Só filmes e blogs essa semana

Semana comprida essa que termina hoje.

Na vida presencial meu pai fez aniversário e o Vico pegou uma virose.

No tempo livre acompanhei os escândalos políticos e fiquei assistindo as mesmas notícias como quem assiste reprises de temporadas de um seriado.

Uma menina de 12 anos da escola do Ludo e do Vico desapareceu depois de ir ao mercado sozinha, a poucos metros do local onde sua família comia uma pizza. Deu vontade de sair do Rio e morar numa cidade bem pequena e segura. O Ludo protestou só de me ouvir comentar essa ideia. Fico feliz dele gostar da cidade, da escola e da vida que temos aqui. Eu também gosto. A menina apareceu quase um dia depois, sã e salva graças a Deus. Pode ser sido apenas um ato bastante ousado de rebeldia. Espero que sim.

Cristo

Consegui acompanhar os blogs – hábito que é um prazer e um vício de uns tempos pra cá.  Tenho até medo de gostar de outros blogs e ficar cheia de posts atrasados para ler, além dos livros que estão se empilhando na minha mesa de cabeceira.

Assistimos hoje o filme “Rei Arthur e a lenda da espada”, do diretor Guy Ritchie, do Clube da Luta, entre outros. É divertido. Muita ação, efeitos especiais e algumas piadas. Os meninos gostaram. A resenha do blog Filmose está ótima para quem tiver curiosidade em saber sobre o filme bem mais detalhadamente.

Pegamos na locadora “Como arrasar um coração”, comédia francesa de 2011, que vimos no cinema. É uma recomendação para quem gosta de filmes leves e românticos na medida certa.

Como arrasar um coração

A trama é simples, mas tem um ritmo ágil e momentos surpreendentes. O pai da moça contrata uma agência especializada em terminar relacionamentos para que ela não se case. O problema é que a relação dela com o noivo é perfeita e ela não cai nas armadilhas da agência e nem se interessa pelo sujeito contratado para seduzi-la. As locações são lindas, acho a atriz – Vanessa Paradis- muito charmosa e o galã da agência, contratado para separar o casal, uma figuraça. Gosto de tramas que fazem pensar e filmes cult, mas esse aqui, apesar de não pertencer a estas categorias, é uma delícia.

Bom domingo!!!

 

Versatile Blogger Award

the versatile blogger award

Este post é sobre um concurso que funciona entre os blogs e do qual eu tomei conhecimento hoje.

Como começa ou como acaba não sei, só sei que foi assim:

O Eduardo Jauch do Blog do Jauch indicou 10 blogs que ele gosta, entre eles o blog do Alan Martins: Anatomia da Palavra

O Alan indicou 10 blogs que ele gosta, entre eles o Ludo e Vico!!!

Seguindo os passos que o concurso recomenda:

  1. Agradeci o Alan Martins e compartilhei aqui o link do blog dele: Anatomia da Palavra.
  2. Agora eu tenho que indicar 10 blogs e contar 7 fatos sobre a minha vida que não estão no blog.

Não posso indicar quem me indicou. Uma pena porque o blog do Alan Martins é bem legal. Tem poesia, literatura, cinema, reflexões e ele é uma simpatia.

O Eduardo Jauch também tem um blog ótimo que eu descobri hoje e comecei a seguir também, sobre literatura (contos, poesias),desenhos, aikido e outras coisas da vida (dele).

Os blogs que eu já sigo há mais tempo, gosto, recomendo e, por isso, indico aqui para o Versatile Blogger Award são:

Documento de Viagem para conhecer roteiros completos com dicas de passeios, hospedagens, restaurantes, compras, vacinas, o que levar na mala etc. em viagens pelo Brasil e pelo mundo afora. Quem escreve é o casal Paula e Marcelo.

De frente para o mar para ler sobre assuntos variados escritos com capricho e afeto nas escolhas dos textos e das imagens. Quem escreve é a Claudia.

Rosie Zanutto para quem gosta de artesanato feito de mil e uma formas e materiais diferentes, para vestir, decorar, brincar, ensinar etc. Quem escreve é a própria Rosie.

