Idade, Tempo e Forma

AS CINCO IDADES DOS SERES HUMANOS

humanos de ouro

Os primeiros homens eram de ouro. Viviam como deuses, sem trabalhos, nem sofrimentos. Não sentiam dores e apenas adormeciam para morrer.

Os seguintes foram os homens de prata. Estes viviam muito tempo como crianças, cem anos no colo das mães. Quando se tornavam adultos, destruíam uns aos outros. Zeus os escondeu debaixo da terra.

homens de prata

Quando Zeus decidiu fazer os homens de freixo (madeira), como suas lanças, as casas de armas já eram de bronze.

homens de freixo

 

Depois, vieram os humanos de bronze. Comiam carne, matavam-se uns aos outros e foram destruídos no Dilúvio.

diluvio

Finalmente, com a idade de ferro, a vergonha e a justiça deixaram a Terra e não houve mais fim para os trabalhos e os sofrimentos…

Fim

mae coloca pra dormir

 

FORMIDÁVEL

A palavra “formidável” já significou “terrível”, “medonho”, “pavoroso”. Passou a ser sinônimo de “enorme” e “descomunal”, mas atualmente quer dizer “sensacional” e “admirável”. Mudam-se os tempos e a forma de perceber o que é FORMIDÁVEL!

O UNICÓRNIO

Cabeça e tronco de cavalo, braços e pernas de cervo, cauda de leão, um único chifre no meio da testa. Este ser fantástico representa pureza. O seu chifre tem o dom de identificar veneno e desfazer seu mal.

PÉGASO

Símbolo da imortalidade. Cavalo alado, nascido do sangue da medusa, decapitada por Perseu. Capturado por Belerofonte. Juntos mataram o monstro Quimera.

unicornio alado

RICARDO

Vive tu meu menino, os belos anos

Junto dos teus, na doce companhia

Do que há de melhor em corações humanos,

E faze deste dia eterno dia.

(Machado de Assis)

 

carranca

ENIGMA

Decifre o enigma da esfinge: Que criatura pela manhã tem quatro pés, ao meio dia tem dois e à tarde tem três?

 

*As ilustrações alteradas com o aplicativo Prisma são de Michelle Iacocca, Entre neste livro – A constituição para crianças (texto de Liliana Iacocca), Jan Parker, Mitos e Lendas da Grécia Antiga (texto de John Pinsent, tradução de Octavio Mendes Cajado) e Morella Fuenmayor, A cama da mamãe (texto de Joi Carlin, tradução de Ana Maria Machado).

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Duas Linhas

Hoje cometi uma ousadia aqui no blog.

Escrevi uma poesia. Ou seria prosa poética?

Da última vez que me aventurei como poetisa e mostrei para alguém minha produção eu estava no primário (ensino fundamental). Na época foi ótimo. Ganhei os parabéns dos colegas e da professora na escola.

De lá pra cá não tive outra oportunidade ou fiquei com vergonha de me expor. Não sei o que veio primeiro.

Duas linhas é sobre a amizade e a passagem do tempo.

Duas linhas

Era uma vez dois rolos de linhas.

Foram comprados juntos para costurar roupas de criança pequena.

Viviam se sujando no recreio, de gelatina, suco e areia.

Depois de lavados e colocados no sol para secar espichavam.

Já não serviam para criancinhas, mas para bolsas de meninas vaidosas,

Nelas, guardavam suas bijuterias de corações e papéis de carta coloridos.

Os rolos ainda tinham muita linha para desenrolar.

Surpreendentemente as espessuras das linhas mudavam conforme se descobriam.

Enfeitaram as camisetas das jovens colegiais com flores românticas e delicadas.

As linhas seguiram juntas por muito tempo.

Passavam a combinar com novos tecidos e texturas em colchas de retalhos e tapeçarias.

Remendaram a toalha de mesa no Natal, usada desde a virada do século XXI.

Vinte anos se passaram e com eles aniversários, bailes, festas, casamentos e batizados.

Só uma linha conseguia se lembrar de tudo que tinham vivido.

A outra se preocupava em estar fina para passar pelo buraco da agulha.

De amigas, passaram a concorrentes e, enfim, paralelas, jamais se cruzando novamente.

Um rolo ainda estava guardado no armário até hoje. Do outro já não restava um fiapo.

linhas