Doze Anos do Vico!

pintinhos

Pingo e Pollito eram alguns dos vários apelidos que eu inventava para o meu caçula magrinho e valentão nos primeiros anos de vida.

Amor Incondicional vai ser sempre meu presente de aniversário, Natal, Dia de Iemanjá, Dia da Árvore e todos os instantes que fizerem parte dos Calendários.

Raiva é o que às vezes você sente e ainda vai sentir de mim e da vida ao ouvir Não. Meus Nãos são Sim para sua Saúde, sua Autonomia, sua Segurança e sua Felicidade. Sua raiva será sempre passageira.

Amor Incondicional também é o presente que seu irmão te dá desde 19 de agosto de 2005. Suspeito que ele vai manter essa tradição a vida toda.

Bravura ainda é uma das suas qualidades mais evidentes, meu pequeno leão.

Estrelas e planetas foram suas primeiras curiosidades pregadas no teto, na parede, na imaginação e saíam em forma de perguntas sobre o que estamos fazendo no Universo.

Ninguém alcançava a velocidade da luz da sua corrida quando você juntava os bracinhos pra trás e se lançava como o Flecha, dos Incríveis.

Sabetudo: Hoje você se surpreende que eu ainda saiba algumas coisas. Do alto de seus 12 anos e com acesso à Internet ninguém pode ser mais sabido. Com 12 anos eu também sabia tudo.

Vico é seu nome apenas na Certidão de Nascimento do Blog Ludo e Vico.

Impossível é uma palavra que se esconde de você, meu bravo guerreiro.

Como uma onda foi a música que mais cantei pra você dormir balançando na rede ou sentada ao seu lado na cama.

Orgulho é o que nós que te amamos e participamos da sua vida sentimos de você!

Parabéns Vico!

Feliz Aniversário!

Beijos Mamãe

leao

 

 

 

 

Letramento mediado pelas telas

livro laranja

Durante o curso de Pedagogia me interessei por tecnologias para a educação e por alfabetização e letramento.

Comecei a faculdade pesquisando sobre a “Universidade do Ar”, sob a supervisão da professora de História da Educação da PUC-Rio, Patrícia Coelho,  e terminei escrevendo a minha monografia sobre o tema “Letramento mediado pelas telas”, pela Universidade à distância Unyleya.

Publiquei o tema da monografia em formato de e-book pela Amazon, ontem, e já está disponível!

Seguem algumas das ideias principais do livro:

Alfabetização e Letramento

Letramento e alfabetização são conceitos distintos e interdependentes:

A alfabetização é o domínio de um código e das habilidades de utilizá-lo para exercer a arte da leitura e da escrita.

O letramento é a capacidade de ler ou escrever para atingir diferentes objetivos, como obter informação, interagir com outros, imergir no imaginário, ampliar conhecimentos, seduzir etc.

As Telas e o Letramento

Hoje, boa parte do letramento acontece nas telas.

As telas pelas quais ocorre o letramento são o computador, o celular, a televisão e o cinema.

Pesquisei o letramento em cada uma das mídias acima e também no rádio, que, apesar de não ser tela, foi a primeira forma de educação a distância no começo do século XX, no Brasil.

As Gerações e os Multiletramentos

 

Procurei estabelecer comparações entre o letramento dos nativos digitais e das gerações de seus pais, para identificar as vantagens e desvantagens do uso das telas no letramento.

Pretendi reconhecer como os alunos estão se relacionando com a leitura, a interpretação dos textos e a escrita quando não estão usando as telas e avaliar se os meios eletrônicos ajudam, atrapalham o letramento.

É inegável que as telas apresentam novos e múltiplos caminhos para a aquisição e domínio do que se lê e escreve e que seu uso no letramento dos indivíduos é uma realidade, sejam eles nativos digitais ou não.

Quem tiver curiosidade em saber mais sobre o tema e quiser adquirir o livro que eu publiquei na Amazon é só clicar aqui.

Quem quiser continuar conversando sobre letramento e tecnologias para a educação, vou adorar usar esse espaço mediado pelo Ludo e Vico.

O letramento está em toda parte!

livro azul

 

 

Os Blogs e a Convivência

outono

Quando comecei o blog em outubro do ano passado me sentia uma pirralha no meio dos grandes que já sabiam como se comunicar, combinar listas entre si e conquistar seguidores.

Parecia impossível conseguir que alguém lesse minhas anotações sobre livros, brincadeiras, passeios e cotidiano familiar, mas aos poucos fui entendendo a mecânica dos blogs, desenferrujando a escrita e virei blogueira!