A caixa de imaginação para quem se interessa por psicopedagogia, literatura infantil, contoterapia, viagens, concursos literários etc. Escrito pela talentosa Claudine Bernardes.

Ju Orosco para ler textos excelentes sobre literatura, cinema, psicanálise, história e aprender muito com essa moça culta e muito simpática chamada Juliane Orosco.

Librorum para o pessoal de Letras ou interessados como eu em conhecer as ideias, visões e histórias de um casal – Helô Lopes e M. V. Delgado – que foi incluindo no blog amigas – Manuela, Biaka e Fernanda – de Petrópolis (RJ) que também adoram ler, escrever, refletir sobre esses prazeres e indicar autores e caminhos para liberar o escritor dentro de cada um de nós.

Qualquer viagem eu vou para saber ótimas dicas sobre viagens e passeios em família, com crianças e adolescentes, no Brasil e no exterior. Escrito pela Ediléia.

Mara Romaro para suspirar com as poesias muito inspiradas da autora Mara Romaro.

Decantando olhares para ler os contos criativos do Marcos Silva.

Rasgando o ventre para ler boas reflexões sobre vários assuntos e situações vividas pela autora, que sempre adorou brincar com as palavras e que, pelo blog, se abre para o mundo. Escrito por Maria Olga.

Esses blogs são alguns dos que eu mais gosto de ler. Infelizmente, não pude colocar todos os que eu gosto aqui porque a lista é limitada a 10 blogs.

7 fatos sobre mim:

  • Não sei andar de bicicleta
  • Jogo tênis uma vez por semana com o Vico
  • O Ludo me ensinou a arrumar as roupas no armário e na mala
  • Sou chocólatra
  • Quando era criança queria ser mãe e bailarina
  • Olho o Cristo Redentor da minha janela
  • Meu marido é meu melhor amigo

Beijos!!!

 

 

Brincadeira Profana e Feliz

crianças brincando

Atualmente estou lendo vários livros ao mesmo tempo. Em um livro sobre Cinema e Educação, por acaso, encontrei algumas reflexões interessantes sobre brinquedo que achei que valeria a pena compartilhar aqui no blog.

Brinquedo – Objeto de Culto

“Muitos dos brinquedos mais antigos, tais como bola, arco, roda de pena, pipa entre outros, foram impostos às crianças como objetos de culto, os quais só mais tarde e graças à força da imaginação infantil transformaram-se em brinquedos”.

“Foram as crianças in-fantes (sem fala) ainda, que, sacudindo objetos de culto, inventaram o chocalho, por exemplo”.

A brincadeira , portanto, profanou objetos que seriam sagrados.

Pipa

Brinquedo – Objeto de Consumo

“Através do sofisticado bombardeio imagético – eficazmente orientado por especialistas -, é que a criança aprende que necessita consumir todos esses brinquedos- que hoje ocupam o lugar do brincar”.

Profanar o sagrado do consumo equivale a brincar e brincar significa sempre libertação“.

Ocorre que “brincar simplesmente não garante a profanação do sagrado da cultura do consumo”.

Além de permitirmos o espaço da brincadeira, precisamos rever o que aprendemos desde pequenos, assistindo a televisão, para que as crianças não repitam o mesmo padrão: que para ser feliz é preciso ser famoso e ter sucesso.

casa de bonecas

O livro de onde tirei as citações foi Cinema e educação: Reflexões e experiências com professores e estudantes de educação básica, dentro e fora da escola, de Adriana Fresquet – professora da Faculdade de Educação da UFRJ e coordenadora da Rede Latino- Americana de Educação, Cinema e Audiovisual (Rede Kino).

Os desenhos são do meu almanaque favorito desde 1987: The Second Kids World Almanac of Records and Facts, de Margo McLoone-Basta e Alice Siegel

 

Longe da árvore

chão do beijo de klimt

Andrew Solomon é um escritor norte-americano que trata de forma profunda e natural uma diversidade de temas nos seus livros.

Além de escritor, ele é jornalista, ativista do movimento LGBT, do tratamento de doenças mentais e das artes, como descreve na sua página.

