A ponte dos quadrinhos

O Vico, com 11 anos, começou a se interessar por mangás por causa de um desenho animado japonês (anime).

O Ludo também teve uma fase de quadrinhos. Ele leu montanhas de gibis da Monica, muitos do Garfield e de heróis da Marvel, como o Espetacular Homem Aranha.

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Dizem que ler quadrinhos é criar uma ponte entre livros com figuras e livros de contos e crônicas.Um professor de literatura da Universidade de Washington, em Seattle, reforça essa ideia no  site americano Parents-choice.org.

O professor Drego Little era um menino que amava quadrinhos e, dos 8 aos 15 anos, deu um salto de qualidade no seu vocabulário e aprendeu muito com esse tipo de leitura. Ele explica porque os quadrinhos são a ponte para outros livros:

  •  A linguagem dos quadrinhos pode ser tão complexa quanto a dos livros.
  • Os quadrinhos desmembram o tamanho do texto e o ritmo da leitura fica mais confortável.
  • As imagens dos quadrinhos ajudam a compreensão do texto.
  • Ler frases longas e palavras complexas se torna menos ameaçador.

O professor Little conta que seu filho se tornou um leitor assíduo depois de conhecer o mangá Ironfist, de Takeshi Maekawa, sobre um menino que lutava Kung Fu e desafiava adultos em campeonatos por toda a China. Acho que o Vico pode gostar…

Ele indica, ainda, os quadrinhos que fizeram parte da sua infância e da adolescência:Nebula (X-Men), Mead (Thor) e Radiation (Homem Aranha) e recomenda, entre outros: Bone, Akiko e Usagi Yogimbo.

Não encontrei o mangá do Vico nas bancas de revista aqui perto de casa, então comprei pela internet no site da loja comix.com.br

Espero que ele aproveite a travessia pela ponte.