Dança da Solidão

retalho grandes flores azuis

Esse é mais um post livremente adaptado a partir de uma matéria da revista Psychology Today, que tem assuntos bem interessantes.

Muita gente tem medo da solidão por associá-la a algum tipo de abandono ou à falta de habilidades para se relacionar, como na triste e bela música Dança da Solidão gravada na poderosa voz da cantora Marisa Monte:

“Solidão é lava que cobre tudo

Amargura em minha boca

Sorri seus dentes de chumbo…”

De fato a solidão crônica é tão prejudicial à saúde quanto o tabagismo e a obesidade, além de estar ligada à incidência de depressão e de distorcer a percepção sobre os vínculos com os amigos e outros entes queridos.

O solitário passa a acreditar que é menos amado do que na verdade é e se afasta ainda mais de quem lhe quer bem, criando um círculo vicioso.

flores azuis e brancas

A solidão, porém, não segue um critério objetivo.

As distorções individuais  sobre os vínculos fortes ou frágeis nos relacionamentos são os gatilhos da solidão.

Pessoas casadas e com diversos telefones de amigos na agenda podem ser solitárias.

Da mesma forma, há quem viva sem outra companhia em casa e tenha poucos contatos no dia a dia, mas não sinta solidão.

Soluções Possíveis

  • Lembrar os gestos de carinho e consideração de amigos e familiares
  • Perceber que a solidão traz uma postura muito crítica e até agressiva com os outros
  • Buscar o otimismo e a atitude positiva diante da vida para que sua mente não sabote o esforço de estabelecer conexões com as pessoas
  • Revisitar lugares e experiências favoritas com aqueles que tornaram esses momentos especiais e que ainda estão na sua vida
  • Conseguir se colocar no lugar do outro antes de julgá-lo e se afastar

Espero que esse post possa informar ou ajudar as pessoas que sofrem ou assistem alguém sofrendo a solidão.

florido colorido

 

 

Anúncios

Faz Bem ao Coração

medico e boneco

Este post não é sobre alimentação saudável e exercícios, mas sobre relacionamentos em geral.

Hoje em dia, as varas de família e do trabalho estão mais atentas à violência psicológica dentro de casa e no ambiente profissional, mas nem sempre foi assim e ainda existe muita tolerância ao que não deixa pistas pelo corpo, mas que também faz muito mal à saúde física e mental.

Indico os livros da francesa Marie France Hirygoyen, pesquisadora, psiquiatra e psicanalista, que estuda o assédio moral na família e no trabalho desde os anos 1990.

Ela explica que em uma relação afetiva perversa existe uma ação de apropriação, em que o outro se despossui; uma ação de dominação, em que o outro é mantido em estado de dependência e uma ação de impressão, em que o objetivo é imprimir no outro características negativas.

Lua de Fel, de Roman Polanski, é uma dica de filme que mostra a trajetória de uma relação afetiva perversa, como descrito pela pesquisadora francesa.

De acordo com a revista Psychology Today, que estou lendo à conta gotas, existem alguns sinais de que é hora de sair de um relacionamento amoroso. Acho que esses sinais também valem para outros laços afetivos:

  • Você não se reconhece mais: Tudo o que você gostava no seu jeito de ser e que fazia parte da sua singularidade sumiu.
  • Você tem que provar o tempo todo que vale à pena para o outro
  • Você se sente testemunha de um relacionamento em vez de parte deste: Como se o vínculo fosse um certificado que a pessoa carrega, mas não exerce na prática.
  • Você desistiu de ter uma relação saudável com a pessoa que mais importa na sua vida: Você!

Espero que o amor que o Ludo e o Vico recebem em casa e que eles assistem entre mim e o padrasto deles ajude a fortalecer e proteger seus corações!

Love

Nestes tempos em que estamos aprendendo a aceitar as diferenças nos outros, saber aceitar e amar quem somos e nossas singularidades é fundamental. Respeitar os limites de quem convive com a gente também!

A ilustração do médico com o boneco e a criança é do maravilhoso Norman Rockwell. A foto com efeito do aplicativo Prisma é minha e do maridão!