Os dois livros que eu tenho dele são “O demônio do meio dia” e “Longe da árvore: pais, filhos e a busca da identidade“.

O primeiro é uma enciclopédia sobre a depressão (os sintomas, a aceitação social, os medicamentos, as terapias para o corpo, a mente e a alma, juntas e separadas, e toda a saga do escritor para conviver com a doença). Depois desse livro, os outros que tratam do tema ficaram parecendo cartilha do posto de saúde.

Comprei “O demônio do meio dia” porque queria entender e tentar ajudar pessoas amadas que viviam e vivem um pesadelo quando o tal demônio ataca. Está emprestado.

longe da árvore

O segundo livro, “Longe da Árvore”, também traz as vivências do autor, disléxico e homossexual e de outras minorias tratadas em casa e na rua como deficientes, gênios ou desajustados.

Solomon entrevistou mais de 300 famílias ao longo de uma década  e escreveu sobre anões, surdos, autistas, prodígios, esquizofrênicos, transgêneros entre outros seres humanos diferentes do padrão comum à maioria da sociedade, partindo da forma como suas famílias os receberam no mundo e o impacto dessa relação nos filhos e nos pais.

Uma frase do autor, parodiando Tolstói, que está na orelha do livro resume sua essência:

“As famílias infelizes que rejeitam seus filhos diferentes têm muito em comum, ao passo que as felizes que se esforçam para aceita-los são felizes de várias maneiras”.

São 820 páginas, além das notas de referências. Dá pra ler os capítulos em sequência ou escolhendo sua própria ordem de interesse.

No primeiro capítulo, ele classifica as identidades entre pais e filhos em dois grupos:

  • Identidades verticais: cor da pele, linguagem, religião entre outros traços transmitidos pelas cadeias de DNA ou pelas normas culturais compartilhadas
  • Identidades horizontais: genes recessivos, mutações aleatórias, valores ou preferências que a criança não compartilha com seus genitores.

Segundo o autor:

“As identidades verticais em geral são respeitadas como identidade; as horizontais são muitas vezes tratadas como defeitos”.

meio do beijo de Klimt

Selecionei alguns trechos do primeiro capítulo sobre o conceito de deficiência, saúde e identidade horizontal:

“Ser gay era uma deficiência no século XIX de um modo que não é agora; hoje, é uma deficiência em alguns lugares de uma forma que não é em outros; e, para mim, era uma deficiência na juventude e não o é mais hoje”.

A anorexia, que ele cita como exemplo de doença mental que tem a maior taxa de mortalidade entre esse tipo de doenças, não pode ser estilo de vida defendido pela via da identidade.

“Está claro que identidade é um conceito finito. O que não está claro é a localização dos seus limites“.

O autor narra que sua mãe o ajudou a superar várias dificuldades trazidas pela dislexia, tanto que ele se tornou um jornalista e escritor. Nesse sentido ele traça a linha subjetiva entre doença e identidade na sua vida.

“Em minha própria vida, a dislexia é uma doença, enquanto ser gay é uma identidade. Pergunto-me, porém, se teria sido o contrário caso meus pais não tivessem conseguido me ajudar a compensar a dislexia, mas tivessem alcançado o objetivo de alterar minha sexualidade”.

Sobre o que os filhos escutam quando os pais rezam por uma cura, quando gostariam que aceitassem suas identidades:

“Jim Sinclair, uma pessoa autista intersexual, escreveu: Quando os pais dizem “Eu gostaria que meu filho não tivesse autismo”o que eles realmente estão dizendo é “Gostaríamos que o filho autista que temos não existisse e tivéssemos em vez dele um filho diferente (não autista)”. Leiam isso de novo. Isso é o que ouvimos quando vocês lamentam por nossa existência. Quando vocês rezam por uma cura.”

o beijo de klimt

Sobre o amor e o sofrimento dos pais:

“Os homens e mulheres que acreditam que ter um filho deficiente lhes deu um conhecimento ou esperança que não teriam de outro modo encontram valor em suas vidas, e aqueles pais que não veem essas possibilidades muitas vezes não o encontram.