Ao longo desse breve percurso apareceram blogs que foram muito amistosos e acolhedores. Alguns, inclusive, eu indiquei no Versatile Blogger Award e no Mystery Blogger Award. Esses prêmios são um exemplo da troca de gentilezas entre blogueiros e blogueiras que é muito bonita e que ocorre nas postagens, independentemente dos prêmios. O convívio harmonioso que aparece nas mensagens e nas conversas escritas nem sempre ocorre fora do mundo mágico da blogosfera.

O hábito de reconhecer algo de bom que alguém realizou e que apreciamos e, consequentemente,  elogiar o feito é uma “regra de etiqueta” dos blogs que está meio esquecida fora das telas e poderia ser exportada para a vida presencial, que tal?

Outra regra da blogosfera bem interessante é compartilhar conhecimentos e explicá-los de boa vontade para os leitores interessados, que na vida real parece inviável pela falta de tempo ou encurtamento da paciência!

Não acho que a vida seja perfeita na internet ou fora dela, mas há sempre algo de belo para ser exportado ou compartilhado de um lado para o outro da tela, como:

  • Gentileza
  • Paciência
  • Reconhecimento
  • Solidariedade

Esse pequeno post foi inspirado no meu avô paterno que faria 106 anos hoje e foi uma das pessoas mais doces e educadas que eu já conheci e de quem sinto muitas saudades.

folhas de outono

 

Bom Final de Semana!

Feliz Dia dos Pais. dos Padrastos e dos Avôs!

Diversão dentro e fora de casa

O blog Renata Papeleira iniciou uma série de posts na última sexta-feira sobre o que fazer em casa pra se divertir sem ter que gastar dinheiro que me inspirou a escrever sobre este fim de semana.

Ontem, excepcionalmente, saímos pra ir ao cinema (gastamos $ em vez de baixar o filme), mas foi por uma excelente razão: o Ludo que não costuma querer fazer programa em família porque já está adolescente e só quer sair com os amigos ou sozinho, nos convidou pra ir ao cinema com ele o Vico!!!

Fomos assistir ao filme Planeta dos Macacos: A Guerra.

Os meninos adoraram. Já tinham assistido outros filmes que também são Planeta dos Macacos, na televisão e no cinema, até mesmo aos mais antigos dos anos 1960 com o Charlton Heston, baixados na televisão.

Cinema+Pipoca+Passeio na Livraria+Sorvete= Programão em Família e Felicidade Suprema no meu Coração.

Coração de mãe

Agora minha dica que é custo zero, faz bem para os olhos e para a alma, antes da visita de domingo aos avós, uma visita ao site da escritora e ilustradora Eva Furnari.

Felpo Filva

O Vico estudou matemática pelo livro Problemas Boloridos e português pelo Felpo Filva. O Ludo leu O Segredo do Violinista, Adivinhe se Puder, Caça-Fumaça e várias outras obras escritas e ilustradas por esta criativa e premiada autora.

Eva Furnari é famosa pela Bruxinha que aparece em alguns de seus livros, mas sou especialmente apaixonada por seu coelho poeta Felpo Filva.

Recomendo a descoberta da Eva Furnari e do seu site para quem gosta de observar pessoas criativas (ela mostra parte do seu processo de criação no site) e vai aproveitar o dia de hoje ou outros dias pra ficar em casa.

Bom domingo!!!

Caça Fumaça

 

A inteligência do Facebook

panda

Fiquei muitos anos sem participar de redes sociais até decidir inventar este blog. Ainda no início de 2017 eu só abria a internet em casa para usar o Google, o Yahoo e o Gmail.

Atualmente, participo de duas redes sociais. Tenho o Facebook do Ludo e Vico e o Instagram do Ludo e Vico. Não domino a nomenclatura da área, mas acho que o blog além de ser considerado mídia social pode ser também uma rede social porque troco muitas ideias por aqui com os outros blogs, o que nem sempre ocorre nas redes sociais nem nas rodas de amigos e conhecidos!

Bom, feita a introdução e entregue o convite a quem quiser me acompanhar nas redes,  esse post é sobre algo que eu li hoje no Facebook e achei interessante comentar e adaptar: um artigo sobre inteligência emocional da autoria de Travis Bradberry, veiculado pelo Huffpost.

Tem gente que ainda acha inteligência emocional bobagem, como se o fato de ser bom aluno ou bom atleta ou talentoso para as artes por si só resolvesse a vida profissional e afetiva de qualquer pessoa.

Essas aptidões podem ser muito importantes, mas não prescindem da necessidade de conseguir perceber melhor a si mesmo e aos outros no mundo, de compreender os próprios sentimentos, os significados da comunicação verbal e não verbal, ou seja, de desenvolver a inteligência emocional.

Pensar que inteligência emocional é frescura é o mesmo que ignorar a cultura e os conflitos que fazem parte da vida em sociedade.

