emprestado da avó do Ludo e do Vico o livro Plantas e Civilização, do cientista e professor de bioquímica Luiz Mors Cabral.

Nunca fui boa aluna em ciências, biologia, muito menos em química, mas o livro vai muito além desses assuntos pouco amistosos para mim. As histórias narradas são verídicas e muito envolventes e o livro prendeu minha atenção do início ao fim.

Algumas das curiosidades que descobri sobre as plantas:

  • O símbolo do coração e do amor é uma vagem! A tal vagem que tinha o formato de um coração foi usada como contraceptivo desde o século V a. C. até sua extinção.
  • A maçã só passou a ser respeitada e consumida pelas famílias norte-americanas depois de muita propaganda para desfazer sua associação com bebedeira, porque a Cidra foi a primeira bebida alcoólica que invadiu os lares.
  • A manga, a vaca e o pigmento amarelo usado por pintores, como Van Gogh, por incrível que pareça, estão ligados à independência da Índia, em 1947.
  • Algumas plantas eram muito usadas como antídotos contra doenças e envenenamentos e houve um tempo (até o século XIX) em que centros urbanos como Paris, Londres e Amsterdã tinham suas próprias fórmulas dessas plantas como segredos estratégicos.
  • Na Idade Média, o fungo esporão nas plantações de centeio causava a doença do fogo sagrado. Essa doença podia gerar desde gangrena até a loucura daquele que fosse infectado. Por causa dessa problemática com o centeio, a batata, que antes era discriminada por causar flatulências, passou a fazer mais sucesso na Europa e nos Estados Unidos.

Além desses casos, a baunilha na receita secreta da Coca Cola, a cerveja de mandioca dos índios Tupinambás (primeira cerveja brasileira) e várias aventuras históricas em nome de especiarias são contadas de forma muito inspirada e divertida pelo autor.

Este foi o primeiro post da categoria “Mãe que lê”.

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