Aqueles que acreditam que seu sofrimento foi valioso amam com mais facilidade do que aqueles que não veem sentido em sua dor.

Sofrimento não implica necessariamente amor, mas amor implica sofrimento, e o que muda com esses filhos e suas situações extraordinárias é a forma do sofrimento – e, em consequência, a forma do amor, forçado a assumir uma feição mais difícil.”

Esses trechos estão todos no primeiro capítulo.

O livro é tão amplo e profundo que eu precisaria de vários posts para tratar de cada capítulo separadamente e essa talvez seja uma boa ideia.

Assim sendo, gostaria que esse post fosse apenas um aperitivo para os próximos capítulos de “Longe da Árvore”.

Até o próximo!

Dois filmes de mistério

Estava com vontade de assistir filmes de suspense e escolhi dois filmes desse gênero para o fim de semana.

A decada prodigiosa

O primeiro – Dez dias Fantásticos – assisti ontem com meu marido.

A expectativa era alta.

Diretor:

Claude Chabrol (Mulheres Diabólicas, 1995; Ciúme: O inferno do amor possessivo; Madame Bovari, 1991, entre outros)

Elenco:

Orson Welles (O Processo; A Marca da Maldade; Cidadão Kane etc)

Anthony Perkins (Psicose; Assassinato no Oriente Express; O Processo – esse filme é agoniante e vale à pena mesmo!)

Michel Piccoli (A Bela da Tarde; O discreto charme da burguesia; Habemus Papam…)

Trama:

O personagem de Anthony Perkins- Charles – é filho adotivo do magnata interpretado por Orson Welles. Este era casado com uma moça muito mais jovem do que ele, que também havia sido adotada pelo magnata quando era criança.

Michel Piccoli é um professor de filosofia, amigo de Charles, que era a única esperança do rapaz de se safar de uma situação complexa criada por ele e por sua jovem e bela madrasta.

O detalhe mais interessante do filme é que o magnata obrigava todos os que viviam com ele a se vestirem e se comportarem como se estivessem em 1925, em plenos anos 1970.

O pior do filme: A trama. Quando cada uma das reviravoltas está para acontecer, o espectador que já assistiu alguns filmes na vida não se surpreende. Sem a surpresa esse filme, que era pra ser suspense, perde o encanto.

O melhor do filme: A expectativa antes de assisti-lo.

Assassinato em Gosford Park

O segundo filme – Assassinato em Gosford Park – do diretor Robert Altman, assisti hoje, depois do almoço, com a família toda.

O Vico saiu da sala nos primeiros 15 minutos.

Meu marido dormiu logo depois.

Ludo aguentou até a metade do filme e me confessou que esperava que o assassinato já tivesse acontecido e que não queria mais esperar.

Eu, meu pai e minha mãe gostamos muito do filme!

Conclusão: Não aconselho assistir com crianças, nem adolescentes, nem depois de exagerar no almoço.

O filme é lento, mas justificadamente. Depois das apresentações iniciais, que situam a historia em 1932, numa mansão no interior da Inglaterra, a trama começa a aparecer.

As relações humanas, os costumes, os diálogos, os cenários, tudo é construido com muito capricho e seduz quem atravessa a primeira parte do filme pacientemente.

A demora para acontecer o assassinato é necessária para conhecermos as personalidades e os hábitos dos anfitriões, dos convidados e dos empregados, que são a alma do filme.

O pior do filme: O começo, que traz muitas informações sobre a logística da casa e sobre os protocolos que existiam no mundo dos patrões e dos empregados, mas ao longo do filme dá pra entender e aceitar essa introdução longa e meio tumultuada.

O melhor do filme: Maggie Smith. A atriz interpreta uma condessa de língua afiada, que faz os comentários mais engraçados do filme sobre os outros personagens e sobre sua estadia na mansão.

O mistério não é o melhor de “Assassinato em Gosford Park”, mas, mesmo assim, é um ótimo filme de suspense. Recomendo.

Bom domingo!