Travis Bradberry listou 18 ítens que ele considera importantes para a inteligência emocional. Eu selecionei apenas 4 que eu acho mais significativos e também mais raros e que gostaria de desenvolver nos meus filhos, em mim e em todas as pessoas que eu puder alcançar com esse post.

marcador de coração

  • Ter Curiosidade Sobre as Pessoas: Antes de sonhar visitar lugares remotos onde as pessoas aprendem a viver de outras formas, tenha curiosidade por aqueles que vivem perto de você, que trabalham com e/ou para você, por quem você passa na rua, pelos outros humanos que você vê diariamente há anos. Travis escreveu e eu assino embaixo: “A empatia é a porta de entrada da inteligência emocional elevada”.
  • Aceitar Mudanças: O medo da mudança é paralisante e ameaça a própria felicidade. Crie planos para as eventuais mudanças que possam ocorrer. A capacidade de se adaptar é da nossa natureza, apesar do sofá, do controle remoto e do celular conectado ao wifi.
  • Conheça Seus Pontos Fortes e Fracos: Uma vez a orientadora da escola, que era muito chata falou para minha turma – quando eu ainda era adolescente – que nós precisávamos conhecer nossas limitações. Ninguém gostou de ouvir isso. Era o discurso contrário ao da mídia e ao das famílias, que diziam aos filhos e filhas que se estudassem muito ou treinassem bastante poderiam ser o que quisessem. Hoje eu acredito que insistir no que não é o seu ponto forte por dinheiro, status, ou outra justificativa qualquer é falta de inteligência emocional. Conhecer suas limitações não é fraqueza. É saudável.
  • Não se ofender facilmente: “Se você tem segurança de quem é, dificilmente alguém dirá ou fará algo a ponto de pisar no seu calo. Pessoas emocionalmente inteligentes são autoconfiantes e tem mente aberta, o que cria uma grossa camada de proteção.”

gafanhoto.jpg

A lista com os 18 ítens para a inteligência emocional do Travis Bradberry (como apareceu no Facebook) está aqui.

Espero que tenham gostado do post:)

Até o próximo!

 

 

O Direito de Rir

humor

Rir dos outros x Rir com os outros

O Ludo havia me falado do comediante inglês Ricky Gervais, que escreveu The Office. Meu marido baixou a versão americana dessa série que é estrelada pelo ator Steve Carrel e já estamos na segunda temporada. É hilária!

Se você, que está lendo o post, já teve um chefe arrogante, porém ignorante sobre suas próprias funções no trabalho e/ou que adorava fazer piadas desagradáveis para os funcionários vai exorcizar seus fantasmas e se acabar de rir!

A série brinca com as atitudes politicamente incorretas o tempo todo, mas consegue não ser ofensiva, já que o tal chefe – o personagem que encarna todos os preconceitos e abusos de poder- é ridicularizado com olhares de tédio ou de espanto dos funcionários durante o expediente e nos eventos fora do escritório.

tristeza

O Direito de Rir

Yves de la Taille é um professor da Universidade de São Paulo especializado em Psicologia Moral. Há alguns anos eu comprei um livro dele cujo título é “Humor e tristeza: O direito de rir”.

Entre outros temas, ele aborda as piadas de mau gosto, os limites e as alianças entre humor e tristeza, como o humor negro que sempre traz algo triste como tema.

Sobre o direito de rir e o humor, Yves de la Taille explica que existem 2 extremos:

De um lado estão as pessoas que defendem que não há limites para o humor.

Seus argumentos principais são:

  • A liberdade de expressão
  • A única forma de julgar o humor é a sua qualidade, ou seja, se a piada for engraçada (fizer muita gente rir) merece ser contada não importa seu conteúdo
  • O humor é inofensivo. É uma forma de brincadeira que não se deve levar a sério.

Do outro lado estão aqueles que impõem limites intransponíveis para certas formas de humor, como explica o autor:

As razões deste grupo para colocar limites ao riso são variadas porque é um grupo heterogêneo.

  • Há aqueles que proíbem o humor sobre determinados temas como o Sagrado, para alguns religiosos extremistas, por exemplo.
  • Existem os adeptos do politicamente correto, que querem assegurar o respeito a determinados grupos da sociedade para que não sejam alvo de zombaria.

Embora o Professor não se filie a um desses grupos, ele destaca que o humorista tem responsabilidade social e influencia a plateia ao divertir.

Podemos perceber como os programas humorísticos apelam para os estereótipos e os clichês quando falta inspiração. O risco é reforçar preconceitos que demoram para serem desconstruídos.