 

 

 

Justos, próximos e verdadeiros

Nesse último feriado, fui com o Vico e um amigo dele, que é um amor, fazer um lanche aqui perto de casa. Para minha triste surpresa o amigo solta a declaração de que quando crescer quer morar em qualquer país da Europa ou da América do Norte, pois odeia o Brasil. Tirando o fato de que ele não conhece todos esses lugares que disse preferir em relação ao Brasil, o único argumento que foi usado para justificar seu horror ao país foi a violência, mas nem ele nem a mãe foram assaltados até hoje. Até comentei que meu pai já foi assaltado duas vezes na Europa, mas ele se manteve firme na sua convicção.

paz, esperança e respeito

Coincidentemente, o Ludo havia me mostrado no final de semana um vídeo em que o professor e historiador Luiz Antonio Simas fala do branqueamento físico e cultural do Brasil no início da República. Os intelectuais brasileiros da época queriam esconder e até eliminar a cultura afro-brasileira presente nas cidades, como o Rio de Janeiro, para que o Brasil pudesse se passar por um pedaço da civilização europeia na América do Sul e o Rio pela Paris da “Belle Èpoque” nos trópicos. Nesse contexto, o samba, por exemplo, foi classificado como crime pela Lei de Vadiagem, que vigorou por 40 anos.

igualdade

Outra coincidência desse final de semana foi a matéria exibida no Fantástico que afirmou que existe um povo que é mais honesto do que todos os outros do planeta: os dinamarqueses. Como se existisse realmente superioridade de caráter entre os povos e não circunstâncias demográficas, econômicas etc.

eleitor, expressão, escola

Por que praticamos esse “bullying” contra nós mesmos, em vez de sermos justos, próximos e verdadeiros?

Justos, próximos e verdadeiros

Tirei do livro “Correspondência”, de Bartolomeu Campos Queirós,  com desenhos de Angela Lago, as imagens e poesias que ilustram esse post. Nesse livro, que eu guardo desde criança, amigos enviam cartas uns para os outros para que as palavras somadas se tornem a Carta Maior (Constituição).

 

 

 

O rádio e o livro de Jo Nesbo

Invenções telefone

Outro dia, fomos à livraria e o Ludo pediu pra levar “O Morcego”, de Jo Nesbo.

Para quem, como eu, nunca tinha ouvido falar em Jo Nesbo, fiquei sabendo, pelo Ludo que ele é um escritor norueguês de literatura policial, que vem fazendo muito sucesso e vai ter alguma de suas histórias adaptada para o cinema. Será estrelada pelo ator Michael Fassbender, que é o Magneto jovem (X Men) e já atuou em muitos outros filmes, como o ótimo Bastardos Inglórios.

O Ludo está gostando do livro e pretende ler todos da série protagonizada pelo detetive Harry Hole.

Harry Hole usa sua genialidade para desvendar crimes, mas tem uma personalidade difícil e problemas com a bebida. Não é a primeira vez que um personagem desses aparece e cai no gosto do público.

estudo em vermelho sherlock

Há alguns anos nos divertíamos muito aqui em casa assistindo a versão do Sherlock Holmes interpretado pelo ator Benedict Cumberbatch, mas a série , na época, não levou o Ludo a se interessar pelo livros de Conan Doyle.

Perguntei para o meu filho como foi que ele descobriu esse Jo Nesbo e ele me disse que foi em um podcast. Podcasts são os programas de rádio da internet.

Achei curioso porque, quando o rádio começou a se espalhar pelo Brasil, havia, inicialmente, o interesse em educar, transmitir informações e encurtar as distâncias entre as pessoas, assim como a internet.

A televisão, desde o seu surgimento por aqui, na década de 1950, sempre teve o interesse descarado em vender bens de consumo em larga escala. Tinha propaganda até no nome dos programas: Reporter Esso, Telenotícias Panair, Telejornal Pirelli…

Hoje, todos os esses meios de comunicação têm o mesmo objetivo, mas, às vezes, sem querer, convencem adolescentes a se afastar um pouco da sua programação para fazer outras atividades, como ler.

Invenções TV

As ilustrações das invenções são do livro The Second Kids World Almanac of Records and Facts, de Margo McLoone-Basta e Alice Siegel, que eu guardo desde que ganhei, em 1987!