Ele encerra o livro com o alerta de Doron Rabinovici (2009, p.281)::

“Hoje em dia , é preciso, sobretudo, se perguntar quem ri, com quem ri e contra o quê”.

Chaplin

 

 

 

História Ilustrada do Doce

O Dolce Far Niente do Ludo e do Vico, que estão de férias até domingo, me inspirou a escrever sobre esse livro lindo, informativo e delicioso que ganhei da minha queridíssima tia Francisca: “Mil Folhas – história ilustrada do doce“, da jornalista e tradutora Lucrécia Zappi.

Por este livro, editado pela Cosac Naify, a autora ganhou o prêmio internacional de literatura infantil Bologna Ragazzi Award, na categoria New Horizons, em 2011.

O livro conta tantos fatos históricos e dados geográficos relacionados às guloseimas que eu tive que sortear algumas para sobrar espaço para um cafezinho no final do post!

capa história dos doces

Alfajor

Ela explica, por exemplo, que o alfajor, tem origem árabe (os nomes que começam por “al”, como alfaiate, algodão normalmente têm essa origem).

Era um doce comum nos conventos de Córdoba, na Espanha.

Antes de chegar na Argentina e se tornar típico dos hermanos, não tinha doce de leite na receita e levava gergelim e coentro picadinho.

Brigadeiro

Só na década de 1940 no Brasil os docinhos que se comem em uma só bocada e os bolos de festa com velinhas entraram na moda.

O brigadeiro foi uma homenagem ao militar Eduardo Gomes que se candidatou à presidência da república em 1945 com o seguinte slogan: “vote no Brigadeiro, que é bonito e é solteiro!”

Chiclete

O vidraceiro, inventor e fotógrafo amador Thomas Adams recebeu na sua loja em Nova York a proposta do general mexicano Santa Anna para desenvolver um produto a partir da resina extraída da árvore sapotizeiro.

Adams pensou que poderia fazer pneus com a resina, mas concluiu que o chictli era muito mole para revestir as rodas.

Ao observar uma criança comprando um pedaço de goma de mascar feita de cera de abelha, teve o clic! Adoçou a goma em tiras pequenas e transformou o chictli em chiclete!

historia dos doces

Sorvete

O corajoso aventureiro, Marco Polo, no final do século XIII, provou doces gelados com leites, frutas e mel na Mongólia e ensinou aos venezianos como o leite e o iogurte eram importantes para o povo oriental.

Na Sicilia, à essa época, já faziam uma espécie de raspadinha com gelo, vinho, frutas, pétalas de rosas e jasmim.

Segundo o livro, Catarina de Médici foi a pessoa que mais contribuiu para a fórmula do sorvete nos dias de hoje. Para cada banquete, seu cozinheiro, Rugieri, preparava um sorvete diferente. Além dessa peculiaridade gastronômica, ela ensinou os parisienses a usarem o garfo para comer e a colocarem gelo no copo para esfriar a bebida.

No Brasil, antes do sorvete se popularizar, as pessoas se refrescavam com uma bebida chamada Aluá, feita com farinha de milho ou abacaxi fermentados.

Madagascar era o nome do primeiro navio que trouxe sorvete para nossas terras, em 1834, vindo de Boston. Dos EUA também veio a primeira fábrica de sorvetes que se instalou por aqui, chamada U.S. Harkson, que se tornaria a Kibon anos mais tarde.

doces

Biscoito e Oblata

Doce na idade média ainda não era muito doce porque os recursos para as explosões de sabores eram escassos. Por isso, foi criado o biscoito, pouco adocicado e assado duas vezes para ser bem resistente. Biscoito é uma palavra que vem do latim bis (dois, neste caso, duas vezes) coctus (cozido). Esse doce podia ser consumido durante meses sem estragar. Devia quebrar os dentes. rsrs

A oblata é o biscoito da Roma Antiga que era vendido em troca de moeda ou comida por jovens que trabalhavam nas pastelarias e usavam as sobras para fazer esses biscoitos. Eles tentavam convencer os compradores cantando versos e gritando rimas engraçadas.

Mil Folhas

O grande cozinheiro e confeiteiro Marie-Antoine Carême viveu a miséria e o abandono na infância e a realização profissional, a inventividade e o reconhecimento da Paris aristocrática na vida jovem e adulta no século XIX.

Além da bomba de chocolate, uma célebre invenção sua que eu não poderia deixar de incluir nesta lista de doces incríveis é o bolo que tem 729 camadas de massa e 729 camadas de manteiga. Segundo a autora, Lucrecia Zappi, trata-se de uma “arte da dobradura da massa folhada que já era conhecida entre os gregos e os árabes”, que Carême arredondou a conta para o nome de Mil Folhas.

Uma doce semana para todos!

cafezinho